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20 anos do Plano Real: o preço dos carros mais vendidos em 94 hoje

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flatoutlogonormal.jpg

 

Os 20 anos do Plano Real: quanto custavam os carros mais vendidos em julho de 1994 no Brasil?

LEONARDO CONTESINI 10 JULHO, 2014

 

 

 

Fiat-Tempra-Turbo-3-620x349.jpg

 

 

Neste mês de julho o Plano Real comemora 20 anos de existência. Instituído em 1º de julho de 1994, a nova moeda foi responsável pela volta da estabilidade econômica brasileira e pelo fim dos tempos de hiperinflação (que passou de 2.700% em 1993).

 

Nessa época, os carros usados eram mais caros que os zero-quilômetro, e era praticamente impossível qualquer possibilidade de financiamento ou compra a longo prazo, e os carros eram vistos como uma forma de investimento.

 

A nova moeda ajudou também a impulsionar a venda de automóveis e a modernizar a frota brasileira, além de finalmente atrair novos fabricantes ao país. Eles primeiro chegaram como importados para conhecer o mercado, e no fim da década decidiram que valia a pena se instalar por aqui.

 

Naturalmente, muita coisa mudou nesses 20 anos — o valor do próprio real, inclusive. Por isso, vamos lembrar como era o mercado brasileiro naquele distante julho de 1994, ver os modelos mais vendidos, quanto eles custavam na época e quanto eles custam em reais de 2014.

 

Os mais vendidos

 

Antes de falarmos dos mais vendidos, vamos relembrar o mercado nacional da época. Havia apenas quatro grandes fabricantes produzindo no Brasil — Fiat, Ford, GM e Volkswagen — e a opção de modelos não era tão variada como hoje. Eram basicamente duas famílias de modelos e uma linha de utilitários. Por isso, a lista dos 20 mais vendidos incluía praticamente todos os modelos produzidos no Brasil. Do popular VW Gol 1000 ao luxuoso Chevrolet Omega CD.

 

Gol1000Scan.jpg

 

Mas naquele mês de julho de 1994, as versões populares dominaram o topo da tabela, ajudando a engrossar o número de vendas de seus modelos. Isso por que em 1993 o presidente Itamar Franco havia criado um programa especial para carros populares, que pagavam apenas 0,1 % de IPI e deveriam custar, no máximo, US$ 7.200 (US$ 11.600 em valores atualizados).

 

Assim, o carro mais vendido no primeiro mês do real foi o Volkswagen Gol, com 18.318 unidades, sendo 11.727 apenas da versão 1000, que custava R$ 7.243 (R$ 34.159).

 

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O Fusca custava exatamente o mesmo, e apesar do projeto antiquado ele emplacou 1.709 unidades que o colocaram na 11ª posição do ranking geral e em quinto entre os populares. Apenas como comparação, o Voyage, que havia ganhado a versão quatro portas e a cultuada Sport, vendeu 841 unidades — menos da metade do Fusca.

 

Fiat-Uno-Mille-ELX-1-620x400.jpg

 

O segundo carro mais vendido naquele mês foi o Fiat Uno, com 17.169 unidades das quais 15.822 eram as versões populares Electronic, de R$ 7.253 e ELX, de R$ 7.938. Quanto vale isso hoje em dia? R$ 34.206 e R$ 37.436.

 

Logo atrás veio o Ford Escort, equivalente ao Focus hoje em dia, certo? Mais ou menos. Na linha de sucessão, isso é verdade, mas na época a Ford decidiu usar a geração anterior do modelo para fazer uma versão popular, o Escort Hobby. A versão correspondia a mais da metade das vendas do hatch médio da Ford: das 8.679 unidades vendidas, 4.399 eram Hobby, que custava R$ 7.386 com motor 1.0 e R$ 12.067 com motor 1.6 a gasolina. Em dinheiro de hoje, são R$ 34.850 e R$ 56.900, respectivamente.

 

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O Chevrolet Omega Suprema CD era o mais caro dos nacionais com seu motor 3.0 e acabamento de importado. Sem opcionais ele custava R$ 48.076, mas podia chegar aos R$ 54.000. Isso significa que era preciso desembolsar o equivalente a R$ 226.750 para colocar o modelo básico na garagem, ou R$ 254.700 com o pacote de opcionais completo.

