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Hellmind

Carro sem conteúdo nacional pode pagar 37% de IPI

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Postado em (editado)

Tudo isto sem falar que o aumento do IPI vai prejudicar todo mundo, MENOS os chineses... afinal, tem chinês que chegaa aqui a 7k. Dá muito bem pra absorver e ainda ter MUITO lucro.

Eu ainda acho que a margem de lucro dos "queridinhos importados" que a gente tanto defende estava (na grande maioria das vezes) muito mais astronômica do que a dos carros fabricados no Brasil.

O que me deixa mais surpreendido é que a choradeira é das duas partes - tanto de quem importa quanto de quem fabrica no Brasil. Tudo é motivo suficiente para ir "pedir esmola" para o governo: baixar os preços que é bom, normalmente não baixam.

Nessa história ninguém é santo.

Editado por danilo.meneses
Postado em

Então Cesar, como eu disse antes, rola a história de que o governo queria promover um novo desconto de IPI pras nacionais, mas elas se negaram porque isso levaria o preço pra baixo, e no fim do pacote seria difícil erguer o preço a seu patamar anterior. Foi o que aconteceu da última vez!

 

Não um desconto, mas sim uma redução "fixa" por tempo indeterminado, baseada nesses quesitos (> 60% das peças fabricadas no brasil).

Postado em

Realmente eu espero que a margem de lucro dos Chineses e coreanos seja beem grande. A ponto de conseguirem absorver esse imposto e não repassar mudanças de preços. Mas infelizmente, é bem dificil, né?

 

O que vai acontecer será o seguinte... Os coreanos e chineses terão que vir com um preço mais alto. Exemplo: Jaca J3 sairá por uns 44 mil reais. E ai, o Fiesta e o C3 que estão partindo dos 37990 ficarão tb por 44 mil reais!

 

Assim como o Elantra, i30 ficarão x % mais caros... e os concorrentes daqui Corolla, Civic, Focus, etc... ficarão mais caros.

 

Fora os ultra modernos e atualizados carros do nosso mercado "nacional": Celta, Agile, Gol G4, Palio, etc. Continuarão todos ai...

 

[ironia mode on]

Realmente.... GRANDE VANTAGEM ESSE AUMENTO DE IPI!! UHUUUU! COMO O BRASIL TÁ GANHANDO COM ISSO!! REALMENTE, NOSSOS GOVERNANTES PENSAM MUITO, NO MELHOR PARA O PAÍS!! A ANFAVEA É UMA POBRE COITADA E REALMENTE PRECISA DE AJUDA!!

 

Não vejo a hora que a VW relançe o AP... isso que é motor! E que a GM mantenha o Monzatech!! Melhor manter motores que todos conhecem... dá menos dor de cabeça!! Ecotec, pra que?? Ah... e tb não coloquem Air Bag nos carros... afinal, depois custa caro para arrumar!!

 

[ironia mode off...]

 

Sinceramente... leio algumas coisas aqui que fico pensando: Será que não entendi a notícia? Preciso ler e assistir mais jornais?

Postado em

Você é ignorante de mais.Eu li duas vezes para acreditar no que esta escrito.

 

Se precisar pode ler mais uma é gratuíto.

 

E enquanto isso, vamos continuar andando com carros tão equipados e seguros quanto o que figura em seu avatar...

 

O Xan tu realmente acha q os caras vão se retirar do mercado brasileiro???

Eles vão ter q se enquadrar agregando mais ao país brother.

Burro é o cara que vai lá pagar o ágio e comprar o carro mais caro do que já era.

 

Os "nacionais" enchem o cu de brasileiros de grana, né?

 

Deixa desprotegida a economia brasileira e coloca nas ruas todos os milhares de empregados diretos e indiretos das fábricas de automóveis do Brasil q vc conhecerá o caos de perto.

 

 

 

Vcs não estão entendo q a idéia não é fechar as portas e sim abrir as portas do país para o mundo, agora só comer picanha não dá, tem q roer o osso tb po***. Qto mais fábricas de veículos e seus suprimentos tiver aqui, mais emprego e renda para a população e mais o país cresce essa é a lógica.

