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Felipe`Bomba

Sensibilidade Auditiva

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Postado em

Percepção das características do som: o tom

 

A percepção que um indivíduo tem da freqüência de um som puro denomina-se por tom. Muitas vezes interliga-se a freqüência de um som ao tom que se ouve, ou seja, determinada mudança na freqüência implica uma mudança semelhante no tom. Mas além das ilusões ópticas, existem igualmente ilusões acústicas. A mais conhecida denomina-se por escala de Shepard. A escala de Shepard dá ao ouvinte a impressão de uma melodia que sobe continuamente, quando de fato isso não acontece! Ou seja uma determinada mudança na freqüência não teve associada uma mudança semelhante no tom. (Eu já ouvi esta escala e achei este fenômeno simplesmente fascinante. Para ouvir uma amostra deste fenômeno, clique aqui.Lembre-se que o tom inicial é exatamente igual ao tom final.). A discriminação do tom de um som é sempre subjetivo e varia de pessoa para pessoa. De fato, para algumas pessoas, um som com uma freqüência constante podem parecer percepções diferentes da altura do som consoante este se apresenta pelo lado esquerdo ou direito (a este fenômeno chama-se "binaural diplacusis").

Em 1933 Fletcher e Munson demonstraram como está definida a sensibilidade auditiva:

 

http://rapidshare.de/files/19970952/ouvido10.jpg.html

 

Note-se então que o ouvido apresenta-se bastante insensível a sons graves e a tem a sua sensibilidade máxima entre os 3500 e os 4000 Hz, perto da primeira zona de ressonância que ocorre no ouvido externo. A segunda zona de ressonância ocorre perto dos 13 kHz. A capacidade de distinguirmos a mínima alteração no tom de um som depende da freqüência, da intensidade sonora, da duração do som, da velocidade da alteração bem como do próprio treino auditivo do ouvinte. O ouvido humano é bastante sensível a diferenças de freqüências entre dois sons. Em sons graves mudanças de freqüência de 1 Hz podem ser detectadas. A diferença na freqüência das duas notas mais graves do piano é de apenas 1,6 Hz. Aos 1000 Hz a maior parte das pessoas é capaz de distinguir mudanças na freqüência com o valor de 3 Hz. Aos 100 Hz mudanças na freqüência podem ser notas a partir dos 0,3 Hz. Ou seja, o ouvido é sensível não propriamente a mudanças absolutas da freqüência, mas sim a uma razão entre a zona que freqüências do som que se está ouvindo e da mudança efetuada. Estudos feitos por Stevens (1935) verificou que sons puros, ou seja senoidais, de baixa freqüência, tendem a parecer mais graves ao aumentarmos a intensidade destes, sendo essa impressão mais acentuada por volta dos 150 Hz. Pelo contrário sons agudos tendem a parecer mais agudos do que são na realidade, sendo que essa impressão é mais acentuada por volta dos 8000 Hz.

 

 

Fonte:

http://www.musicaeadoracao.com.br/efeitos/...vido_humano.htm

 

 

Bom, fica agora a questão de qual o objetivo de um sistema “flat” (que produza as freqüências numa mesma intensidade), visto que nosso ouvido tem diferentes sensibilidades em função da freqüência e para termos a sensação de um sistema “flat”, ele deveria “soar” como o gráfico acima.

 

Ex:

70 dB a 7000 Hz

60 dB a 4000 Hz

70 dB a 1000 Hz

80 dB a 70 Hz

90 dB a 40 Hz

Postado em
Bom, fica agora a questão de qual o objetivo de um sistema “flat” (que produza as freqüências numa mesma intensidade), visto que nosso ouvido tem diferentes sensibilidades em função da freqüência e para termos a sensação de um sistema “flat”, ele deveria “soar” como o gráfico acima.

 

 

Nao.

 

 

 

Isso pq vc ouve os sons da natureza e dos instrumentos com o teu ouvido. O que o sistema de som tem que fazer eh imitar o som real, e nao aquilo que vc ouviria se seu ouvido fosse flat.

