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[4r]Brasil tem um carregador para 19 carros elétricos – e isso pode piorar

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Mercados como Europa, Estados Unidos e China vivem um processo de descarbonização que dependerá mais dos carros elétricos. No Brasil, a tendência é que os carros elétricos conquistem seu espaço, enquanto os híbridos flex terão maior adesão.

Ainda assim, a implantação de infraestrutura de recarga de carros elétricos será fundamental no Brasil. E, hoje, é carente de maiores investimentos.

O mercado brasileiro passou a aceitar melhor carros elétricos apenas em 2023, quando teve um aumento significativo nas vendas, que continua conforme aumenta a oferta de modelos mais competitivos. O Dolphin, que foi o elétrico mais vendido no ano passado, poderá perder a liderança de 2024 em breve para o Dolphin Mini, que custa R$ 34.000 mais barato.

BYD Dolphin caiu como uma luva no mercado brasileiro e segue como modelo mais vendido do país.

Em 2023, as vendas de carros elétricos representaram pouco mais de 1% entre todos os carros vendidos no Brasil. Pode parecer pouco, mas representou um aumento de 128%. Foram 8.458 carros em 2022 contra as 19.310 unidades vendidas em 2023.

Isso se deve muito aos incentivos que o governo ofereceu (a isenção do imposto de importação, por exemplo, que acabou) e também à ofensiva de novas marcas, como a BYD e a GWM. Ambas fomentaram o mercado e reduziram muito os valores antes cobrados por carros elétricos e híbridos.

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BYD Dolphin PlusGWM Ora 03 GT e BYD Dolphin PlusFernando Pires/Quatro Rodas

Para este ano, segundo a Anfavea, a expectativa é de que as vendas de elétricos fiquem próximas de 24.000 unidades. É um crescimento possível para um segmento onde recordes de vendas são, ao menos por enquanto, constantes.

Mas, por enquanto, a infraestrutura de carregamento não acompanha a demanda. E quem já chegou em um estabelecimento, como shoppings e supermercados, e não encontrou um carregador desocupado sabe bem disso.

Carros elétricos representarão quase 10% da frota até 2030

O crescimento da frota de carros elétricos do Brasil será exponencial. Hoje, de acordo com a Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), há 78.000 veículos elétricos rodando pelas ruas do país. Destes, 40.601 são veículos elétricos leves ou carros de passeio.

O total deverá passar dos 100.000 até janeiro de 2025, considerando a projeção da Anfavea. De acordo com a consultoria Bright, hoje os EVs representam 2% da frota circulante brasileira e essa proporção crescerá para 3,3% em 2025 e para 5,6% em 2027 e 9,8% em 2030.

carros elétricos no brasilChevrolet Bolt, Nissan Leaf e Renault Zoe foram os primeiros carros elétricos a serem vendidos no BrasilChristian Castanho/Quatro Rodas

Mas, apesar desta projeção de crescimento ser boa, há um grande impasse no meio do caminho: a rede de carregadores públicos.

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Atualmente, segundo a Bright Consulting, há 4.230 unidades de carregadores públicos disponíveis no Brasil e a grande maioria se concentra apenas no estado de São Paulo (1.121). Essa infraestrutura atual seria o resultado de um investimento de R$ 77,8 milhões.

Fazendo uma conta rápida, se considerarmos todos os veículos elétricos que já rodam no Brasil, há 1 carregador para quase 19 veículos elétricos. Fechando a conta apenas ao automóveis, dá cerca de 9 carros para cada carregador. E nem sequer estamos considerando os híbridos plug-in (PHEV), que podem utilizar a mesma infraestrutura de carregamento.

Novos carregadores serão instalados em rodovias pelo BrasilShell vem instalando carregadores rápidos pelo BrasilShell/Divulgação

Isso fica ainda mais alarmante quando levamos em conta de que carregadores rápidos, do tipo DC, representam uma minoria. Reduzindo a amostra aos carregadores que têm 150 kW, existem apenas algumas poucas dezenas espalhadas pelo Brasil por enquanto. A maioria dos carregadores públicos do Brasil são do tipo AC e com até 22 kW – sendo que a maioria dos carros aceita até 11 kW em AC.

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Custará caro manter a mesma proporção entre carros e carregadores no futuro, considerando o crescimento das vendas de carros elétricos: cerca de R$ 4,5 bilhões, para garantir uma rede com 160.861 carregadores públicos até 2030. Isso, contando que os carros elétricos representarão quase 10% da frota brasileira até lá. Será um grande investimento só para não piorar a relação entre carros e carregadores.

Mesmo assim, serão carregadores lentos em sua maioria. O custo de um carregador de 150 kW, capaz de levar a maioria dos elétricos de 20 a 80% da carga em menos de 1 hora, pode superar R$ 1 milhão.

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média de carregadores por carro elétricoTabela mostra a proporção entre a frota de elétricos e carregadores públicos disponíveis, por estadoBright Consulting/Divulgação

Por isso sempre reforçamos a importância de os proprietários de carros elétricos e híbridos plug-in terem meios de recarregarem seus carros em casa. Isso evita a busca por carregadores públicos no dia a dia. Em casa, não tem problema se a recarga completa vai demorar uma noite inteira.

Alguns recentes investimentos, como os da Sheel e do Graal, ambos em parceria com a BYD, vão dar um suporte maior já nos próximos anos com os 600 carregadores rápidos que serão instalados até 2027. Mas, ainda assim será insuficiente para comportar o mercado.

Os carregadores rápidos públicos são providenciais em rodovias e em pontos onde a rotatividade rápida dos carros recarregando é necessária.

E, embora não exista a expectativa de que governos instalem carregadores rápidos pelo Brasil, justamente por causa do custo, é fundamental que as empresas de energia disponibilizem infraestrutura. Não são raros os carregadores com potência limitada pela energia disponibilizada pela rede.

Porsche Audi Carregador DC Shell (3)<span class="hidden">–</span>Divulgação/Porsche

Na cidade de São Paulo, por exemplo, a implementação de frota de ônibus elétrica não avança pela falta de infraestrutura nas garagens e redes de distribuição da Enel. A cidade espera chegar ao fim do ano com 2.600 ônibus elétricos circulando, mas há apenas 84 em operação – deveriam ter chegado a 600 em 2023.

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Nos próximos anos, muitos brasileiros terão a experiência de adquirir seus primeiros carros híbridos e elétricos. É preciso cuidar para oferecer a infraestrutura necessária para que não fiquem frustrados com tal mudança.

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