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Laços de família: quem é de quem no mundo automotivo?

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Atualmente o mercado de automóveis brasileiro tem cerca de 30 marcas diferentes, que oferecem carros para todos os gostos e bolsos — geralmente combinando “gosto e bolso”, mas não vem ao caso agora. Embora nem todas as grandes marcas estejam por aqui, como a Mazda, ou a Alfa Romeo, o número é semelhante ao do mercado americano, o maior do planeta.

 

Mas você sabia que praticamente todas as grandes marcas do planeta estão sob o controle de apenas 15 fabricantes de automóveis? São três grupos alemães (Daimler, VAG e BMW), três japoneses (Honda, Toyota e Nissan), dois franceses (PSA e Renault), dois americanos (GM e Ford), um coreano (Hyundai-Kia), um indiano (Tata), um chinês (Geely), um russo (AvtoVAZ) e um globalizado, com sede administrativa na Holanda e fiscal na Inglaterra (Fiat-Chrysler).

 

Além dos grupos automotivos há ainda as mega-corporações com um ramo automotivo — caso do Mitsubishi Group, dono da Mitsubishi Motors, e da Fuji Heavy Industries, dona da Subaru —, e as marcas independentes, como Mazda, Aston Martin, Suzuki e McLaren — além de várias outras com produção artesanal.

 

A aquisição de marcas por outras e a formação de grandes grupos é algo quase tão antigo quanto a indústria automotiva. Em 1908, William C. Durant fundou a General Motors como uma holding para agrupar fabricantes de automóveis e antes mesmo da Segunda Guerra Mundial já havia comprado mais de 20 marcas, incluindo Buick, Oakland/Pontiac, Chevrolet, Vauxhall, Cadillac e Holden.

 

Na mesma época também foi criada a Auto Union, na Alemanha, como uma forma de quatro das principais fabricantes alemãs — Audi, DWK, Hörch e Wanderer — enfrentarem a Grande Depressão.

 

Este infográfico da Business Insider resume de forma simples como se organizam os principais grupos automotivos atualmente:

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Essa organização começou a tomar a forma atual a partir da crise econômica mundial de 2008, quando a Chrysler acabou praticamente falida, e a GM precisou reorganizar suas marcas para voltar a ser lucrativa e devolver ao governo americano o auxílio financeiro recebido para não ir à falência e agravar ainda mais a crise interna.

 

Assim, marcas historicamente consagradas foram extintas, como a Pontiac, a Plymouth e a Mercury, e outras acabaram vendidas. O grupo Ford não chegou a correr riscos, mas já havia vendido a Aston Martin e também já havia iniciado seus planos de vender a Jaguar e a Land Rover aos indianos da Tata. Em 2010 eles ainda reduziram sua participação acionária da Mazda e venderam a Volvo para os chineses da Geely.

 

A Chrysler acabou vendida para o grupo Fiat, que no final do ano passado evoluiu para o grupo Fiat Chrysler Automobiles, englobando Fiat, Chrysler, Alfa Romeo, Jeep, Lancia, RAM, Dodge, Ferrari, Maserati e Abarth.

 

Como essa organização atual é bastante recente, o cenário ainda traz algumas combinações inusitadas de plataformas e motores de marcas que atualmente não têm mais relação alguma entre si. Veja só alguns exemplos:

Dodge Challenger

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O Challenger é um dos maiores ícones da indústria automotiva americana atual, não? Só que a plataforma dele, a Chrysler LC, foi projetada nos tempos da união com a Daimler, e por isso ela usa a suspensão dianteira do Mercedes Classe S W220, suspensão traseira, assoalho e parede corta-fogo do Mercedes Classe E W211, além do câmbio 722.6 (conhecido como 5G-tronic), o diferencial traseiro e o sistema de controle de estabilidade da fábrica alemã. Praticamente Charles Bukowski sobre rodas. Para complicar ainda mais, ele hoje faz parte de um grupo com origem italiana e com duas sedes diferentes: uma fiscal na Inglaterra, e uma administrativa na Holanda.

Ford Duratec

Se você é fã da Ford, certamente já pensou em ter um Duratec no seu carro — seja original, ou preparado. Há dezenas de Ka e Fiestas equipados com esse motor que deu as caras por aqui em 2004, quando o Focus ganhou um facelift e trocou seus velhos Zetec DOHC por um Zetec Rocam e um Duratec. Pois saiba que Duratec é apenas a marca comercial de vários motores de origens diferentes.

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Tampa de válvulas, sensores, flauta de combustível, coletores, TBI… tudo igual no Rocam e no Duratec 8V

 

Por exemplo: o Zetec Rocam originalmente é um motor Endura E com comando no cabeçote e balanceiros roletados (Rocam vem de “rollerfinger camshaft”, ou “comando de válvulas com balanceiros roletados”). Só que na Europa essa evolução não ganhou esse nome geek, e acabou batizado como Duratec 8v — com ênfase no 8v, pois na Europa havia um Duratec 16v com 1,6 litro de deslocamento. Só que esse motor também não era um Duratec, e sim um Sigma, o mesmo que equipa os Ford brasileiros atualmente com o nome Ti-VCT.

