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Concessionário perde comissão de financiamentos

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Postado em

Concessionário perde comissão de financiamentos

CMN transforma lojas em correspondentes bancários

 

 

Pedro Kutney, AB

 

As concessionárias devem diminuir os ganhos com financiamentos de veículos a partir do fim deste mês. Em 24 de fevereiro, começam a vigorar as normas da Resolução 3954 (veja a íntegra do documento aqui) do Conselho Monetário Nacional (CMN), editada há quase um ano, que transforma em correspondentes bancários as revendas que quiserem vender esses contratos de crédito. De acordo com a nova regulamentação, os concessionários não poderão mais cobrar comissões nem tarifas sobre os financiamentos vendidos nas lojas. Vão receber remuneração dos bancos para prestar esse serviço e não poderão mais embutir retornos no custo dos empréstimos, como vinham fazendo.

 

Nos últimos anos, as comissões sobre os financiamentos contraídos nas lojas de veículos se transformaram em compensação para as margens apertadas nas vendas de carros, especialmente os zero-quilômetro. Para enfrentar a concorrência cada vez mais acirrada com preços menores, muitos concessionários deixaram de ganhar na venda do bem em si, por vezes até praticando margens negativas, e compensaram essas perdas com os chamados “retornos” das financeiras.

 

Ayrton Fontes, consultor independente de varejo automotivo, lembra que a prática dos retornos de financiamento de veículos teve início no fim dos anos 90. “Era uma maneira que os bancos acharam para conseguir seus contratos. Eles ofereciam naquela época um prêmio de 2% do valor financiado por contrato captado, que normalmente era oferecido ao vendedor”, conta. Porém, com o estreitamento das margens, foram os donos das lojas que enxergaram nas comissões uma forma de ganhar dinheiro. “Na última década a disputa dos bancos e a ganância dos concessionários distorceu totalmente o negócio, a ponto de serem aplicados retornos de até 20% em 2005 e 2006”, revela Fontes.

 

PRÁTICAS ABUSIVAS

 

O consultor destaca que os altos ganhos com as gordas comissões financeiras incentivaram o nascimento das grandes redes de concessionárias, os chamados “mega delears”. Os bancos adiantavam milhões em troca da garantia de contratos futuros. Fontes explica como esse processo era feito: “O banco colocava sua taxa e permitia que o concessionário aumentasse o porcentual conforme quisesse, inclusive com a cobrança ilegal da TAC (taxa de abertura de crédito) que variava de R$ 700 a R$ 1,3 mil, sempre embutida no financiamento.”

 

Essa prática encarece bastante o financiamento e deixava poucas opções aos consumidores. Atraídos pelo valor da prestação que cabe no bolso, os clientes nunca se importaram muito com os altíssimos juros cobrados, que muitas vezes mais que dobram o valor total pago pelo carro. Os vendedores costumam mostrar ao interessado uma planilha da própria concessionária, com as comissões embutidas nas prestações.

 

A resolução do CMN coloca certa ordem nesse mercado e passou a proibir esse tipo de procedimento. A partir do dia 24 deve ser mostrada ao comprador a tabela do banco que a concessionária representa como correspondente, sem nenhum tipo de adição. Fica vedada a cobrança dos clientes de tarifas, comissões ou prestações de serviço financeiro. Quem paga o concessionário agora é o banco, de acordo com livre negociação entre as partes. Adicionalmente, os concessionários têm mais dois anos de prazo para treinar pessoal específico para a concessão de crédito, colocando ao menos um funcionário responsável pelo encaminhamento dos pedidos de financiamento.

 

GANHOS MENORES

 

“Nossos ganhos vão diminuir”, admite Flávio Meneghetti, presidente da Fenabrave, a associação dos concessionários. “Mas a regulamentação torna a relação com o cliente mais transparente. Vamos nos adaptar aos poucos. Teremos de encontrar outras formas de devolver rentabilidade ao negócio.”

 

Os ganhos com os financiamentos já estavam menores desde o fim de 2010, quando o Banco Central baixou medidas macroprudencias que obrigaram os bancos a recolher depósitos compulsórios maiores nos financiamentos de longo prazo e sem entrada. Com rentabilidade menor, as financeiras fecharam a torneira das altas comissões. “A prática do retorno foi diminuída para o máximo de 6% e não se cobrou mais a TAC para o concessionário, só uma taxa de R$ 30 do banco”, explica Fontes.

 

“Durante 2011 a chiadeira dos concessionários foi geral, pois além de verem os ganhos reduzidos com o retorno, sofreram com a falta de margem imposta pela concorrência acirrada que se observa atualmente”, conta o consultor. Segundo ele, por conta da situação atual de baixa rentabilidade muitos concessionários dizem que topam vender o negócio.

