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[4r]Clássicos: VW Gol com “motor de Fusca” frustrou mercado – e Ayrton Senna

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Gol-Copa-1600-modelo-1982-série-especial-da-Volkswagen-em-homenagem-à-Copa-do_1.jpgGol Copa 1600, modelo 1982, série especial da Volkswagen, em homenagem à Copa do Mundo de Futebol na Espanha.Marco de Bari/Quatro Rodas

Final dos anos 70. A Volkswagen preparava o lançamento de um substituto para o Fusca. Seria um carro bem mais moderno, de tração e motor na frente, com melhor aproveitamento de espaço. O veículo estava quase pronto, mas faltava definir o nome. Entre as opções, Angra era a mais forte. Afinal, na época o assunto energia atômica estava em voga, e o Brasil construía a usina em Angra dos Reis.

O assunto, porém, era polêmico, porque o medo rondava as usinas. Se algo desse errado em Angra, o problema poderia cair como uma bomba no carro, que não tinha nada a ver com o tema. Na edição de maio de 1980, quando o primeiro teste foi publicado na QUATRO RODAS, a revista dizia que o jornalista Nehemias Vassão, repórter especializado em segredos, havia sugerido o nome Gol ao diretor de pesquisa da VW, Philipp Schmidt. Pegou.

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O jornalista Claudio Carsughi foi para o teste exclusivo atrás de respostas. Era preciso saber se a Volks havia logrado êxito. Afinal, a missão do carro não era nada fácil: pelas premissas estabelecidas pela montadora, o substituto do Fusca teria de ser “mais moderno do que o Fiat [147], mais espaçoso, se possível mais bonito, tão econômico quanto ele ou mais. E mais barato que a versão mais barata do 147”.

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Gol-Copa-1600-modelo-1982-série-especial-da-Volkswagen-em-homenagem-à-Copa-do.jpg<span class="hidden">–</span>Marco de Bari/Quatro Rodas

Inicialmente, o Gol deveria receber motor refrigerado a água, do Passat, mas isso teve de ser adiado. A demanda pelo Passat era grande, e não haveria como abastecer as duas linhas com o motor a água. Por isso, o Gol nasceu com o 1300 a ar do Fusca, com várias modificações.

Funcionando “de cara para o vento”, a refrigeração melhorou e o radiador de óleo pôde ser dispensado. Além disso, a adoção de uma nova ventoinha economizou potência do motor. O modelo também dispensou o platinado, adotando no lugar a ignição eletrônica.

Com as diversas alterações mecânicas, o motor perdeu peso (14 kg menos que o do Fusca) e ganhou potência: saltou de 46 cv no Sedan para 50 cv. Visualmente, chamava atenção o prosaico saco plástico envolvendo o distribuidor, para evitar infiltração de água.

Interior-do-Gol-Copa-1600-modelo-1982-da-Volkswagen..jpg<span class="hidden">–</span>Marco de Bari/Quatro Rodas

O texto elogiava o estilo, “baseado no Scirocco”, além da suspensão dianteira McPherson, semelhante à do Passat. A distribuição de peso (49% na frente, 51% atrás) também foi aprovada, assim como os freios a disco na frente. Mas, na hora das medições, o modelo mostrou limitações.

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O desempenho era superior ao do Fusca, claro, mas menos do que se esperava para um projeto novo. O hatch precisou de 30,3 segundos para chegar a 100 km/h, bem mais que os concorrentes de cilindrada equivalente. Mas a matéria fazia menção ao fato de que o melhor compromisso entre desempenho e consumo estava na faixa de 80 km/h – que era o limite de velocidade na época.

Interior-do-Gol-Copa-1600-modelo-1982-da-Volkswagen._1.jpgInterior do Gol Copa 1600, modelo 1982, da Volkswagen.Marco de Bari/Quatro Rodas

Parte do problema foi resolvida já em 1981, com a chegada do motor 1600, ainda a ar. O texto da revista começava assim: “O 1300 foi um chute para as arquibancadas; o 1600 é um Gol”. A economia melhorou, e o tempo de aceleração de 0 a 100 km/h baixou para 18,2 segundos.

Na edição de março de 1984, um jovem de 23 anos chamado Ayrton Senna, recém-chegado à Fórmula 1, testou para a QUATRO RODAS 12 carros nacionais, entre eles o Gol. E não poupou críticas: “Este carro não me agradou em nada. Só achei o volante bem esperto e o motor, em baixas rotações, alegre (…). O desempenho é apenas razoável”.

Porta-malas-do-Gol-Copa-1600-modelo-1982-da-Volkswagen..jpg<span class="hidden">–</span>Marco de Bari/Quatro Rodas

Um mês a mais e o jovem piloto poderia ter dirigido o Gol GT 1.8, com motor a água do Santana. O teste impressionou a equipe na edição de abril de 1984, graças a seus 99 cv. E duas edições depois ele atropelou o Escort XR3, então equipado com motor 1.6: enquanto o VW fez 0 a 100 km/h em 11,9 segundos, o Ford precisou de 13,4 segundos.

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O motor 1.6 do Passat chegou ao Gol em 1985, e a partir daí o hatch disparou. Os faróis cresceram, o ruído diminuiu e o desempenho aumentou. A única coisa é que o porta-malas perdeu um pouco de espaço, porque o estepe – que ficava na dianteira – foi para lá.

Motor-a-ar-do-Gol-Copa-1600-modelo-1982-da-Volkswagen..jpg<span class="hidden">–</span>Marco de Bari/Quatro Rodas

A rota de sucesso continuou. Em 1987, chegou o GTS, ainda com motor 1.8. O esportivo tinha desempenho tão bom (0 a 100 km/h em 10,8 segundos), que a revista colocava em dúvida se a potência declarada (99 cv) não era apenas um artifício para driblar o IPVA, que cobrava cerca de 30% a mais para veículos com mais de 100 cv.

E assim o Gol foi subindo, a toque de caixa. Depois do Gol “caixa”, veio o “bolinha”, já nos anos 90, e não parou mais. O restante da história todo mundo sabe.

VW Gol 1600

Teste – Maio de 1980
Aceleração de 0 a 100 km/h – 30,3 s
Velocidade máxima – 124,7 km/h
Frenagem 80 km/h a 0 – 33,9 m
12,4 km/l (médio)

Preço

Julho de 1980 – Cr$ 238.612
Atualizado – R$ 51.100 (IGP-DI/FGV)

Ficha técnica

Motor: dianteiro, 4 cilindros opostos, refrigeração a ar, 1 285 cm3; Diâmetro x curso: 77 x 69 mm; Taxa de compressão: 6,8:1; Potência: 50 cv a 4 600 rpm; Torque: 9,2 mkgf a 2 800 rpm
Câmbio: manual de 4 marchas, tração dianteira
Dimensões: comprimento, 379 cm; largura, 160 cm; altura, 137 cm; entre-eixos, 236 cm; peso, 800 kg
Suspensão: dianteira: independente, McPherson; traseira: eixo rígido

Maio de 1980

“O Gol é um carro novo, bonito, que representa uma evolução em relação ao velho Fusca e incorpora algumas soluções técnicas bem modernas, como é o caso da ignição eletrônica (…). QUATRO RODAS testou exaustivamente a versão L do Gol (…), e considera-o um carro destinado a ter êxito, pela beleza e funcionalidade de suas linhas, pelo conforto que oferece ao motorista (…). O Gol deverá agradar muito, embora não seja tão econômico como poderiam crer nem tenha desempenho comparável ao de carros de mesma cilindrada.”

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