Um país para exigir produtos desenvolvidos precisa estar desenvolvido po***.

 

Agora neguinho quer andar de BMW por 30.000 tomando tiro na cara de FDP que não tem educação e não consegue emprego, aí toma tiro nas fuça e reclama da segurança do país

 

 

 

E eu q sou o ignorante.

Postado em

hahahahahah

 

Eu preciso ler umas 3x pra acreditar.

 

Agora vamos todos andar de Voyage 84 e Gol BX, pois assim não seremos assaltados.

 

AB e ABS pra que ? Vamos ser roubados mesmo...

 

Putz cara, você é ignorante de mais mesmo.Nem preciso citar o nome...

Postado em

Se precisar pode ler mais uma é gratuíto.

 

 

 

O Xan tu realmente acha q os caras vão se retirar do mercado brasileiro???

Eles vão ter q se enquadrar agregando mais ao país brother.

Burro é o cara que vai lá pagar o ágio e comprar o carro mais caro do que já era.

 

 

 

Deixa desprotegida a economia brasileira e coloca nas ruas todos os milhares de empregados diretos e indiretos das fábricas de automóveis do Brasil q vc conhecerá o caos de perto.

 

 

 

Vcs não estão entendo q a idéia não é fechar as portas e sim abrir as portas do país para o mundo, agora só comer picanha não dá, tem q roer o osso tb po***. Qto mais fábricas de veículos e seus suprimentos tiver aqui, mais emprego e renda para a população e mais o país cresce essa é a lógica.

Um país para exigir produtos desenvolvidos precisa estar desenvolvido po***.

 

Agora neguinho quer andar de BMW por 30.000 tomando tiro na cara de FDP que não tem educação e não consegue emprego, aí toma tiro nas fuça e reclama da segurança do país

 

 

 

E eu q sou o ignorante.

As coisas não são tão simples...

 

Se os nacionais estavam melhorando para competir com os importados, agora que os importados subiram de preço os nacionais estacionam.

 

Aliás, por que montar fábrica no Brasil se é possível montar na Argentina e exportar pra cá sem ipi? Ou méxico, que já aproveita e exporta pro méxico junto?!

Postado em

hahahahahah

 

Eu preciso ler umas 3x pra acreditar.

 

Agora vamos todos andar de Voyage 84 e Gol BX, pois assim não seremos assaltados.

 

AB e ABS pra que ? Vamos ser roubados mesmo...

 

Putz cara, você é ignorante de mais mesmo.Nem preciso citar o nome...

 

As marcas com fábrica no país não te oferece opção com esses ítens?????

Ou tu tá falando das chinesas????? Se tu considera um AB + ABS ambulante como automóvel me desculpe eu não considero.

 

As coisas não são tão simples...

 

Se os nacionais estavam melhorando para competir com os importados, agora que os importados subiram de preço os nacionais estacionam.

 

Aliás, por que montar fábrica no Brasil se é possível montar na Argentina e exportar pra cá sem ipi? Ou méxico, que já aproveita e exporta pro méxico junto?!

 

Exatamente por isso. Se fosse fácil baixavam os impostos gerais e todo mundo seria feliz.

Postado em

O mercado americano sofreu a mesma coisa que sofremos com a entrada dos coreanos, não houve nenhuma medida protecionista. As montadoras se adequaram a concorrência com algumas medidas incentivadoras como as que estão sendo proposta pelo Presidente Obama. Defender uma medida destas soa muito parecido como defender as ideias de Hugo Chaves

 

OBS: É cada coisa que vc lê aqui...

Postado em

O mercado americano sofreu a mesma coisa que sofremos com a entrada dos coreanos, não houve nenhuma medida protecionista. As montadoras se adequaram a concorrência com algumas medidas incentivadoras como as que estão sendo proposta pelo Presidente Obama. Defender uma medida destas soa muito parecido como defender as ideias de Hugo Chaves

 

OBS: É cada coisa que vc lê aqui...

