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JosephClimber

Por que o carro é tão caro no Brasil?

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Postado em

Quando o Chevrolet Captiva foi apresentado no Brasil, em agosto, ele trouxe como grande trunfo o preço: 92 990 reais. Mas, se alguém achou esse preço atraente, é porque ainda não viu quanto ele custa no México, seu país de origem. Lá é vendido pelo equivalente a 48 800 reais – e, com uma renda per capita cerca de 20% maior que a do brasileiro, esse valor pesa ainda menos no bolso dos mexicanos. Fica a pergunta: por que ele custa tanto no Brasil? Como há um acordo entre Brasil e México, nesse caso nem há imposto de importação. As montadoras brasileiras culpam a carga tributária pelo preço do veículo vendido aqui – que está entre os mais altos do mundo. Os impostos chegam a 36,4% do valor do carro (somados IPI, ICMS, PIS e Cofins). A briga entre governo e indústria é histórica. O problema é que o consumidor é quem paga a conta.

 

Contudo há outros ingredientes que influenciam nesse preço. As fábricas não confirmam, mas uma das razões seria a margem de lucro. As subsidiárias brasileiras têm sido responsáveis por remessas expressivas de dólares para as matrizes nos últimos anos, ainda mais com o mercado tão desacelerado lá fora e tão aquecido aqui dentro – em 2008, a alta na venda de veículos no Brasil deve ser de 24%. Uma lei de mercado, porém, diz que, quanto maior a produção, maior a economia de escala. Não é o que se vê na prática.

 

Mauro Zilbovicius, professor de custos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, é categórico: “A carga tributária é uma parte do custo. No caso do Brasil, o mercado está em crescimento e os preços não recuaram, apesar do ganho de escala. Ao contrário, subiram bastante”. Na avaliação de Letícia Costa, vice-presidente da consultoria Booz Allen, os preços de commodities, como aço e resina, tiveram alta acentuada, fenômeno observado no mundo todo. “Esses aumentos refletiram no preço dos carros”, diz.

 

Ainda que a matéria-prima tenha subido, o que ela representa no custo não justifica aumentos expressivos. O aço, que nos últimos cinco anos subiu 60%, representa em torno de 10% do valor de venda de um VW Gol e só 6,49% do de um Chevrolet Astra. Segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em setembro de 2003 o C3 Exclusive 1.6 novo custava 31 300 reais. Em 2008, foi para 49 600 reais. A alta foi de 58,7%, mas a inflação no período foi bem menor, segundo a Fipe: só 28,31%. De acordo com Zilbovicius, se os impostos são responsáveis pelo valor do carro, as montadoras também são. “Muitas delas, como Ford, Fiat e GM, enfrentaram dificuldades no mundo e se seguraram em parte graças aos resultados obtidos no Brasil.” Um exemplo: a GM teve prejuízo global de 38,7 bilhões de dólares em 2007. Enquanto isso, o Brasil respondeu por um terço do crescimento mundial das vendas da marca.

 

Escala monstruosa

 

Há casos em que, mesmo com o imposto de importação integral, alguns modelos estrangeiros conseguem chegar ao país com mais acessórios e preço mais atraente que os nacionais equivalentes. É o caso do Kia Picanto, que paga 35% ao desembarcar no Brasil – mais os impostos pagos pela indústria. Mesmo assim, ele custa 35 900 reais e traz de série ar-condicionado, direção elétrica, trio elétrico, rodas de liga leve e CD player com MP3, itens que são opcionais na maioria dos nacionais. David Wong, vice-presidente da Kaiser Associates, explica por que esse preço é tão competitivo, apesar de importado da Coréia: “A fábrica que faz o Picanto produz de 1 milhão a 1,5 milhão de veículos desse modelo por ano. A escala é monstruosa. Por aqui, a produção anual de um Gol é de cerca de 400 000 unidades”.

 

Para o presidente da Abeiva (associação das importadoras), Jörg Henning Dornbusch, a indústria automobilística brasileira tem como vender seus carros por preços mais baixos: “Com o aumento da escala por conta das vendas em alta, deveria haver uma redução no custo de produção, e não é o que se vê”.

 

Quando há acordos entre o Brasil e parceiros como México, Argentina e Chile, o imposto de importação é zero e, em muitos casos, as subsidiárias até reduzem ainda mais suas margens na venda de uma unidade para a outra. É o que ocorre, por exemplo, entre as filiais brasileira e argentina da Renault. Aqui o Logan 1.6 8V custa 37 550 reais. Na Argentina, que importa esse mesmo carro do Brasil, ele é vendido pelo equivalente a 25 500 reais. Sem a carga tributária, o Logan vendido aqui custa 26 585, mas na Argentina ele vale 20 017 reais, mesmo incluindo o custo de frete até o país vizinho. E o que explica essa diferença de 6 500 reais, depois de descontados os impostos?