 

Chevrolet-Omega-1998-02-620x413.jpg

O sedã era um pouco mais barato — ou menos caro — e partia de R$ 26.712 (R$ 126.000 atualizado) na versão GL 2.0 a álcool, e podia chegar a R$ 46.739 (R$ 220.430) na versão CD 3.0.

Os importados

Os primeiros anos do Plano Real foram marcados pela valorização da moeda em relação ao dólar, resultado do câmbio controlado. No primeiro mês do real, a cotação do dólar ficou a R$ 0,93, em média. Com o nosso dinheiro valendo mais que o dólar — e uma pequena ajuda da redução do imposto de importação nos anos anteriores — os produtos importados inundaram o mercado brasileiro. Os carros, é claro, não ficaram de fora.

 

Fiat-Tipo-i.e-2-620x465.jpg

 

Em julho de 1994 o importado mais vendido foi o Fiat Tipo (ele só se tornaria nacional em 1996), oferecido inicialmente no Brasil somente com motor 1.6 injetado e nas versões de duas e quatro portas. Em julho de 1994 foram vendidas 2.736 unidades do Fiat, e ele não era exatamente barato: o modelo de duas portas custava R$ 17.000 e o de quatro portas saía por R$ 18.000 — mais que o dobro de um modelo popular. Em valores atualizados, são R$ 80.200 e R$ 84.900, respectivamente.

 

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Outro importado que ficou com cara de nacional de tanto que vendeu foi o Golf GTI. Ele começou a ser trazido em 1993, ainda na época do cruzeiro real e da hiperinflação que chegou a mais de 2.700% naquele ano. Mas em 1994, custando R$ 27.900 (ou R$ 131.600 em valores de julho de 2014) ele se tornou o terceiro importado mais vendido, com 352 unidades vendidas.

 

Mas o importado que talvez melhor simboliza aquela época é o BMW Série 3 E36. Ele apareceu no Brasil nos primeiros anos após a abertura das importações pelo presidente Collor, mas foi a partir de 1994 que ele se tornou um sucesso de vendas — como qualquer busca em sites de usados pode confirmar.

 

1998_BMW_328i-620x265.jpg

 

Naquele primeiro mês da nova moeda, ele vendeu 202 unidades, o que pode parecer pouco hoje, mas lembre-se que estamos falando de um Brasil de 20 anos atrás. O modelo mais barato era o 318i Compact, que saía por R$ 47.770 (R$ 225.000 em 2014) e chegava aos R$ 87.400 (R$ 412.200) do 325i coupê automático. E se você tivesse grana de verdade, por R$ 117.000 (R$ 551.800) era possível levar para casa o M3.

 

Uma curiosidade: o mais caro dos importados oferecidos por aqui era o Rolls-Royce Corniche conversível, que custava nada menos que R$ 438.625, um número expressivo mesmo hoje em dia. Corrigido pelo IPCA-E, o valor equivale a R$ 2.070.000 em dinheiro de 2014.

Os esportivos

Fiat-Tempra-Turbo-3-620x348.jpg

 

Em 1994 houve uma certa transição no mercado de esportivos. Os modelos consagrados como Gol GTi, Escort XR3 e Kadett GSi estavam na reta final de suas carreiras, e o mercado nacional começava a receber os importados por preços semelhantes, além de modelos com novas tecnologias como o Fiat Tempra Turbo de R$ 32.692 (R$ 154.180 em 2014) e o Fiat Uno Turbo de R$ 22.500 (R$ 106.110 em 2014), e o Vectra GSi, com seu motor 16v, de R$ 37.334 (R$ 176.073).

 

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Mesmo assim, o Gol GTi saía por R$ 23.117 (R$ 109.023) — você podia levar o GTS por R$ 19.556 (R$ 92.250), mas não teria injeção eletrônica. O XR3 custava R$ 28.148 (R$ 132.750), ou R$ 39.474 (R$ 186.150) na versão conversível e era o rival direto do Kadett GSi.

 

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O esportivo da GM era mais caro que o Ford na versão fechada — R$ 29.505 (R$ 139.150) —, porém mais barato na versão conversível, que tinha carroceria Bertone e custava R$ 38.614 (R$ 182.110).