 

O cenário é de impasse: margens reduzidas (ou até mesmo zeradas ou negativas), concorrência crescente e competição com locadoras de veículos, que compram carros com grandes descontos (algo como 30%) e os revendem como seminovos. Essa distorção não poderá mais ser compensada pelos retornos dos financiamentos. Segundo Meneghetti, o único caminho é negociar com os fabricantes. “Vamos conversar, é o grande assunto deste ano”, diz o dirigente.

 

Até agora as montadoras, especialmente as quatro maiores (Fiat, Volkswagen, General Motors e Ford), se mostraram inflexíveis em dar aos concessionários os mesmos descontos concedidos a frotistas. Mas agora, sem as comissões das financeiras que mantinham a relação em banho-maria, as negociações podem atingir ponto de ebulição. O número de concessionárias pode ser reduzido – ou, segundo já ameaçam alguns, o setor pode se transformar em uma grande locadora de fachada.

Postado em

Nessa observação por alto, é um texto impressionante e EXTREMAMENTE animador, não via algo assim faz um bom tempo! Uma resolução que se preste a defender o consumidor, e não meramente conseguir mais votos. Belíssimo trabalho, ganhei a noite! [-]

Postado em

Resta ver a eficácia da medida. No geral apoiei bastante. Isso garante transparência aos financiamentos, sem valores ou cobranças ocultas. Agora tudo deverá ser expresso na "taxa de juros". Mais fácil de saber qual negócia vai ser bom ou não e quanto realmente estão cobrando.

Postado em

Isso me deixa feliz ! :)

 

Por outro lado , a "genialidade" do brasileiro para burlar e/ou contornar medidas é tão grande , que logo irá criar algo lucrativo para compensar tal perda.

ou seja, bla-bla-bla bla-bla bla bla bla-bla bla-bla-bla.

Postado em (editado)

Os bancos que emprestam dinheiro nessa hora... eles "podem fazer" digamos o que quiserem dentro do possivel.

 

Não acho qeles vão entregar tanto de bandeja assim uma "fatia" tão grande.

 

Agora o melhor foi isso:

“Nossos ganhos vão diminuir”, admite Flávio Meneghetti, presidente da Fenabrave, a associação dos concessionários

 

Mario_Rly__by_DrthTater.jpg

Editado por H2o0
Postado em

Pra mim não muda nada.

 

Vão compenssar isso, aumentando o valor do carro ou sua taxa de financiamento.

Acredito que isso possa ocorrer mesmo, mas pelo menos a tentativa é de deixar as coisas mais transparentes. A intenção é resumir tudo na taxa de juros. Daí fica mais fácil "brigar" por condições melhores de financiamento. Agora da forma como vem funcionando, a taxa de juros não indica NADA (ou melhor, muito pouco) e no final não sabemos o que estamos pagando ou não. Por isso acho a iniciativa boa - principalmente se houver medidas rigorosas para quem não cumprir.

Postado em

e os preços irão subir sem dúvida pra compensar isso...

 

ou quem sabe outra ladainha pra tapear.

 

porém essas medidas já são alguma coisa boa, veremos no que vai dar.

 

Vão subir? Vão. Há vendedores praticando lucro 0 em cima do carro, pra ganhar 15% em cima do financiamento (ou seja, valor do carro inteiro).

 

O que vai acontecer? os vendedores vão aplicar o lucro em cima do faturamento do veículo (como toda operação de venda), MAS não vão mais conseguir enfiar esses 15% no preço.

 

Imagine que em um carro de 40 mi, você paga 6 mil SEM SABER. Ou mais até!

Postado em

Vão subir? Vão. Há vendedores praticando lucro 0 em cima do carro, pra ganhar 15% em cima do financiamento (ou seja, valor do carro inteiro).

 

O que vai acontecer? os vendedores vão aplicar o lucro em cima do faturamento do veículo (como toda operação de venda), MAS não vão mais conseguir enfiar esses 15% no preço.

 

Imagine que em um carro de 40 mi, você paga 6 mil SEM SABER. Ou mais até!

Mas e quem compra a vista, ou nessas várias condições "Entrada + 24x sem juros"? Aí eles ficariam com prejuízo?

 

Lucro zero eu acho complicado ein!

Postado em (editado)

3 coisas que eu nunca vi:

 

1 - Enterro de anão

 

2 - Mulher voando (háaaaa)

 

3 - Alguém que tenha conseguido comprar um carro à vista numa promoção de "venda a preço de nota fiscal do fabricante".

 

Simplesmente o vendedor faz de TUDO pra você não comprar, exatamente pq ele não vai ganhar absolutamente nada e a loja vai tomar prejuízo na venda.

 

Quanto ao lucro zero, é possível sim. A loja tira o lucro no financiamento, e a financeira baixa os juros pra quase nada (juro ZERO não existe) em virtude de alienar 100% de um bem pelo qual ela só pagou 40%.

 

Tem mais, inclusive. Quando a operação é por Leasing, o banco fatura a compra SEM IMPOSTOS, como se fosse frota, mas você compra como se estivesse pagando todos os impostos. O que o banco não paga entra como... LUCRO.