 

:+1

 

E ainda acha que tá certo...

 

kkkkkkk

 

É cada figura viu!

Postado em

O mercado americano sofreu a mesma coisa que sofremos com a entrada dos coreanos, não houve nenhuma medida protecionista. As montadoras se adequaram a concorrência com algumas medidas incentivadoras como as que estão sendo proposta pelo Presidente Obama. Defender uma medida destas soa muito parecido como defender as ideias de Hugo Chaves

 

OBS: É cada coisa que vc lê aqui...

 

Vc tá bem informado mesmo, EUA é um exemplo de país que não adere ao protecionismo para segurar a economia [^]

 

http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=270214

 

 

Protecionismo não é bom e não soluciona o problema. Mas é uma ferramenta de curto prazo utilizada constantemente no mundo todo, incluindo os desenvolvidos em todo tip o de produto. Pra quem não lembra carro é um produto. Mas aqui não pode ser utilizado pq os chineses trazem AB + ABS e os coreanos são bonitos.

Postado em

Vc tá bem informado mesmo, EUA é um exemplo de país que não adere ao protecionismo para segurar a economia [^]

 

http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=270214

 

 

Protecionismo não é bom e não soluciona o problema. Mas é uma ferramenta de curto prazo utilizada constantemente no mundo todo, incluindo os desenvolvidos em todo tip o de produto. Pra quem não lembra carro é um produto. Mas aqui não pode ser utilizado pq os chineses trazem AB + ABS e os coreanos são bonitos.

 

Tá bom... Você tá certo, o fórum inteiro está errado.

 

Você não acha 37% pouco não ? Pq não aumenta 100% ? Vamos ajudar o Brasil crescer oras bolas!

Postado em

Tá bom... Você tá certo, o fórum inteiro está errado.

 

Você não acha 37% pouco não ? Pq não aumenta 100% ? Vamos ajudar o Brasil crescer oras bolas!

 

Só estou tentanto mostrar q isso é uma ferramenta de trabalho, q sempre foi utilizada em vários produtos e q é provisório.

 

Se vc tem uma medida mto melhor manda uma carta pro Guido Mantega ou pra Dilma, quem sabe não cola.

Postado em

Só estou tentanto mostrar q isso é uma ferramenta de trabalho, q sempre foi utilizada em vários produtos e q é provisório.

 

Se vc tem uma medida mto melhor manda uma carta pro Guido Mantega ou pra Dilma, quem sabe não cola.

É provisória!? Será!?

 

Eu nunca vi preço no brasil baixar... Não sei você.

Postado em

vamos nos manter aos dados e opniões validas, nada de insulto pessoal! :legal:

 

 

temos ponto de vistas diferentes.

 

se tivessemos 50% do mercado de importados, talvez concordaria com o protecionismo, mas preferiria o incentivo fiscal. Essa desculpa não colou para a grande maioria. EU penso assim!

 

 

abs!

Postado em

O Mercado Nacional não se restringe só a venda de veículos, existem diversos outros setores que sofrem muito com os importados. A indústria de Brinquedos por exemplo sofre muito, mas muito mais que as montadores com a presença dos chineses.

Bastou a venda das montadoras desacelerar um pouco, que começou a choradeira e o Lobby. Ninguém tem culpa se a Volkswagen não consegue vender um Fox 1.0 com ar, dh vd e tr por 40k, já que foi a que mais reclamou por causa do estoque de Fox e Golf.

Investir para ser competitivo diminui em muito a margem, margem a qual ninguém quer abrir mão no Brasil.

 

Segue uma matéria do mês 05.

Fonte: Automotive Bussiness

 

Montadoras remetem US$ 2,2 bi em lucros às suas matrizes

Setor é campeão de envio recursos este ano.

