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- 2a Etapa do SQX 2025 - 17/Agosto/2025 - Domingo - São Paulo/SP *****

Bruno Malachini

Projeto de caixa

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Postado em (editado)

Pessoal, procurei tutoriais para entender exatamente como isso funciona, mas ainda ficaram algumas dúvidas...

Podem ajudar???

 

Bom, o subwoofer em questão é um Hertz Mille, o ML3000 e será empurrado por um Audison 5.1K em um Gol GV...

medidas.th.gif

 

graficol.th.gif

 

especs2.th.gif

 

especs.th.gif

 

duto.th.gif

 

No site da autosom.net diz: "Para qualidade: A curva tem que passar pela linha de -3dB entre 20Hz e 40Hz e nao ter pico acentuado acima de 30Hz"

Foi exatamente o que procurei, com a menor litragem possível...

 

Será uma boa caixa? Como identifico isso?

 

A sintonia dela é o mesmo parâmetro que o Fb (neste caso cerca de 25Hz)???

 

Abraços.

Editado por Bruno Malachini
Postado em

Procure pelo manual do falante, costuma conter especificações de caixa com medidas. Ou então siga o volume recomendado.

 

Pad, olhei sim o manual do sub, e ele propõe dois tipos de caixas com dois tamanhos diferentes em cada tipo, mas a maior deles é de cerca de 37l.

Fiz a simulação no site do autosom.net, e nele aparece que a melhor caixa possível é de 84l, por isso postei aqui, para que alguém me dê dicas de o que levar em consideração, para julgar se realmente é ou não melhor que a caixa do manual.

A caixa que está simulada no tópico foi o que consegui, diante do tamanho do porta malas do meu carro.. ficou com +ou- 62L e assim, o gráfico não mudou muito, em relação aos 84L propostos...

 

Alguém poderia me explicar, o que é preciso levar em consideração ao fazer os cálculos das caixas?? É realmente possível confiar no site??

Abraços.

Postado em

Cara, confia no manual. Simuladores são legais, mas levam em conta alguns parametros do falante. A resposta final da caixa, ainda mais dentro de um carro, vai ser completamente diferente (e uma coisa bem "feia", cheia de picos e vales).

Na fabrica certamente ficaram muitas horas testando o falante, com diversos equipamentos de medição, camaras especiais e tudo mais, para chegar nesta recomendação.

 

Você pode até ver um resposta aparentemente melhor fazendo essa caixa, mas não deve estar levando em conta group delay e controle do cone. Ai fica tudo embolado e quando aumentar o volume pra 6 o cone atravessa a rua e vai na porta do vizinho. A informação do manual não está aí a toa.

Postado em

Cara, confia no manual. Simuladores são legais, mas levam em conta alguns parametros do falante. A resposta final da caixa, ainda mais dentro de um carro, vai ser completamente diferente (e uma coisa bem "feia", cheia de picos e vales).

Na fabrica certamente ficaram muitas horas testando o falante, com diversos equipamentos de medição, camaras especiais e tudo mais, para chegar nesta recomendação.

 

Você pode até ver um resposta aparentemente melhor fazendo essa caixa, mas não deve estar levando em conta group delay e controle do cone. Ai fica tudo embolado e quando aumentar o volume pra 6 o cone atravessa a rua e vai na porta do vizinho. A informação do manual não está aí a toa.

 

Opa, melhoramos e muito, estamos chegando lá...

Pad, valeu pela resposta...

Bom, na realidade esse post serviria para discutirmos os pontos chave da construção da caixa, entende??

Por exemplo, você citou: "group delay e controle do cone".

Mas qual o significado, importância e resultado final?? Como eu levo esses parâmetros em conta??

Temos alguma opção de software que consiga ilustrar isso??

Algum review, tutorial ou manual para aprendermos sobre o assunto??

 

Abraços.

Postado em (editado)

Bom, para que este não se torne mais um tópico sem uma resposta que o finalize, irei postar aqui um resumo de tudo o que encontrei e achei mais interessante.