 

Para o presidente de uma importadora, que prefere não se identificar, os veículos nacionais não baixaram de preço quando comparados a outros países porque as montadoras, que trabalham com margens entre 9% e 11%, estão praticando o percentual máximo. O presidente da Anfavea (associação das montadoras), Jackson Schneider, prefere não entrar em detalhes sobre a rentabilidade do setor. “Quando se fala de preço e margem, cada montadora cuida da sua casa.” Mas Schneider concorda que o Brasil se tornou atraente para as matrizes, daí o volume tão grande de recursos esperados para os próximos anos.

 

Entre 2008 e 2011, estão previstos 23 bilhões de dólares em projetos de expansão ou construção de fábricas. O motivo, para alguns, não seria a alta rentabilidade, mas sim o espaço que ainda há para crescer por aqui. “Esses investimentos foram programados segundo a perspectiva de crescimento do mercado interno, ou seja, baseiam-se no futuro”, diz Dario Gaspar, vice-presidente da consultoria A.T. Kearney.

 

Paulo Cardamone, vice-presidente da consultoria CSM, afirma que uma boa fonte de lucro das montadoras brasileiras são os chamados “conteúdos”, ou opcionais, como ar-condicionado, freio ABS e airbag. “É aí que a indústria cobra caro. Como o volume é baixo para produzir esses itens, o conteúdo, que no mundo é standard, por aqui é opcional e custa muito”, afirma. Cardamone defende a redução gradual de impostos para que se chegue à metade do atual valor dentro de seis anos. “Assim, as empresas vão poder diminuir os preços e aumentar a produção.”

 

Corte nos custos

 

Para Schneider há ainda outras formas de reduzir custos. As montadoras têm, segundo ele, apostado no aumento de produtividade dentro das fábricas, com a aquisição de equipamentos mais modernos e melhor gerenciamento de estoques. Segundo Francisco Satkunas, membro do conselho da fornecedora Plascar e há 40 anos no mercado, as montadoras no Brasil não deveriam ficar esperando por reduções nos impostos. Antes, poderiam começar a estudar formas de diminuir custos no desenvolvimento de materiais de autopeças mais eficientes e baratos, na logística e na mão-de-obra, com profissionais mais bem treinados para aumentar ainda mais a produtividade. “Sem cortar despesas, fica difícil vender carros mais baratos no Brasil”, diz Satkunas. A própria Plascar pesquisa no momento uma roda feita de plástico, material mais barato e leve.

 

Outro caminho para diminuir custos, conta Evandro Maciel, diretor do Comitê de Veículos de Passeio da Sociedade de Engenheiros da Mobilidade (SAE), é por meio da padronização de peças entre as montadoras. Isso possibilitaria uma escala global bem maior e uma economia no fim da conta. Ou seja, quem ganharia com isso seria o consumidor.

 

QUANTO CUSTA?

 

FIAT PALIO 1.4

Brasil: 34 300 reais

Turquia: 26 100 reais

 

HONDA FIT

Brasil: 47 300 reais

Japão: 20 900 reais

 

FORD FOCUS HATCH

Brasil: 58 200 reais

Argentina: 44 000 reais

 

TOYOTA COROLLA

Brasil: 62 000 reais

Espanha: 38 500 reais

 

VOLKSWAGEM JETTA 2.5

Brasil: 86 300 reais

México: 40 700 reais

 

BMW X5 3.0

Brasil: 301 000 reais

Estados Unidos: 82 400 reais

 

TRIBUTO AO CARRO

O imposto no Brasil representa de 27,1% a 36,4% do preço final do carro, conforme cilindrada e combustível. É muito, perto de países como EUA (6,1%), Japão (9,1%), Espanha (13,8%), Alemanha (16%), México (16%) e Argentina (18%).

 

 

http://quatrorodas.abril.com.br/reportagen...il-394648.shtml

Postado em

Se ao menos esses impostos fossem revertido para investimento em infra-estrutura viária proporcional ao crescimento do mercado automobilístico brasileiro seria ótimo.

 

A mer** é q os carros estão cada vez mais caros e cada vez mais fáceis de comprar (financiamento), enquanto isso andamos em ruas esburacadas e mal sinalizadas ou pior, não andamos por causa de congestionamento.

Postado em

ali fala que os impostos chegam a 36,4% do valor do carro... só o imposto de importação é quase isso, fora os outros... na prática da 100% o valor do carro, fora frete, etc...

 

Carros nacionais tambem saem mais baratos la fora quando exportado, porque não são cobradas as taxas que aqui cobram pra comercializar.

 

Os vilões são os impostos sim, logo o governo. É óbvio que o fabricante tem que lucrar bem com o carro, se nao nao consegue pagar a porrada de funcionario, investir em tecnologia para novos carros, novas máquinas, novas unidades, etc... td tem um preço. Mas se nao fossem a porrada de impostos, o carro custaria quase a metade do que custa.