 

 

Pedro Kutney, AB

 

Os fabricantes de veículos instalados no Brasil remeteram US$ 2,2 bilhões em lucros e dividendos às suas matrizes no primeiro quadrimestre do ano, segundo dados divulgados nesta quarta-feira, 25, pelo Banco Central. O valor corresponde a mais de um quarto, ou 26,2%, de todas as remessas de US$ 8,5 bilhões feitas por empresas no período, o que coloca a indústria automobilística na posição de campeã de envio de recursos para fora do País até agora.

 

Os lucros e dividendos remetidos de janeiro a abril por fabricantes de veículos já são 143% maiores do que a soma enviada no mesmo período de 2010. Somente em abril as montadoras mandaram US$ 515 milhões às matrizes. O total de US$ 2,2 bilhões em quatro meses já é mais da metade do que foi pago em todo o ano passado (US$ 4 bilhões) pelo setor.

 

Investimento direto

 

Os investimentos diretos feitos pelas matrizes em suas subsidiárias brasileiras nem de longe seguem o mesmo ritmo do pagamento de lucros e dividendos. De janeiro a abril as fábricas de veículos receberam de fora US$ 260 milhões para investir aqui, ou só 1,1% do total de US$ 23,3 bilhões que o Brasil já recebeu em investimento estrangeiro este ano. Ainda assim, embora não significativo, o valor é 238% maior do que os US$ 77 milhões recebidos nos primeiros quatro meses de 2010 (no ano todo foram US$ 456 milhões).

 

Os números indicam dois fatos. O primeiro: as montadoras estão ganhando bastante dinheiro no Brasil – a despeito de todas as dificuldades sempre lembradas. O segundo: a maior parte dos investimentos anunciados pelas empresas do setor está sendo feita com recursos levantados localmente no Brasil, do próprio caixa ou de financiamentos do BNDES e outras fontes.

Postado em

Galera n li os coments de todos,mas vi mtos indignados,tb n achei graca nenhuma nessa hitoria comprei hj um soul p patroa mas n da cor q eu queria se fosse esperar pelo branco q ela queria teria q pagar 12 mil a +, porem oq o governo quer e forcar as marcas a abrirem Montadoras no nosso pais,porem axo q para isso n poderiam foder o bolso do consumidor, e se queriam ajudar a industria nacional q baixassem os impostos dos carros nacionais

Postado em

O Xan tu realmente acha q os caras vão se retirar do mercado brasileiro???

Eles vão ter q se enquadrar agregando mais ao país brother.

Burro é o cara que vai lá pagar o ágio e comprar o carro mais caro do que já era.

 

Deixa desprotegida a economia brasileira e coloca nas ruas todos os milhares de empregados diretos e indiretos das fábricas de automóveis do Brasil q vc conhecerá o caos de perto.

 

Vcs não estão entendo q a idéia não é fechar as portas e sim abrir as portas do país para o mundo, agora só comer picanha não dá, tem q roer o osso tb po***. Qto mais fábricas de veículos e seus suprimentos tiver aqui, mais emprego e renda para a população e mais o país cresce essa é a lógica.

Um país para exigir produtos desenvolvidos precisa estar desenvolvido po***.

 

Agora neguinho quer andar de BMW por 30.000 tomando tiro na cara de FDP que não tem educação e não consegue emprego, aí toma tiro nas fuça e reclama da segurança do país

 

E eu q sou o ignorante.

Eu não acho que, pelo menos a maioria deles, irão se retirar, GIII. O que eu acho é que isso vai proporcionar um aumento de preços no mercado, uma vez que as importadas terão menos margem para competir, deixando as "nacionais" (que, a propósito, remetem o dinheiro ganho aqui para o exterior) livres para competir da maneira que bem entenderem. E cá entre nós, você acredita que os importados, representando 6% das vendas, são um grande risco a curto prazo (porque a medida só vale até o fim de 2012)? Assim como você não acredita que as importadas sairão daqui, você também não imagina que a concorrência forçaria os preços para baixo e os equipamentos para cima?

 

O que a maioria aqui tá criticando é a medida, e não a ideia por trás dela. Valorizar a indústria nacional é importante? MUITO. Mas não pode fazer isso pra proteger os interesses privados, se alguns vão receber um benefício, devem também receber algum ônus! Que tipo de política pública "dá esmola" para multinacionais dessa maneira? Só uma que vai gerar riquezas pros bolsos de um governo corrupto!