Editado por Kleberlpa
Postado em

bom por aqui muitos que ja fizeram financiamento e pagaram a tac e outras taxas irregulares, estao entrando na justiça e conseguindo reduzir bastante o valor das prestaçoes. tomara que com as novas regras isso fique mais transparente, mas pra isso as regras tem que valr de verdade pq as outras regras do BC para as financeiras nao serviram pra nada.

Postado em

lendo por alto...

so de tirar o "retorno" ja é alguma coisa!

se tivesse lido esse texto antes, nao teria feito um consorcio

ontem, pq ai falaria dessa parada aí. mais tá bom ;)

Postado em

lendo por alto...

so de tirar o "retorno" ja é alguma coisa!

se tivesse lido esse texto antes, nao teria feito um consorcio

ontem, pq ai falaria dessa parada aí. mais tá bom ;)

 

Filho, por mais que melhorem o financiamento, consórcio ainda é a melhor coisa.

 

BB faz a 11% de taxa de adm, segundo o gerente me falou, dá o equivalente a 0,18%AM. Ele me deu muita dica BOA, disse que janeiro a março são ótimos meses para se dar lance, numa carta de 40k dá pra ganhar com 4k de lance TRANQUILO. Ou seja, dependendo do mês e da sua possibilidade, é só juntar uma grana e dar o lance. O valor pode abater nas parcelas, ou pode reduzir a quantidade de parcelas.

 

Melhor que isto não existe. Só não é pra quem tem urgência, pra quem pode esperar uns meses, é garantia de bom negócio!

Postado em (editado)

Filho, por mais que melhorem o financiamento, consórcio ainda é a melhor coisa.

 

BB faz a 11% de taxa de adm, segundo o gerente me falou, dá o equivalente a 0,18%AM. Ele me deu muita dica BOA, disse que janeiro a março são ótimos meses para se dar lance, numa carta de 40k dá pra ganhar com 4k de lance TRANQUILO. Ou seja, dependendo do mês e da sua possibilidade, é só juntar uma grana e dar o lance. O valor pode abater nas parcelas, ou pode reduzir a quantidade de parcelas.

 

Melhor que isto não existe. Só não é pra quem tem urgência, pra quem pode esperar uns meses, é garantia de bom negócio!

 

 

4K onde ? sei não em kleber

 

comprei um carro aqui foi de consórcio também faz 8 meses que fiz o bendito.

 

no inicio nego dava 40% de lance numa carta de 24K e era contemplado, passado uns 2 meses depois de ter feito o consórcio

 

o povo já tava desesperado só pode.. dando lances astronômicos de 50, 55 e até mais de 60%.. 62, 64%

 

fiquei puto com aquela po*** toda.

 

de lá pra cá os lances continuaram altos bem acima de 40% o mais baixo depois disso foi um de 55% que foi contemplado.

 

eu já nervoso pagarai dei um lance de 61% HDSUAHEUSHUEH

 

aí a po*** saiu, finalmente !

 

ainda inteirei uma boa graninha pra comprar um veículo usado, mesmo assim comparando com um financiamento

mesmo que eu desse por exemplo 16K de entrada e financia-se o restante (uns 12K) os juros seriam maiores que o do

consórcio mesmo, aí concordo que ainda é um bom negócio, mais tá osso a parada dos lances em, meu irmão por exemplo

só conseguiu ser contemplado no consórcio honda de uma cb300 com um lance de 48% do valor da moto a 1 ano atrás.

eu tinha feito o primo rossi ABC, a alguns anos atrás um amigo meu foi contemplado com 2,5K de lance numa carta de 8000.

isso faz uns 3 anos, consórcio saga auto minas.

 

no meu caso eu escolhi abater parcelas ao invés de abater no valor delas, por que mesmo depois de contemplado ainda sofre com reajustes.

 

edit erro

Editado por ((thytoin.))
Postado em

3 coisas que eu nunca vi:

 

1 - Enterro de anão

 

2 - Mulher voando (háaaaa)

 

3 - Alguém que tenha conseguido comprar um carro à vista numa promoção de "venda a preço de nota fiscal do fabricante".

 

Simplesmente o vendedor faz de TUDO pra você não comprar, exatamente pq ele não vai ganhar absolutamente nada e a loja vai tomar prejuízo na venda.

 

Quanto ao lucro zero, é possível sim. A loja tira o lucro no financiamento, e a financeira baixa os juros pra quase nada (juro ZERO não existe) em virtude de alienar 100% de um bem pelo qual ela só pagou 40%.

 

Tem mais, inclusive. Quando a operação é por Leasing, o banco fatura a compra SEM IMPOSTOS, como se fosse frota, mas você compra como se estivesse pagando todos os impostos. O que o banco não paga entra como... LUCRO.

 

Já compramos bastante carros baratos a vista.

 

Problema é que obviamente vendedor não quer negociar, mas é só negociar com o gerente.

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