Postado em
Se ao menos esses impostos fossem revertido para investimento em infra-estrutura viária proporcional ao crescimento do mercado automobilístico brasileiro seria ótimo.

 

A mer** é q os carros estão cada vez mais caros e cada vez mais fáceis de comprar (financiamento), enquanto isso andamos em ruas esburacadas e mal sinalizadas ou pior, não andamos por causa de congestionamento.

 

 

:+1

 

Concordo plenamente

Postado em

Eu tenho um amigo (não vou dizer de onde ele é), que afirma CATEGORICAMENTE, que AS RIQUEZAS DO NORDESTE SÃO TRIBUTADAS PARA BANCAR A CIDADE DE SÃO PAULO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

 

Tem as 2 coisas... MUITO imposto e MUITO lucro. Não tenha dúvida disso...

 

Aqui se nivela por baixo e Golf é carro de playboy...

Postado em

Acredito que deveria ser criado algo para que isso acabe um dia.

 

Porque no brasil político safado e corrupto rouba, e niguém acha nada de mais, o povo ja esta anestesiado ele só vão metendo o que da no rabo do contribuinte cada vez mais alto custo de vida.

 

la fora não é assim, veja o exemplo do nosso vizinho a argentina quando descobriram que estavam sendo roubados quase lixaram em praça o safado.

 

Isso é dar valor para o seu dinheiro.

 

Aqui a maioria dos politicos vem o lado deles primeiro. tipo como se o povo trabalhasem para eles, sendo que deveria ser o inverso.

 

é tanta coisa errada, alguem viu o promotor que matou um cara com 12 tiros e nã oficu um dia na cadeia e pior ficou recebendo seu salário durante todo o processo. palhaçada.

 

ufffa

 

até mais pessoal..

Postado em

Mas vc não está colocando outros custos implicitos..............

 

Por ex:

 

Pra BMW, não é facil trazer um novo modelo, fora de sua gama ja importada oficialmente, por exemplo uma M6................alem de trazer o carros, ela precisa fazer N tramites, e os custos desses tramites são embutidos no produtos final. Homologação, tropicalização, treinamento de mão de obra especializada (imagina sua M6 de R$750k quebra, vc leva na concessionaria e ninguem sabe mexer nela), custo de marketing, desenvolvimentos de projetos referente a crash-test, e peças............N coisas.

 

Ja trabalhei num projeto de nacionalização de um carro, e existem custos altissimos..........só pra ser aprovado o documento que regulamenta seu uso nas ruas brasileiras já é um absurdo, depois ainda homologar carro, nossa, outro custo..........

Postado em

Engraçado que com a crise, o preço do Jetta baixou de 86.500 pra 69.000...

Isso pq ele é importado, e o imposto não baixou pra ele. Um Bora completo que custava quase isso, hoje se encontra em concessionarias por 49k.

Um Logan 16. 8v que na epoca da materia custava 37.500 e tava saindo por 39 hoje (completo) meu irmão pagou 33.

Será que o governo é sozinho o culpado???

Claro q se mantiver esse patamar de redução no imposto já ajuda, mas as montadoras aqui que sustentam uma boa parte dos prejuizos das suas matrizes. Só cego q não vê!

Postado em
Acredito que deveria ser criado algo para que isso acabe um dia.

 

Porque no brasil político safado e corrupto rouba, e niguém acha nada de mais, o povo ja esta anestesiado ele só vão metendo o que da no rabo do contribuinte cada vez mais alto custo de vida.

 

la fora não é assim, veja o exemplo do nosso vizinho a argentina quando descobriram que estavam sendo roubados quase lixaram em praça o safado.

 

Isso é dar valor para o seu dinheiro.

 

Aqui a maioria dos politicos vem o lado deles primeiro. tipo como se o povo trabalhasem para eles, sendo que deveria ser o inverso.

 

é tanta coisa errada, alguem viu o promotor que matou um cara com 12 tiros e nã oficu um dia na cadeia e pior ficou recebendo seu salário durante todo o processo. palhaçada.

 

ufffa

 

até mais pessoal..

 

É embaçado mesmo....

 

Uma prima morou um bom tempo na Nova Zelândia... disse q/ presenciou um negócio q/ achou bacana.... uma política de lá não conseguiu explicar um gasto de um valor..... e nem era valor alto... era coisa bem pouca mesmo, equivalente a coisa de 5 mil Dólares americanos... foi considerado desvio de dinheiro...

 

Simplesmente parou o país ( ou cidade, não lembro.. rs.. ) inteiro... as pessoas protestavam, pedindo p/ tirar a mulher de lá... e só pararam qdo. conseguiram o feito...

 

Enqto. aqui, político foge c/ alguns milhares enfiados na cueca.... Casseta e Planeta faz piada disso e ainda "damos risada"...



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