 

 

Seja a curva de resposta em frequencia que teu ouvido tenha, nao importa, pois um piano nao tem um equalizador do lado pro ouvido de cada pessoa, nem uma pessoa modula a voz dela pra deixa-la como se seu ouvido fosse flat.

Postado em

Entendi.

 

 

Mas o ponto q eu quero chegar é qual o objetivo de se regular um sistema num RTA para torna-lo flat?

 

 

sendo que nao vamos ouvir as frequencias na mesma intensidade.

Postado em

Mas aí é o nosso ouvido que vai ter essas variações. A finalidade do sistema ser flat é ele ser fiel à realidade o tanto quanto possível. Isso não interfere no fato de nosso ouvido ser mais ou menos sensível a esta ou aquela frequência. O sistema não vai nivelar tudo com a mesma intensidade, se essa é a sua dúvida. A boa gravação não é flat. Ela tem acentos nessa e naquela frequência pois a realidade é assim. Mesmo se a realidade for diferente, nosso ouvido vai percebê-la do jeito que vc demonstrou, assim como ocorre quando estamos ouvindo um som real, seja de um instrumento ou qualquer outra coisa. Não sei se ficou claro o que eu disse.

Muito interessante o seu tópico.

Postado em

pelo q vc disse, eu entendi que o objetivo do sistema flat é reproduzir o som sem ganho ou atenuacao em nenhuma frequencia, e nao reproduzir todas as frequencias numa mesma intensidade...foi issu q vc quis dizer?

Postado em
pelo q vc disse, eu entendi que o objetivo do sistema flat é reproduzir o som sem ganho ou atenuacao em nenhuma frequencia, e nao reproduzir todas as frequencias numa mesma intensidade...foi issu q vc quis dizer?

Sim. Exatamente. A diferença das intensidades é por conta da gravação e dos nossos ouvidos. O sistema não muda nada, ou não deveria mudar... por isso se chama de sistema de alta fidelidade. Fiel à gravação e a gravação fiel à realidade. Se o sistema tiver um pico em determinada frequência, ele estará alterando o que foi gravado, concorda?

Postado em

Olha, o equalizador procura corrigir as deficiências do sistema, mas ele cobra o preço de deteriorar outras coisas como a dinâmica do som, pois este passa a soar mais comprimido. Sabe quando vc liga o loud? Pois é? Aparentemente ocorre uma melhora, mas é só aparentemente. O que parece bom em um programa musical (música) vai ficar embolado em outro. Aí vc se vê sempre mexendo no equalizador dependendo do programa musical. Um sistema de alta fidelidade dispensa o equalizador, ficando a correção de eventuais picos e vales por conta do volume correto da caixa acústica, da escolha do alto-falante, do cabo, do crossover etc. etc. Entretanto, no dia-a-dia, muita gente acaba usando para corrigir uns defeitinhos, né? Existe uma certa diferença entre o que a gente queria que fosse o nosso som e o que ele realmente é, né? (rsrsr)

Postado em
Entendi.

 

Entao o uso de equalizador num sistema de alta fidelidade é dispensável?

 

A nao ser regular o "som" ao gosto do ouvinte.

Completamente dispensável... tanto que no meu carro eu não uso nem mesmo os controles de tom do player... nadinha mesmo, tudo no zero. E não tem nenhuma magreza no som.

 

O equalizador existe, a princípio, pra vc corrigir alguma deficiência dos equipamentos ou do ambiente. Muitas pessoas usam pra deixar o som mais "forte"... o ideal é não depender dele, mas há ocasiões onde é impossível. Eu mesmo não opero PA nenhum que não tenha EQ. Já passei muita dor de cabeça por falta de EQ na hora.

Postado em
Entendi.

 

 

Mas o ponto q eu quero chegar é qual o objetivo de se regular um sistema num RTA para torna-lo flat?

 

 

sendo que nao vamos ouvir as frequencias na mesma intensidade.

Regular o sistema pra ter uma retinha no RTA é ilusão. Em uma sala projetada, com medidas ideais, é até possível ter um sistema "quase naturalmente" plano. No carro, não.