 

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Já o Duratec 2.0 e seus irmãos maiores 2.3 e 2.5, são apenas versões rebatizadas dos motores L Series da Mazda (acima), que era parte da Ford Motor Company na época. O L Series é uma evolução com bloco e cabeçote de alumínio dos motores F Series, usados pela Mazda desde os anos 1970 até o fim dos anos 1990. Atualmente a Mazda já não pertence mais à Ford, mas ambos continuam sua parceria técnica, iniciada em 1979.

 

A confusão do Duratec não para por aqui: havia ainda o Duratec RS, que equipou o Focus RS e o Mondeo 2.5T, também tinha 2,5 litros de deslocamento, mas uma origem totalmente diferente.

 

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Com cinco cilindros em linha e turbocompressor, ele era uma das várias versões do Volvo Modular Engine — o mesmo adotado no Volvo C30 T5 entre 2004 e 2011 e nos Volvo S40 e V50 entre 2004 e 2006.

 

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Atualmente nenhum Ford usa o Volvo Modular, e a marca sueca foi vendida à Geely em 2010. Mas isso não significa que os laços foram rompidos…

Ford EcoBoost

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Os motores do momento na linha Ford são a família EcoBoost, caracterizada pela injeção direta, turbocompressão e baixo consumo de combustível. São motores relativamente novos, mas que usam como base a família Duratec. Por isso, o EcoBoost 1.6 é um Sigma modernizado para ter as características da linha EcoBoost — eficiência e desempenho, enquanto o EcoBoost 2.0 e 2.3 — que equipam Focus ST, Focus RS e Mustang EcoBoost — continuam baseados no Mazda L.

 

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Só que a linha EcoBoost não se limita à linha Ford. Ela se estende pelos ex-integrantes do grupo como Volvo, Jaguar e até Land Rover. A Jag foi comprada pela Ford em 1989, junto com a Aston Martin, e foi unida à Land Rover em 2000, quando esta foi vendida pela BMW aos americanos. Em 2010, a Ford vendeu a Jaguar Land Rover à indiana Tata — o que não significa que os britânicos viraram indianos.

 

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Aquele famoso motor 2.0 turbo de injeção direta que dá 243 cv ao Range Rover Evoque e ao novo Land Rover Discovery Sport é, na verdade, o EcoBoost 2.0 sem a marca da Ford. Sendo a Jaguar uma metade do atual grupo da Land Rover, o motor 2.0 EcoBoost também equipa os sedãs XF e XJ.

 

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Quem também usou esse motor, mas em uma versão amansada, com 203 cv, foi o Volvo S60 T4, vendido no Brasil entre 2010 e 2011. Atualmente, a Volvo também usa o motor EcoBoost 1.6 com duas variações de potência — 150 e 185 cv — no S60/V60, V40, V70 e S80.

Land Rover Discovery Sport e Range Rover Evoque

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Os dois modelos de menor porte da Land Rover são peças chave na nova era da marca, com três famílias diferentes — Discovery, Range Rover e uma terceira que substituirá o atual Defender —, mas a base para ambos está na plataforma EUCD, desenvolvida nos tempos da Ford.

 

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Essa plataforma estreou na antiga Ford SMax e no Land Rover Freelander 2 em 2007, e serviu também à geração anterior do Ford Mondeo e aos Volvo S60/V60, S80, V70/XC70 e XC60. Para a dupla moderninha da Land Rover ela teve boa parte dos seus componentes reprojetada, mas ainda é considerada a mesma plataforma.

Hyundai Gamma

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Elas chegaram ao Brasil quando ainda tinham cada uma sua via. Foi somente no fim dos anos 1990, com a crise asiática que a Kia foi ao chão e a Hyundai arrematou a marca para formar um grupo com a antiga rival. Por aqui elas continuam em operações separadas, representadas por duas empresas diferentes, e talvez por isso os brasileiros não conheçam muito bem a relação íntima entre as marcas.

 

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É por isso também que pouca gente se dá conta que o motor 1.6 do compacto HB20 é o mesmo Hyundai Gamma que equipa Kia Cerato, Kia Soul, Hyundai i30 e Hyundai Veloster — as variações de potência ficam por conta de ajustes finos como variação do comando de válvulas, dimensões dos coletores e programação da ECU.

Volkswagen EA827

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O motor mais famoso do Brasil e a base de praticamente toda a linha de motores “a água” da Volkswagen surgiu nas pranchetas da Auto Union, mas quando esta ainda pertencia à Mercedes-Benz, no começo dos anos 1960. O engenheiro Ludwig Krauss começou a trabalhar em um projeto para aplicação militar que acabou nunca saindo do papel.