Segue:

 

Caixa acústica

Woofers e Subwoofers requerem para seu correto funcionamento, instalação dentro de caixas acústicas adequadas às suas características eletro-mecânicas. A caixa acústica permite ao alto-falante trabalhar em condições ideais, reproduzindo sons com eficiência e qualidade, sem riscos de danos por excesso de excursão.

Uma caixa acústica corretamente calculada e construída realça o desempenho do woofer/subwoofer, aumentando a intensidade do som, a potência aplicável e a resposta de transientes.

A Caixa acústica isola a parte dianteira da parte traseira de um alto-falante. Toda fonte de áudio emite radiação sonora para frente e para trás, simultaneamente, mas com polaridades diferentes, isto é, a onda que sai por trás do falante é inversa à onda que sai da frente do falante ou simplificando, defasagem de 180 graus. Portanto como as polaridades das propagações são opostas, fica impossível, sem a caixa, evitar o cancelamento de ondas.

Nas baixas freqüências, o cancelamento de ondas é ainda mais prejudicial à qualidade final do áudio porque a propagação das ondas é extremamente difusa, superior a 180 graus. Portanto é o volume da caixa que determina a freqüência de sintonia do sistema "caixa-falante". Uma caixa acústica pequena demais joga a freqüência de sintonia para cima, deformando a resposta fazendo o sistema gerar distorções e aumentando o risco de o falante queimar

O cálculo da caixa acústica deve levar em conta os parâmetros Thiele Small do alto-falante, bem como o resultado final que se deseja. Se você está procurando graves bem pronunciados e até um pouco retumbantes, o tipo e o tamanho da caixa acústica e sua sintonia são diferentes do que os adequados a uma resposta de graves potente, porém mais bem definida.

Além disso, o desempenho de uma caixa acústica instalada dentro de um veículo, difere substancialmente de seu comportamento em uma sala residencial. Por este motivo, caixas acústicas calculadas utilizando softwares convencionais, apresentam resultados bastante diferentes dos esperados, quando instaladas dentro de um veículo.

O interior de um automóvel pode ser considerado como um campo de pressão, cuja tendência é de reforçar os sons graves, sendo este reforço tanto maior, quanto menores forem o volume interno do veículo e a frequência reproduzida.

Para o cálculo do volume da caixa acústica, será preciso dos:

Parâmetros Thielle-Small.

 

 

Neville Thielle foi um engenheiro australiano pioneiro no estudo de caixas acústicas Bass Reflex (refletor de graves) para calcular o volume ideal e a frequência de sintonia do duto. Logo depois, Richard H. Small que foi professor da Universidade de Sidney, Austrália, desenvolveu e ampliou o trabalho de Thielle. O Resultado foi a padronização dos parâmetros para cálculo da melhor caixa para seu alto-falante.

 

B: Densidade de fluxo magnético no vão da bobina, em Tela-metros

bl: fator de força. A força mecânica produzida pela bobina é em função do produto (CampoMagnético x ComprintoFioNoFluxo x CorrenteNoFio) [N/A] ou [T.m]

C: Velocidade de propagação do ar aprox. 342 m/s

Cas: Acusticamente equivalente ao Cms

Cms: compliância mecânica da suspensão do alto-falante

Compliância mecânica: é o quanto um determinado corpo se desloca quando aplica nele uma determinada força . É dada em m/N ou m/N

D: Diâmetro efetivo do falante, em metros

F3: Ponto de menos 3dB em relação à região de resposta plana em Hertz

Fb: Frequência de sintonia (ressonância) da caixa acústica Vented Box (Bass Reflex). (frequencia de um vale entre dois picos)

Fc: Frequência de Ressonância do sistema caixa Closed Box. (frequência de pico)

Fs: Frequência de ressonância ao ar livre (frequência de pico)

Frequência de Ressonância é a frequência de sinal na qual um corpo vibra em sua maior amplitude devido às suas próprias naturezas estruturais.