 

Os valores foram consultados em tabelas de veículos novos de julho de 1994 e foram corrigidos pelos índices IPC-A e IPCA-E do IBGE. Entre vários fatores, os índices estudam a relação entre renda média familiar mensal, o custo de vida e o gasto médio familiar mensal, portanto o valor dos carros corrigido simula o poder de compra de cada época.

 

[ Fotos: Fiat/Divulgação, Reginaldo De Campinas ]

Postado em

Em dinheiro de hoje é muita grana... mas naquele tempo a gente via ômega CD pra todo lado.

 

COMESPLICA?

 

Exatamente...e ainda a oferta de credito não chegava nem perto da de hj.

Postado em
Acham que enganam com esses preços aí....

 

Omega CD 220k se fosse hoje?

 

Me explica então como um Fittipaldi era vendido 0km por 130k há 2 anos atrás.

 

????????

Os valores foram consultados em tabelas de veículos novos de julho de 1994 e foram corrigidos pelos índices IPC-A e IPCA-E do IBGE. Entre vários fatores, os índices estudam a relação entre renda média familiar mensal, o custo de vida e o gasto médio familiar mensal, portanto o valor dos carros corrigido simula o poder de compra de cada época.

 

Pesquisa sobre esses índices que tu vai entender.

Postado em (editado)

Isso só mostra que a renda da classe média brasileira realmente encolheu...

 

Quem teria condições de comprar um carro tido como normal por R$85k nos dias de hoje, como no exemplo do Fiat Tipo que se vê aos montes de sucata ainda?

 

Agora a conversão de valores dos populares está coerente com os dias de hoje, pois o mesmo uno custa hoje pouca coisa a menos, e vemos que a tecnologia já não é traz mais nenhuma novidade em comparação com 20 anos atrás.

 

 

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Editado por Marcos Vinicius
Postado em
Isso só mostra que a renda da classe média brasileira realmente encolheu...

 

Quem teria condições de comprar um carro tido como normal por R$85k nos dias de hoje, como no exemplo do Fiat Tipo que se vê aos montes de sucata ainda?

 

Agora a conversão de valores dos populares está coerente com os dias de hoje, pois o mesmo uno custa hoje pouca coisa a menos, e vemos que a tecnologia já não é traz mais nenhuma novidade em comparação com 20 anos atrás.

 

 

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Lei da oferta e da procura. Quem concorria com o Tipo na época? Não tinha concorrência e mesmo assim acredito que um Tipo tinha tudo pra valer 2x o valor de um Uno por exemplo.

Postado em

Em dinheiro de hoje é muita grana... mas naquele tempo a gente via ômega CD pra todo lado.

 

COMESPLICA?

Não ficou sabendo? É que o Ômega ñ é mais vendido.

 

 

:vts :vts :vts

  • Upvote 1
Postado em

o legal de ver é a inflação...

 

"US$ 7.200 (US$ 11.600 em valores atualizados)

 

que custava R$ 7.243 (R$ 34.159)"

Inflação de 6% ñ chega nem perto desse número.

Postado em

Lei da oferta e da procura. Quem concorria com o Tipo na época? Não tinha concorrência e mesmo assim acredito que um Tipo tinha tudo pra valer 2x o valor de um Uno por exemplo.

Renault 19RN.

Postado em (editado)

o que não acompanhou foi o poder de compra....

 

O segundo carro mais vendido naquele mês foi o Fiat Uno, com 17.169 unidades das quais 15.822 eram as versões populares Electronic, de R$ 7.253 e ELX, de R$ 7.938. Quanto vale isso hoje em dia? R$ 34.206 e R$ 37.436.

um "peão" da época ganhava R$ 500,00, o mesmo "peão" hj ganha 1200,00. O salário não acompanhou o custo dos automóveis (alimentos, moradia, saúde, lazer etc...)

 

 

EDIT: obrigado Dilma pelo controle da inflação atravéz da recessão, espero que o mercado de usados x novos seja de 10 pra 1. quebrando de vez esse cartel governo/montadora. Aqui deve ser o único país no mundo que o governo incentiva compra de carros.

Editado por lipenur
Postado em (editado)

o que não acompanhou foi o poder de compra....