 

Não tem como apoiar ESSA medida, simplesmente porque ela é uma ação demasiadamente falha de uma ideia correta. Se houvesse interesse real no fortalecimento da indústria em conjunto com o bem do consumidor, o governo obrigaria o repasse do desconto para o consumidor, obrigaria a inclusão de Airbag Duplo, ABS e ESP nos carros, são várias as medidas que melhorariam muito a vida do consumidor! Mas esse não é o interesse do governo, é agradar o lobby das montadoras e agradar o bolso de nossos representantes...

Postado em (editado)

Tá bom... Você tá certo, o fórum inteiro está errado.

 

Você não acha 37% pouco não ? Pq não aumenta 100% ? Vamos ajudar o Brasil crescer oras bolas!

Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Eu não acho que essa questão seja de alguém ESTAR CERTO ou ERRADO. Muito pelo contrário. Tal medida tem pontos positivos e negativos: debatê-los é o objetivo.

Não existe justificativa mais absurda do que a falta de justificativa. O GIII pode ter um ponto de vista diferente e isso não faz ele mais mais ou menos "burro ou ignorante". O problema da nossa sociedade é exatamente isso: todos devem ter a mesma opinião. :banghead

Em pleno século XXI, enterrar o pluralismo e ressucitar o dogma da "verdade pura" é tão absurdo quanto ressucitar o fusca.

 

Obs.: eu fico indignado com a medida, mas tento pensar no Brasil como um todo. Afinal, que se dane se a medida está me agradando ou não. O governo e o país não foi construído para fazer meus gostos. Sei que há pessoas inteligentes nesse fórum capazes de discutir ideias e não atributos pessoais. Sei também que muita gente critica o elogia sem ao menos explicar as razões. Somente com um exercício dialético podemos alcançar algo próxima de uma conclusão saudável. Mas para isso precisamos primeiramente partir do pressuposto de que PODEMOS ESTAR ERRADOS. Eu pelo menos tento, sempre ao comentar, pensar nisso. Só assim o papo pode ficar "sadio". O desabafo não é para ninguém em especial, mas é que sinto que às vezes alguns usuários não dá ao ponto de vista alheio o respeito que ele merece.

Abraços! :legal:

Editado por danilo.meneses
Postado em

Um comentário que esqueci de fazer: pelo que vi nas notícias, o prazo para cobrança do IPI com aumento seria de 60 dias (foi o que vi em um site). Acredito que isso violaria o princípio da noventena, que somente autoriza a aplicação do aumento depois de 90 dias. Não me recordo se o IPI está sujeito ao princípio da noventena, mas acho que sim. Se o governo tiver atropelado a Constituição nesse sentido, é uma vergonha.

Depois vou ver certinho e comentar.

Postado em

Eu não acho que, pelo menos a maioria deles, irão se retirar, GIII. O que eu acho é que isso vai proporcionar um aumento de preços no mercado, uma vez que as importadas terão menos margem para competir, deixando as "nacionais" (que, a propósito, remetem o dinheiro ganho aqui para o exterior) livres para competir da maneira que bem entenderem. E cá entre nós, você acredita que os importados, representando 6% das vendas, são um grande risco a curto prazo (porque a medida só vale até o fim de 2012)? Assim como você não acredita que as importadas sairão daqui, você também não imagina que a concorrência forçaria os preços para baixo e os equipamentos para cima?

 

O que a maioria aqui tá criticando é a medida, e não a ideia por trás dela. Valorizar a indústria nacional é importante? MUITO. Mas não pode fazer isso pra proteger os interesses privados, se alguns vão receber um benefício, devem também receber algum ônus! Que tipo de política pública "dá esmola" para multinacionais dessa maneira? Só uma que vai gerar riquezas pros bolsos de um governo corrupto!