L: comprimento do fio imerso no campo magnético, em metros

Lces: Indutância elétrica equivalente do Cms, em henri

Ms: Massa total móvel do cone

Mmd: Massa do diafragma, em gramas

Mms: massa mecânica móvel do alto-falante mais a carga de ar que ele desloca. É dada em Kg

n0 rendimento de referência de um alto-falante. O "no" indica a relação entre potência acústica produzida pelo falante e potência elétrica aplicada. Podemos perceber que os alto-falantes são, na verdade, grandes geradores de calor, uma vez que a maioria dos falantes tem rendimento em torno de apenas 1%.

p (rho): Densidade do ar 1.18 kg/m^3

Pa: Potência acústica

Pe: Potência elétrica

Potência Nominal: Potência eficaz, medida segundo a norma NBR 10303. Aplica-se sinal de ruído rosa, com potência RMS no alto-falante, em câmara anecóica ou semi-anecóica durante 2 horas. O alto-falante não pode apresentar nenhum tipo de problema.

Potência Musical: Potência em Watt que o alto-falante deve suportar em regime de programa musical por tempo indeterminado. Admite-se distorção máxima de 5% do amplificador.

Q: Amortecimento relativo do falante

Qa: Q do sistema no Fb, devido a perdas por absorção, admensional

Qec: Q do sistema na ressonância (Fc), devido a perdas elétricas, admensional

Qms: Fator de qualidade mecânico para fs ao ar livre, considera apenas as perdas mecânicas, quanto maior o valor de Qms, menos flexível será o conjunto móvel.

Qes: Fator de qualidade elétrico para fs ao ar livre, considera apenas as perdas elétricas, quanto menor o valor de Qes, maior a força dinâmica do sistema eletromagnético.

Qts: Fator de qualidade total (mecânico e elétrico), indica o tipo de subwoofer.

Ex: Qts abaixo de 0.5 indica que o alto-falante é apropriado para caixa acústica, não devendo ser instalado em tampão. (carga acústica baixa).

Qts acima de 0.5 indica que o alto-falante é do tipo Free Air, recomendado para utilização em tampão (carga acústica baixa) e em vários sistemas de caixas acústicas.

R: Ondulaçao do sinal, in dB

Ras: Acusticamente equivalente ao RMS

Re ou Res: Resistência ohmica DC, próxima e inferior a impedância nominal do alto-falante, e que pode ser medida por um ohmímetro. Não confunda: esta é uma medição de resistência, e não de impedância.

Revc: resisttência DC da bobina, em Ohms

Sd: Area efetiva de irradiação sonora do falante, cone, em metros quadrados

SPLo Sound Pressure Level: usualmente medido a 1 watt, por 1 metro na frente ao falante

Sensibilidade: Quanto maior a sensibilidade, maior o nível de pressão sonora obtido com a mesma potência.

Vas: Volume equivalente de ar que tem a mesma compliância do sistema de suspensão do alto-falante (volume acústico do alto-falante). Grandes valores de Vas pedem grandes volumes nas caixas acústicas. O volume Vb da caixa acústica depende também do Qts e Fs. Ao utilizar volumes de caixa menores que os especificados, modifica-se a resposta de frequência, geralmente reforçando uma certa região dos graves, aumentando o Fb e também a excursão do cone do alto-falante.

Vb: Volume interno líquido da caixa acústica, oferecido ao alto-falante. O valor de Vb influi na resposta de graves, na frequência de corte F3, na de sintonia Fb e no deslocamento do cone.

Vd: Máximo volume deslocado pelo falante (produto de Sd pelo Xmax), em metros cúbicos

Xmáx: deslocamento máximo que a bobina apresenta mantendo a mesma quantidade de fio dentro do gap do falante.

 

 

Tipos mais vistos de caixas:

 

Closed Box (Selada)

• Excelente resposta a transientes

• principalmente para valores de Qtc inferiores a 0,7 situação em que a resposta de graves é prejudicada ( F3>Fc: Frequência de Ressonância ou pico da caixa)

• Resposta de frequência plana

• Baixa distorção em toda a faixa

• Pouco reforço em baixa frequência

• Utiliza alto-falantes de alta excursão. (por ter volume interno fixo a caixa evita excursões exageradas do falante, diminuindo o volume em 15% é possível aplicar até 30% a mais de potência)

• Suportam altas potências sem que se aumente o risco de danificar o alto-falante na mesma proporção.