 

Mais tarde, em 1968, a Volkswagen comprou a Auto Union e Krauss foi incumbido de produzir um novo motor arrefecido a água. Ele então colocou em prática seu projeto e criou o motor que seria conhecido inicialmente como “Audi OHV”, e mais tarde como EA827, e deu origem aos brasileiros AP. O EA827 ainda é adotado em vários modelos da Volkswagen, como a atual geração do Jetta, em sua versão de entrada, que usa uma variação modernizada chamada EA113.

Aston Martin V8

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A Aston Martin hoje é uma fabricante independente, mas ainda carrega no cofre de seus carros uma herança do seu período sob o controle da Ford, encerrado em 2007 quando o grupo americano vendeu a Aston a um grupo de investidores liderados por David Richards da Prodrive.

 

Os motores V8 que equipam o V8 Vantage são um projeto da Jaguar chamado AJ-V8, lançado em 1996. A versão que equipa o Vantage, contudo, é uma variação de 4,7 litros desenvolvida em 2005 e fabricada à mão pela própria Aston Martin. A família AJ-V8 da Jaguar também inclui o atual 5.0 V8 usado no F-Type, no XKR-S e no Range Rover Sport.

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Postado em

Aston martin, independente onde??? Grupo Ford! Alguns modelos ja utilizaram peças de Mazda de Jaguar...Inclusive a nova geração do Fusion tem uma inspiração clara nos "Astons"

Postado em (editado)

AP já teve seu tempo. Mas ainda sim, sempre será melhor motor cxb pra preparar

 

Aonde que motor AP é melhor em alguma coisa?

 

Pera aí né amigo.. suas referências estão ruins demais. Só pra dar um gostinho... 572 Big Block Supercharged.

 

 

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Isso SIM é o melhor motor pra se preparar.

Editado por arthur8
Postado em

 

Aonde que motor AP é melhor em alguma coisa?

 

Pera aí né amigo.. suas referências estão ruins demais. Só pra dar um gostinho... 572 Big Block Supercharged.

 

 

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Isso SIM é o melhor motor pra se preparar.

 

 

Se atente a realidade financeira de muitos aqui, ai sim entenderá o que é o melhor para se preparar...

 

Enviado via AutoForum Mobile App

 

 

  • Upvote 1
Postado em

Aston martin, independente onde??? Grupo Ford! Alguns modelos ja utilizaram peças de Mazda de Jaguar...Inclusive a nova geração do Fusion tem uma inspiração clara nos "Astons"

A Aston Martin hoje é uma fabricante independente, mas ainda carrega no cofre de seus carros uma herança do seu período sob o controle da Ford, encerrado em 2007 quando o grupo americano vendeu a Aston a um grupo de investidores liderados por David Richards da Prodrive.

 

Os motores V8 que equipam o V8 Vantage são um projeto da Jaguar chamado AJ-V8, lançado em 1996. A versão que equipa o Vantage, contudo, é uma variação de 4,7 litros desenvolvida em 2005 e fabricada à mão pela própria Aston Martin. A família AJ-V8 da Jaguar também inclui o atual 5.0 V8 usado no F-Type, no XKR-S e no Range Rover Sport.

 

Fonte: texto

Postado em (editado)

 

 

Aonde que motor AP é melhor em alguma coisa?

 

Pera aí né amigo.. suas referências estão ruins demais. Só pra dar um gostinho... 572 Big Block Supercharged.

 

 

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Isso SIM é o melhor motor pra se preparar.

 

Ele falou em custo x benefício.

 

Um motor desses, nos EUA, já demanda ao menos um rim e mais 3 anos se prostituindo para a máfia russa, só pra chegar num "stage 2".

 

No Brasil brahueiro, só o bloco do 572 vale mais que as minhas córneas, fígado, rins, baço, pulmões e meu cu no mercado negro. Só o bloco!

Editado por Kleberlpa
Postado em

Ele falou em custo x benefício.

 

Um motor desses, nos EUA, já demanda ao menos um rim e mais 3 anos se prostituindo para a máfia russa, só pra chegar num "stage 2".

 

No Brasil brahueiro, só o bloco do 572 vale mais que as minhas córneas, fígado, rins, baço, pulmões e meu cu no mercado negro. Só o bloco!

 

Não deixa de ser verdade.

 

Agora uma coisa é falar "Custo x Benefício" e outra é falar "Melhor". São duas palavas bem diferentes.

Postado em

 

 

Não deixa de ser verdade.

 

Agora uma coisa é falar "Custo x Benefício" e outra é falar "Melhor". São duas palavas bem diferentes.

CxB =custoxbeneficio. O cara falou, vc q nao leu.

 

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