 

Não tem como apoiar ESSA medida, simplesmente porque ela é uma ação demasiadamente falha de uma ideia correta. Se houvesse interesse real no fortalecimento da indústria em conjunto com o bem do consumidor, o governo obrigaria o repasse do desconto para o consumidor, obrigaria a inclusão de Airbag Duplo, ABS e ESP nos carros, são várias as medidas que melhorariam muito a vida do consumidor! Mas esse não é o interesse do governo, é agradar o lobby das montadoras e agradar o bolso de nossos representantes...

 

Entendo sua colocação e tb acho q as coisas poderiam ser diferentes, porém alguma coisa tem de ser feita.

 

Mas tb acho uma puta sacanagem fabricar carro lá no oriente pagando $ 2,00/h trabalhada e vender aqui ao mesmo preço das concorrentes "nacionais" ou até mais caro. Afinal as que aqui estão instaladas contribuem para o crescimento e estabilidade do país e tem seu ônus.

 

Se viessem mais barato q o "nacional" e com uma qualidade mto superior se justificaria. Mas essa não é a realidade, isso é percetpível pelos preços praticados ultimamente por hyundai/kya e pelo acabamento e qualidade de produção dos chineses.

 

Resumindo: Se é pra vender ao mesmo preço daqui que fabriquem aqui. Se é pra vir mais barato e com melhor qualidade pode vir de fora.

 

 

FAZER PIQUE-NIQUE NA SOMBRA DO CAVALHO ALHEIO FICA FÁCIL.

Postado em (editado)

Indústria nacional diz que não aumentará preço dos veículos

19 de setembro de 2011 • 20h51 • atualizado 20h57

 

A forte concorrência no mercado nacional de veículos deve inibir aumentos de preços, segundo o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini. "As montadoras não pretendem aumentar os preços porque não há espaço nessa guerra de mercado", disse nesta segunda-feira ao comentar o aumento do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos importados.

 

A medida anunciada na semana passada eleva em 30 pontos percentuais a tributação para automóveis que têm menos de 65% de componentes nacionais ou sejam fabricados por empresas que não investem pelo menos 0,5% da receita em inovação. A mudança atinge principalmente os carros importados da China e Coreia do Sul, com crescente crescimento de vendas no país por serem mais baratos que os equivalentes nacionais.

 

Os preços baixos desses importados são, segundo Belini, fruto dos incentivos concedidos pelos governos dos países exportadores. Para Belini, a medida adotada pelo governo se justifica, diante desses incentivos. "A medida é dura, mas em nível de Brasil, é necessária do ponto de vista de manter a indústria sólida", disse.

 

Ao defender a medida, ele citou dados que demonstram a importância do setor automobilístico no país, responsável por 5,2% do Produto Interno Bruto (PIB) e 22,5% do PIB industrial. Setor que fortalecido, poderá, de acordo com ele, ampliar a oferta de empregos qualificados. "Estamos falando de um projeto que atrai investimentos para criar empregos no País", destacou.

 

Apesar de ressaltar que as montadoras nacionais, que trazem peças e carros de fora, também serão afetadas, Belini não acredita que isso encareça o produto nacional. Segundo ele, adaptações para fabricar nacionalmente componentes importados não devem representar elevação de gastos. "A medida que vai ter maior produção local e escala de produção, não deve haver aumento de custos".

 

 

FONTE: http://not.economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201109192351_ABR_80214734

Editado por GIII lêndea_sc
Postado em

O Mercado Nacional não se restringe só a venda de veículos, existem diversos outros setores que sofrem muito com os importados. A indústria de Brinquedos por exemplo sofre muito, mas muito mais que as montadores com a presença dos chineses.

Bastou a venda das montadoras desacelerar um pouco, que começou a choradeira e o Lobby. Ninguém tem culpa se a Volkswagen não consegue vender um Fox 1.0 com ar, dh vd e tr por 40k, já que foi a que mais reclamou por causa do estoque de Fox e Golf.

Investir para ser competitivo diminui em muito a margem, margem a qual ninguém quer abrir mão no Brasil.