 

O segundo carro mais vendido naquele mês foi o Fiat Uno, com 17.169 unidades das quais 15.822 eram as versões populares Electronic, de R$ 7.253 e ELX, de R$ 7.938. Quanto vale isso hoje em dia? R$ 34.206 e R$ 37.436.

um "peão" da época ganhava R$ 500,00, o mesmo "peão" hj ganha 1200,00. O salário não acompanhou o custo dos automóveis (alimentos, moradia, saúde, lazer etc...)

 

 

EDIT: obrigado Dilma pelo controle da inflação atravéz da recessão, espero que o mercado de usados x novos seja de 10 pra 1. quebrando de vez esse cartel governo/montadora. Aqui deve ser o único país no mundo que o governo incentiva compra de carros.

Outros governos até incentivam sim, para fazer a renovação da frota, trocando por carros menos poluentes e mais seguros e tirando os velhos de circulação. Aqui, estimulam apenas o brasileiro a se f0der mesmo.

Editado por Alves
Postado em

Isso só mostra que a renda da classe média brasileira realmente encolheu...

 

Não. Isto mostra que os veículos, por incrível que pareça, não acompanharam os índices de preços nestes 20 anos.

 

Um tipo não custaria 85 mil hoje. Como o Punto não custa.

Postado em

 

Lei da oferta e da procura. Quem concorria com o Tipo na época? Não tinha concorrência e mesmo assim acredito que um Tipo tinha tudo pra valer 2x o valor de um Uno por exemplo.

 

Tipo na época não era um carro caro. Aliás, vendeu muito bem por conta do custo x benefício, pois vinha com tudo e mais um pouco e o preço era acessível. Era o segundo carro de muitas famílias.

 

O que cagou o Tipo foram os incêndios pelo rompimento da conexão da DH.

Postado em

Não. Isto mostra que os veículos, por incrível que pareça, não acompanharam os índices de preços nestes 20 anos.

 

Um tipo não custaria 85 mil hoje. Como o Punto não custa.

 

Bens de consumo de modo geral baixaram se comparar com a correção da inflação.... em compensação serviços deram um salto.

Postado em

Isso só mostra que a renda da classe média brasileira realmente encolheu...

 

Quem teria condições de comprar um carro tido como normal por R$85k nos dias de hoje, como no exemplo do Fiat Tipo que se vê aos montes de sucata ainda?

 

 

Não tem nada a ver com poder de compra ou renda da classe média, uma vez que o poder de compra de maneira geral aumentou.

 

O que o kleber falou está correto, não acompanhou o índice de inflação.

Mas não podemos esquecer que o cenário é bem diferente em todos os aspectos, maior estabilidade econômica, mercado bem maior, maior concorrência (ainda que fraca comparada há outros mercados).

 

Se fizer um estudo parecido com o mercado norte americano por exemplo vai dar bem menor a diferença, uma vez que a inflação é ridícula, o mercado bem sólido (aqui entra a concorrência também) e todo o cenário político e econômico apesar da crise que deu uma balançada em alguns gigantes.

 

Não ficou sabendo? É que o Ômega ñ é mais vendido.

 

:vts :vts :vts

Inflação de 6% ñ chega nem perto desse número.

 

WTF ?

Postado em (editado)

 

Não. Isto mostra que os veículos, por incrível que pareça, não acompanharam os índices de preços nestes 20 anos.

 

Um tipo não custaria 85 mil hoje. Como o Punto não custa.

 

Falar que o sucessor do Tipo nos dias de hoje seria o Punto é uma analogia errada... O atual representante da categoria do Tipo é o Bravo, pois o Punto não passa de um Palio mais caro. Já o Tipo era bem mais que um Uno, oferecia bem mais que o Uno, coisa que o Punto não faz em relação ao Palio.

 

Agora pra mim mostra sim a perda de poder econômico da população, pois o salário da classe media também não acompanhou este índice, ou estou errado? Agora mesmo com a concorrência, o reajuste das categorias de certa maneira acompanharam sim estes índices...

 

O ultimo Omega foi comercializado a quase R$200k a uns 3 ou 4 anos atrás.

Os carros populares de hoje estão na faixa de R$30k pelados e não oferecem nada a mais que ofereciam a 20 anos. Não houve um gasto grande no desenvolvimento destes.

Os hatchs médios estão variando de 70k a 85k (nas versões tops).