 

Sistemas "retinhos" em carros são obtidos com forte equalização... não soa nada bem. O RTA é importante pra se encontrar deficiências e tentar acertá-las, não pra servir como exemplo. Vc não pode ter grandes diferenças em toda a faixa, mas querer o troço retinho é esquecer do som e pensar só no status de dizer que tem um carro que dá reta no RTA... Olha que eu já vi muita gente se gabando disto.

Postado em

O trabalho sobre o ouvido humano deveria ser "clonado" pelo Moti, com a devida autorização do autor, e virar Artigo.

 

Passei o olho rapidamente, e tem muita fisiologia simples e direta, de como funciona o nosso querido ouvido, e como ele influencia SEMPRE na subjetividade de quem ouve.

 

Tem coisa sobre como funciona fisiologicamente e fisicamente a percepção de direções de sons, e outras cositas +.

 

Foi pro favoritos, depois leio com calma!

Postado em
Na minha opinião, as retinhas.

 

Nem todos os carros planos no RTA são obtidos com forte equalização. Aí fica agradável.

Cara... infelizmente, pra ficar aquela reta de foto de revista, ou o cara gasta metade da vida dele só pra testar materiais fono absorventes em cada cantinho do carro, ou usa EQ... pq o próprio ambiente é muito hostil, sempre vai ter alguma curvinha... A não ser que se use escala de 4dB/ponto... aí vc tira reta até com corneta... :vts

Postado em

Dá p/ conseguir a tão sonhada ''reta'' sem o uso de EQ.

Daqui do forum mesmo, já teve gente passando bem perto.

 

Carro do Fabio Arisa, por ex, é totalmente plano de 2K p/ cima.

Carro do Mr. Quality, com acerto precário, eram 2 retas. Uma reta de 25 até 4K, e outra de 4K até 20K. Uma ''bolinha'' de diferença entre as duas.

Carro do Sumido tirou 37(40 é o max) de RTA na IASCA. Nem com dois EQX na mala os outro participantes conseguiram alcançar esta marca.

 

Desses, já escutei o 1o e o 2o.

Os 2 melhores sistema automotivos que conheço.

Logo, reta, quando ''natural'', significa alguma coisinha sim...

 

E falando em bolinhas, a ''escala padrão'' é 3dB. Então, qualquer gráfico que vc veja na fotinha, na revistinha ou sei lá mais aonde, muito provavelmente a escala é 3dB.

 

Escala de 2dB complica BASTANTE a coisa.

É inutil p/ som automotivo.

 

Escala de 2dB é para salas de alto nivel, e olhe lá.

Postado em

Nenhum carro bem equalizado, vai garantir resultado agradavel com a mesma equalização em todos estilos musicais e cds ate mesmo do mesmo autor.

Postado em
Na minha opinião, as retinhas.

 

Nem todos os carros planos no RTA são obtidos com forte equalização. Aí fica agradável.

Cara... infelizmente, pra ficar aquela reta de foto de revista, ou o cara gasta metade da vida dele só pra testar materiais fono absorventes em cada cantinho do carro, ou usa EQ... pq o próprio ambiente é muito hostil, sempre vai ter alguma curvinha... A não ser que se use escala de 4dB/ponto... aí vc tira reta até com corneta... :vts

Conseguir a tal retinha já é outros 500. Mas que dá, dá.

 

Haja recálculo de zobel, notch, xovers e outras coisas no meio. Deve dá um trampo do cão. Nem quero pensar nisso!

Postado em
Haja recálculo de zobel, notch, xovers e outras coisas no meio. Deve dá um trampo do cão. Nem quero pensar nisso!

Se os equipamentos forem bons(principalmente os falantes) e o sistema for projetado de maneira inteligente, não precisa de filtro nenhum.

 

O problema é achar os equipamentos bons... e dps disso ainda conseguir bolar um projeto inteligente c/ eles...

Postado em
Se os equipamentos forem bons(principalmente os falantes) e o sistema for projetado de maneira inteligente, não precisa de filtro nenhum.

 

O problema é achar os equipamentos bons... e dps disso ainda conseguir bolar um projeto inteligente c/ eles...

aí, além de tempo, vai grana tb...



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