 

Tive no mês passado olhando alguns carros, olhei de diversos preços e categorias. Olhei Gol Power, Fox Prime, Focus GLX, i30, Cerato, Picanto, etc..

 

O que mais me chamou atenção foi o juros de financiamento. Pedi uma simulação de um Fox Prime 1.6 zero em 60x sem entrada. O carro custa R$ 48mil na pedida e na negociação com o gerente da ccs, ele conseguia fazer por R$ 46mil com emplacamento e sensor de estacionamento (detalhe, dois amigos compraram igual na mesma loja por 42mil há pouco tempo atrás), ficavam suaves 60x 1.623,75, caro ne? Resolvi então sonhar um pouco mais alto e parei na CAOA para ver um i30. Lá a pedida no básico mecanico era R$ 55mil, R$ 60mil no aut e R$ 62mil no aut com teto, nessa mesma visita o camarada disse que conseguia 54mil no mec e 60mil no aut com teto, isso já 11/12. Pedi a simulação em 60x sem entrada, para minha surpresa, o básico ficou 60x 1.792,80 e o completo ficou em 60x 1.864,33..

 

Agora vamos falar de valores. Tudo bem que financiando sem entrada em 60x, você paga dois carros, isso não entra em questão, o que entra em questão é a diferença de preço para pagamento à vista entre um i30 e um Fox e a diferença no financiamento. O Fox Prime para o i30 aut com teto, a diferença da parcela é de R$ 240,58, sei que talvez essa diferença não caiba no bolso de qualquer pessoa mas estamos falando entre dois carros completamente diferentes. Na tabela na hora da compra, são 14mil de diferença, que é exatamente a diferença no valor do financiamento ao final dos 60x (60x 240,58 = 14.434,80), mas quem tem oportunidade, deixaria fácil de comprar um Fox pra pegar um i30, eu pelo menos deixaria, se tivesse fechado negócio, seria no i30 e não no Fox.

 

Ai a industria nacional se questiona porque tem tantos carros parados no pátio. Acho que ai está a resposta.

Postado em

Uma análise econômica sobre o caso:

 

A desindustrialização no Brasil

Por Luiz Carlos Mendonça de Barros

 

Volto ao tema da desindustrialização que estaria ocorrendo no Brasil e que aparece com frequência na imprensa brasileira. Entende-se esse fenômeno como a redução estrutural da participação da indústria no PIB em função do crescimento das importações. O real forte seria o grande culpado segundo as lideranças empresariais e alguns membros do governo.

 

Em um primeiro momento o governo tentou enfraquecer o real via compras maciças de dólares no mercado de câmbio e a introdução de um IOF na entrada de recursos financeiros de curto prazo. Mais recentemente, atravessou uma fronteira perigosa - e que tinha sido evitada até agora - ao passar a cobrar o IOF nas operações de derivativos cambiais. Apesar de todas essas intervenções nossa moeda continua como uma das mais valorizadas no mundo emergente, o que tem provocado ranger de dentes em Brasília.

 

Na última quinta feira o governo resolveu ampliar sua intervenção e decretou um brutal aumento do imposto de importações de automóveis - mascarado por um novo IPI seletivo - na primeira medida direta para reduzir as pressões dos produtos importados. O primeiro alvo nesta nova escalada foi o setor automobilístico que sofre uma concorrência vigorosa de produtos importados. Certamente a influência política dos sindicatos dos metalúrgicos, principalmente do ABC, está por trás dessa escolha. Afinal eles conseguiram generosos aumentos na última rodada de dissídios coletivos e as empresas precisam de espaço para absorver, via preços, esse aumento de custo.

 

Outros setores da indústria de transformação a partir de agora vão demandar tratamento semelhante e corremos o risco - principalmente o cidadão consumidor - de uma rodada importante de fechamento via impostos de nossa economia, revertendo a tendência dos anos Lula.

