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Eric INFK

40 anos de Chevrolet Opala

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A história do Opala: por ele mesmo

Sou um dos automóveis mais amados do país, e hoje completo 40 anos. Saudoso como sou, resolvi contar minha história no WebMotors

 

Texto: Chevrolet Opala

Fotos: Divulgação

 

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Minha trajetória começou em 1968 quando fui apresentado após grande expectativa. Com a frase “Meu carro vem aí”, a Chevrolet lançou campanhas publicitárias com grandes artistas como o jogador Rivelino, a atriz Tonia Carrero e o cantor Jair Rodrigues. Todos dirigiam o carro com grande empolgação, até que chegou o dia do meu lançamento. A festa aconteceu no VI Salão do Automóvel, que reuniu jornalistas e milhares de pessoas. O pessoal caprichou na apresentação, com um estande de 1.500 metros quadrados e um palco giratório.

 

2-Chevrolet-Opala-40-anos_grande.jpg

 

Virei um sucesso imediato, afinal cheguei em grande estilo, em traje de sedã médio com quatro portas, amplo espaço, e uma mecânica simples e muito confiável. Para o motor havia a opção do quatro cilindros, de 80 cv, 2,5 litros e também o seis cilindros em linha, 3,8 litros e 125 cv, ambos uma nova geração de motores da GM americana surgida cinco anos antes e que foram de imediato produzidos na fábrica GM de São José dos Campos. Traziam a novidade de serem modulares, com diversas peças intercambiáveis entre si, como pistões, bielas e válvulas. No mais, eu era como todo automóvel dos anos 1960: banco inteiriço, grade cromada e alavanca do câmbio de três marchas na coluna de direção. Briguei de frente com o Galaxie, um concorrente de peso e de luxo, mas meu preço era menor e por isso ganhei mais espaço entre o público da classe média.

 

3-Chevrolet-Opala-40-anos_grande.jpg

 

Em 1970, após dez mil unidades vendidas (sucesso para o mercado da época), me lançaram na versão cupê, num almoço de gala realizado na Hípica Paulista. A série, chamada SS, trazia um acabamento diferenciado com faixas esportivas nas laterais, rodas de tala com cinco polegadas, bancos individuais, câmbio de quatro marchas, volante de três raios e conta giros no painel. Na ocasião, meu motor cresceu para 4,1 litros e 140 cv, e virei o sonho de consumo entre os mais jovens, que depois iriam dividir minha atenção com os Dodges e também o Maverick GT, todos com motor V8.

 

Apesar de ser um carro muito forte e com manutenção simples, meus freios a tambor não eram eficientes, bem como a mistura ar-combustível do carburador. Ainda assim, só elogios por parte da imprensa e também do público.

 

4-Chevrolet-Opala-40-anos_grande.jpg

 

Na década de 1970 eu reinei absoluto, já que a partir de 1973 os grandalhões Dart, Charger, Galaxie, Maverick – todos de origem norte americana, deixaram de vender por conta do preço da gasolina, que aumentou muito.

 

A GM investiu em séries especiais como a Las Vegas, que trazia itens de conforto, como forma de se aproximar do consumidor do luxuoso Galaxie ou Landau. Em seguida começou a trabalhar no lançamento da Caravan, a primeira station wagon da Chevrolet, que foi lançada somente em 1976, quando eu ganhei uma roupa nova, mais moderna e também os lindos faróis redondos, inspirados no modelo Impala.

 

5-Chevrolet-Opala-40-anos_grande.jpg

 

Tive dezenas de aperfeiçoamentos na década de 1970, e opções que iam desde o modelo mais simples, ao Comodoro, o mais sofisticado e completo, com destaque para um motor de quatro cilindros mais eficiente e econômico, afinal eram tempos de gasolina mais cara.

 

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Em 1980 eu fui modernizado, com linhas mais retas, e ganhei, isso em 1981, um novo interior, câmbio de cinco marchas e a versão a álcool. Também recebi de presente um traje de gala, a versão Diplomata, com ar condicionado, direção hidráulica e câmbio automático (este opcional).

 

6-Chevrolet-Opala-40-anos_grande.jpg

 

Porém, dentro de casa, vi a Chevrolet projetar e lançar o Monza, que faria um tremendo sucesso a partir de 1985 na versão sedan. Como eu passei a década inteirinha sem maiores mudanças, vi que meu espaço estava ficando apertado no mercado brasileiro, que queria modelos mais modernos. Deixei a carroceria cupê em 1897, e em 1990 a GM já decidia que meu fim era mesmo a aposentadoria. Resolveram apostar no Ômega, um irmão mais novo que fez jus ao legado que deixei ao longo de 23 anos.

 

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Hoje fico muito feliz em ver minha aposentadoria em tão grande estilo. Afinal, recebo o carinho de milhares de donos em todo o Brasil, clubes que se dedicam a contar minha história e até fabricantes de auto-peças que continuam a alimentar o mercado de reposição. Isso me dá a certeza de que continuarei vivo como um dos carros mais amados do Brasil.

 

Aos proprietários e amantes de Opala: muito obrigado!

“Psicografia” de Marcos Camargo Jr.

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Um dos meus sonhos de consumo .... um dia irei realizar....

 

 

:+1

 

Ainda vou ter aquele sem coluna dos anos 70 - comodoro salvo engano, acho muito patrão!

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Já tive um Diplomanta 88, preto, completasso + bancada em couro (original) :rolleyes: ... o q posso dizer é q tenho saudades... hehehe! :rever1:

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o último diplomata SE não saiu modelo 92 ?

Foi até 92 sim. :legal:

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Acho os opalas muito legais... pena que sofreram da falta de juízo da GM, que por muitos anos insistiu em fabricar carros com péssima estabilidade e freios. Direções hidráulicas que deixam qualquer pessoa menos acostumada com o fiofó nas mãos...

 

Uma amiga minha volta e meia saía com o Diplo 92 do pai dela... andar a 160km/h é uma experiência única, que eu espero nunca mais repetir na vida. O carro rebolava mais que dançarina de música baiana, por causa da tração traseira e da suspensão gelatinosa.

 

Ainda assim, tenho uma enorme vontade de pegar um diplo azul 91! Perfeito aquele carro. O 92 eu acho horrível, por causa dos parachoques. Lembro que quando tinha 17 anos, me ofereceram um 91 com couro e rodas 16" por 8500 reais, numa loja. ZERADO. Óbviamente, sendo opala, e oferecendo muito por pouco dinheiro, já desconfiei logo das origens daquele carro. Ou era de traficante e tá mais marcado que bunda de puta véia, ou tava muito maquiado.

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aaaahh.. Opala

apesar do meu ta parada a quase 2 meses, tenho meu sonho realizado

meu cupe 76 sempre foi um sonho de consumo, desde crianca

agora soh falta reforma e monta as 6 bocas nele :mac1

 

antes de comprar ele dirigi um Comodoro 83 completo e 6 cilindros

nunca tive tanto medo de dirigir um carro, antes dele

uma folga tremenda, na direco hidraulica, nao sei como isso

o freio parecia que funcionava apenas o da dianteira esquerda e a suspensao toda froxa

 

mas ainda assim, eh muito divertido

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