Conversíveis, nem sei o que temos hoje em dia, mas acredito que qualquerque seja passa da casa dos 120k.

 

O que facilita hoje que não tinha tanto nesta época é o acesso ao crédito e não o poder aquisitivo da população, por isso pra mim, sim a classe média de ontem hoje perdeu o poder financeiro.

 

 

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Editado por Marcos Vinicius
Postado em

Falar que o sucessor do Tipo nos dias de hoje seria o Punto é uma analogia errada... O atual representante da categoria do Tipo é o Bravo, pois o Punto não passa de um Palio mais caro. Já o Tipo era bem mais que um Uno, oferecia bem mais que o Uno, coisa que o Punto não faz em relação ao Palio.

 

Agora pra mim mostra sim a perda de poder econômico da população, pois o salário da classe media também não acompanhou este índice, ou estou errado? Agora mesmo com a concorrência, o reajuste das categorias de certa maneira acompanharam sim estes índices...

 

O ultimo Omega foi comercializado a quase R$200k a uns 3 ou 4 anos atrás.

Os carros populares de hoje estão na faixa de R$30k pelados e não oferecem nada a mais que ofereciam a 20 anos. Não houve um gasto grande no desenvolvimento destes.

Os hatchs médios estão variando de 70k a 85k (nas versões tops).

Conversíveis, nem sei o que temos hoje em dia, mas acredito que qualquerque seja passa da casa dos 120k.

 

O que facilita hoje que não tinha tanto nesta época é o acesso ao crédito e não o poder aquisitivo da população, por isso pra mim, sim a classe média de ontem hoje perdeu o poder financeiro.

 

 

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O Omega Fittipaldi era vendido a 120~130k, 0km.

 

Quero saber essa conversão que fizeram, se um Omega 1900 e tralalá, com muito menos tecnologia, custaria hoje 220k...

 

Totalmente sem pé nem cabeça, apenas uma desculpa pra justificar os preços abusivos.

 

10~15 anos atrás com 50 reais dava pra ir no shopping, duas pessoas, comer no Mcdonalds, ir no cinema e tomar um sorvete, hoje mal dá pra uma pessoa fazer isso.

Postado em

Falar que o sucessor do Tipo nos dias de hoje seria o Punto é uma analogia errada... O atual representante da categoria do Tipo é o Bravo, pois o Punto não passa de um Palio mais caro. Já o Tipo era bem mais que um Uno, oferecia bem mais que o Uno, coisa que o Punto não faz em relação ao Palio.

 

Independente disto. Quem compra punto hoje é o mesmo perfil de quem comprava Tipo. Tipo era o carro da mãe que ia levar a molecada pra escola. Eu mesmo tinha uns 4 amigos de escola cujas mães tinham tipo. Estava entre o Uno e o Tempra na linha da Fiat.

 

Agora pra mim mostra sim a perda de poder econômico da população, pois o salário da classe media também não, ou estou errado? Agora mesmo com a concorrência, os índices de reajuste das categorias de certa maneira acompanharam sim estes índices...

 

Perda do poder de compra SEMPRE há, afinal existe inflação. Porém, se você não precisa desembolsar 34 mil por um uno fire 2 portas sem nada e sem ABS e Airbag, então sua perda de poder de compra é menor que o índice oficial. Bem menor, aliás, porque você compra este mesmo Uno, bem melhor que o antigo, por 25.

 

Aliás, dizer que um popular de hoje não oferece nada a mais que ofereciam a 20 anos é exagerar um tanto. Oferecem MUITO mais que em 94. Acabamento muito superior (por incrível que pareça), motores melhores e mais econômicos, além de ABS, airbag, melhor nível de segurança... Nada disto aconteceu porque alguém foi bondoso, e sim por conta da concorrência. Em 1994 um Gol 1000, por exemplo, tinha como único opcional o retrovisor direito. Não tinha mais NADA. E ainda vinha com bancos de fibra de coco. Mesma coisa pro Uno antes do ELX, que, junto com o Corsa, foram os pioneiros em oferecer ítens de conforto.

 

Qualquer produto hoje custa menos que em 94, se olharmos o reajuste pelo IPCA. Veja uma coca cola em 1994, quanto custaria hoje... só pra facilitar, pelo IPCA as coisas ficaram 4,7 vezes mais caras em 20 anos.

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