 

O leitor do Valor sabe que não concordo com a análise simplista de que os problemas que enfrentamos hoje são criados, majoritariamente, pelas importações. Como escrevi em coluna recente neste jornal as causas são mais profundas e complexas e estão associadas às questões micro econômicas internas, como sistema tributário, regras salariais e custos de logística. Mas a medida do aumento diferenciado do IPI mostra que o governo resolveu agir de acordo com suas convicções e caminhar firme na direção da restrição direta às importações. E elas se aproximam muito da política do regime militar, quando Delfim Netto era ministro todo poderoso do governo. Aliás, fala-se muito hoje de sua volta ao centro das decisões econômicas no governo Dilma.

 

Vou me valer de dois ensinamentos que trago dos meus tempos de estudante de engenharia na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo para continuar minhas reflexões sobre este tema. O primeiro deles, que aprendi com um professor de Física ainda no começo de meus estudos, diz que contra fatos concretos não há argumentos. Por isso, se entendemos a desindustrialização apenas como a redução da participação da atividade industrial no PIB brasileiro e, se olharmos para o passado longínquo do regime militar como período de referência, estamos diante de um fato inquestionável e assustador.

 

Nos estertores do regime militar a indústria chegou a representar, em termos nominais, 48% do PIB. Com o colapso do modelo da ditadura e a aceleração da inflação a partir da década dos oitenta do século passado a indústria chegou a 28% do PIB às vésperas do Plano Real. Com a estabilização da economia nos anos FHC tivemos uma pequena recuperação da indústria, que alcançou a marca de 30% do PIB na passagem do governo ao presidente Lula. Hoje essa relação voltou a cair e chegou a 26% do PIB no início do governo Dilma. Não por outra razão temos ainda saudosistas do período militar, quando as restrições draconianas às importações fizeram com que a indústria brasileira chegasse a representar quase metade do PIB. Esse número só foi atingido pela União Soviética na segunda metade do século passado, o que não me parece uma boa referência tanto econômica como política.

 

Mas a que custo foi conseguido esse resultado no Brasil? Quantos anos de sacrifício foram necessários para purgar os projetos industriais sem viabilidade que formaram a base desta estrutura industrial artificial? Vamos impor ao consumidor brasileiro novamente os custos de um sistema micro econômico ineficiente e impossível de ser mantido no mundo de hoje?

 

Por ter vivido intensamente esse período de ajustes - inclusive como diretor do Banco Central - é que me assustam esses movimentos recentes do governo. E trago aqui o segundo ensinamento dos meus anos de politécnico: "sem um entendimento correto das causas de um problema nunca chegaremos a sua solução".

 

E, no caso da perda de musculatura de nossa indústria, a forma como o governo e parte importante da liderança empresarial pretende enfrentar suas causas é um exemplo dessa armadilha. Restringir as importações pela imposição de novas barreiras tarifárias é não tratar das causas corretas além de interromper um caminho de integração de nossas cadeias produtivas que nos levam a uma economia mais eficiente.

 

Luiz Carlos Mendonça de Barros, engenheiro e economista, é diretor-estrategista da Quest Investimentos. Foi presidente do BNDES e ministro das Comunicações. Escreve mensalmente às segundas.

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Valor Econômico

 

Como postado por um colega do HTForum. :legal:

Postado em

19/09/2011 - 20:44

 

.....as montadoras instaladas no Brasil – e que são representadas pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) – disseram nesta segunda-feira que não pretendem elevar os preços ao consumidor. Contudo, elas tampouco quiseram dar garantias de que isso não ocorrerá. "As montadoras não pretendem aumentar o preços dos carros, mas não podem se comprometer com isso, se não isso seria cartel", afirmou o presidente da Anfavea, Cledorvino Belini (que tb é diretor-presidente da FIAT).

 

fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/economia/anfavea-convoca-jornalistas-para-defender-o-indefensavel

 

Da mesma forma que os lobystas travaram as importações, eles podem entrar em um acordo para subir de preço. a maioria dos brasileiros que pagam absurdo num uno sport (R$40K), pagaria 45K em suaves 80 prestações. [o_]

 

gerar emprego aqui com essa politica de insentivo é bem complicado!

 

 

abs!

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