• Ideal para quem deseja um grave puro e profundo

• Bom para Pop, Dance, Heavy Metal e Rock. (músicas com batidas de impacto)

• O volume da caixa Closed podem variar com os seguintes resultados:

 

Características

- Volume menor:

Frequência de sintonia sobe;

Resposta de graves menos estendida, menos plana;

Graves mais acentuados;

Potência aplicável maior;

Som mais "duro", grave de ataque;

- Volume maior:

Frequência de sintonia desce;

Resposta de graves mais estendida (baixas frequências);

Resposta mais plana;

Potência aplicável menor;

Graves mais profundos e mais natural;

 

Vented Box (Dutada)

• Resposta de graves estendida

• Alto SPL

• Boa resposta a transientes

• Baixa distorção na frequência de sintonia

• Para quem deseja graves reforçados

• O duto permite acentuar a resposta de graves em torno da frequência de sintonia Fb

• O duto pode ser interno, parte interna parte externa à caixa e curva, basta manter o comprimento exigido pelo projeto

• Possui resposta transitória inferior à da caixa fechada.

• Permite muita frexibilidade de projeto, justamente pela variação de sintonia do duto. Este tipo de sistema promove um ganho de cerca de 3 dB a mais que uma caixa selada. Pode ser alinhada para uma resposta mais agressiva em baixa frequência, atuando também no controle de excursão do alto-falante. O duto pode possuir qualquer formato. A sintonia é feita através do volume total do duto, também chamado de pórtico.

• Bom para Jazz, MPB, Clássico, Pop, Axé, Pagode. (músicas com graves estendidas)

• A excursão do cone na frequência de sintonia Fb fica extremamente reduzida, e cresce para frequências abaixo de Fb.

• O duto funciona como uma espécia de emissor sonoro, contribuindo de forma significativa nas respostas de baixas frequências . O duto também faz com que o deslocamento do cone seja reduzido, permitindo o uso de falantes de maior sensibilidade ( cone de menor massa e bobina com enrolamento de menor altura = conjunto móvel mais leve e eficiente).

 

Caixa Vented e Bandpass

Nas caixas vented e bandpass, tanto os volumes quanto as dimensões dos dutos são críticas e não devem ser alteradas, sem cuidadoso recálculo. O diâmetro dos dutos pode ser alterado, desde de que seu comprimento seja ajustado proporcionalmente. Quanto maior for o diâmetro do duto, tanto maior deverá ser o seu comprimento.

BandPass

• Resposta de graves extendida

• Banda de frequência definida

• Boa resposta a transientes

• Alto SPL

• Alta potência

• Esse tipo de caixa acústica comporta-se como um filtro acústico passa faixa, sendo do tipo radiador indireto ( o alto-falante não transmite diretamente). Possibilita a obtenção de rendimentos superiores ao de referência do alto-falante, o que não acontece com as caixas do tipo radiador direto (caixa fechada, refletor de graves, etc).

• Utiliza duas câmaras, onde a primeira envolve a parte de depressão do alto-falante (traseira) e possui 2/3 do volume total da caixa. A segunda envolve a parte de pressão (frente) e utiliza 1/3 do volume total. A primeira câmara estabelece o corte FL (frequência de corte inferior) e a segunda o corte FH (frequência de corte superior). Este sistema acústico possui uma resposta muito definida e agradável nos graves, controlando muito bem a excursão do cone do alto-falante.

• Bom para todos os tipos de música.

 

 

Construção da caixa acústica

• - Volume: Calcular as dimensões da caixa, levando em conta suas dimensões internas e também o volume ocupado pelo alto-falante que deve ser descontado. A fórmula para o cálculo do volume de um cubo:

Volume de cubo(litros) = [ Altura (cm) x Largura (cm) x Profundidade (cm) ] / 1000

Para uma caixa trapezoidal : