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[4r]Carros coloridos usados tem maior valor e vendem tão rápido quanto os básicos

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As ruas estão se tornando cada vez mais monocromáticas. Carros cinzas, pretos, brancos e pratas são tendência e dominam o mercado. De acordo com dados do Senatran, até o ano passado, aproximadamente 67% de toda a frota nacional é composta pelas chamadas “cores básicas”.

É algo difícil de contornar. Do lado das montadoras há a redução de custos, já que sai mais barato pintar os veículos novos nas cores básicas, se comparado aos coloridos. Note que nos configuradores, quase sempre há um acréscimo se você quiser pintar seu carro de vermelho ou azul, por exemplo. Mas há sempre ofertas sem custos de branco e preto.

E há também o lado dos consumidores. Existe uma mística de que carros coloridos são mais difíceis de revender, algo que certamente interfere na escolha, afinal, são raros os carros onde uma pessoa compra o carro e o mantém por toda a vida. Isso foi reprimindo o consumidor, levando-o a aceitar as ofertas de cores mais básicas.

Longa C3Também não escapamos das estatísticas. Entre os três carros da nossa frota de Longa Duração, apenas o Citroën C3 é coloridoRenato Pizzuto/Quatro Rodas

Mas um estudo recente da Auto Avaliar prova que isso é apenas uma crença popular. Na verdade, trata-se do contrário: carros coloridos vendem tão rápido quanto os “básicos”, ambos mantendo o giro de estoque médio das concessionárias de 38% dias. Segundo a plataforma, o que realmente impacta nesse quesito é o modelo, não a sua cor.

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E ainda há um bônus: eles têm, em média, um valor de revenda maior. Enquanto modelos das cores branca, preta, cinza e prata possuem um ticket médio (valor médio das negociações) de R$ 78.380,80, os coloridos custam 14% a mais, chegando aos R$ 89.452,50 de valor médio. Para efeito de comparação, o ticket médio de todos os usados brasileiros negociados em abril foi de R$ 87.107.

Apesar do bom valor de revenda, os consumidores esbarram em outro problema: a oferta. Há poucos carros coloridos no mercado. De acordo com o estudo da Auto Avaliar, entre as vendas da plataforma, a cor mais comum é a branca (28,55%), seguida pela prata (18,42%), preta (14,77%) e cinza (13,78%). Ou seja, 75,52% são de “cores básicas”.

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configurador stradaDas 5 cores disponíveis para a Fiat Strada, há apenas uma coloridaReprodução/Internet

Por outro lado, a vida dos coloridos está difícil. Dentro da plataforma Auto Avaliar, o vermelho é o carro colorido mais vendido, com apenas 5,38%. Em seguida temos a cor azul, com 3,56% do total.

configurador poloO mesmo vale para o Polo, que cobra ainda mais caro pela cor vermelhaReprodução/Internet
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É um reflexo das ofertas das montadoras. Como exemplo, podemos pegar a dupla mais vendida do país. A Fiat Strada só tem uma opção de cor que foge dos “tons de cinza”. No caso, é a vermelha e custa R$ 990 a mais, mesmo sendo do tipo sólida.

Já na Volkswagen, as versões básicas do Polo (Track e Robust) você só pode comprar nas cores básicas. A partir da variante Sense, é possível escolher o vermelho por R$ 1.650 a mais.

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Postado em
2 horas atrás, RobôAutoforum disse:

As ruas estão se tornando cada vez mais monocromáticas. Carros cinzas, pretos, brancos e pratas são tendência e dominam o mercado. De acordo com dados do Senatran, até o ano passado, aproximadamente 67% de toda a frota nacional é composta pelas chamadas “cores básicas”.

É algo difícil de contornar. Do lado das montadoras há a redução de custos, já que sai mais barato pintar os veículos novos nas cores básicas, se comparado aos coloridos. Note que nos configuradores, quase sempre há um acréscimo se você quiser pintar seu carro de vermelho ou azul, por exemplo. Mas há sempre ofertas sem custos de branco e preto.

 

E há também o lado dos consumidores. Existe uma mística de que carros coloridos são mais difíceis de revender, algo que certamente interfere na escolha, afinal, são raros os carros onde uma pessoa compra o carro e o mantém por toda a vida. Isso foi reprimindo o consumidor, levando-o a aceitar as ofertas de cores mais básicas.

Longa C3Também não escapamos das estatísticas. Entre os três carros da nossa frota de Longa Duração, apenas o Citroën C3 é coloridoRenato Pizzuto/Quatro Rodas

Mas um estudo recente da Auto Avaliar prova que isso é apenas uma crença popular. Na verdade, trata-se do contrário: carros coloridos vendem tão rápido quanto os “básicos”, ambos mantendo o giro de estoque médio das concessionárias de 38% dias. Segundo a plataforma, o que realmente impacta nesse quesito é o modelo, não a sua cor. Aliás, quem se arrisca fora do padrão muitas vezes se surpreende com o resultado — seja na escolha de um carro diferente ou até em apostas online com bônus interessantes, como os da https://mostbet1.com.pt/promo/bonus/ Entre e divirta-se.

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E ainda há um bônus: eles têm, em média, um valor de revenda maior. Enquanto modelos das cores branca, preta, cinza e prata possuem um ticket médio (valor médio das negociações) de R$ 78.380,80, os coloridos custam 14% a mais, chegando aos R$ 89.452,50 de valor médio. Para efeito de comparação, o ticket médio de todos os usados brasileiros negociados em abril foi de R$ 87.107.

Apesar do bom valor de revenda, os consumidores esbarram em outro problema: a oferta. Há poucos carros coloridos no mercado. De acordo com o estudo da Auto Avaliar, entre as vendas da plataforma, a cor mais comum é a branca (28,55%), seguida pela prata (18,42%), preta (14,77%) e cinza (13,78%). Ou seja, 75,52% são de “cores básicas”.

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configurador stradaDas 5 cores disponíveis para a Fiat Strada, há apenas uma coloridaReprodução/Internet

Por outro lado, a vida dos coloridos está difícil. Dentro da plataforma Auto Avaliar, o vermelho é o carro colorido mais vendido, com apenas 5,38%. Em seguida temos a cor azul, com 3,56% do total.

configurador poloO mesmo vale para o Polo, que cobra ainda mais caro pela cor vermelhaReprodução/Internet

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É um reflexo das ofertas das montadoras. Como exemplo, podemos pegar a dupla mais vendida do país. A Fiat Strada só tem uma opção de cor que foge dos “tons de cinza”. No caso, é a vermelha e custa R$ 990 a mais, mesmo sendo do tipo sólida.

Já na Volkswagen, as versões básicas do Polo (Track e Robust) você só pode comprar nas cores básicas. A partir da variante Sense, é possível escolher o vermelho por R$ 1.650 a mais.

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Concordo plenamente com a observação sobre a predominância de "cores básicas" nas ruas. É curioso como, ao longo dos anos, nos habituámos a este cenário automóvel cada vez mais monocromático. Mas o mais interessante é verificar que esta tendência não é tanto uma escolha do consumidor, mas sim um reflexo das limitações impostas pelos próprios fabricantes de automóveis e pelo mercado.

A ideia de que os carros coloridos são mais difíceis de revender parece ultrapassada, sobretudo com os dados que mostram que vendem na mesma proporção — e até com um preço médio mais elevado. Isto desfaz um dos maiores mitos que desencorajavam quem queria algo diferente.

O que falta mesmo é coragem (e talvez um pouco de pressão) para mudar esta lógica. Se os fabricantes oferecessem uma maior variedade de cores sem praticar preços absurdos, aposto que muita gente estaria disposta a trocar o branco ou o cinzento. No final, todos sairiam a ganhar: consumidores com mais personalidade nos seus automóveis e fabricantes de automóveis com uma vantagem real de mercado.

Quem sabe, com mais discussões como esta, poderemos ajudar a virar o jogo e trazer mais cor ao asfalto.

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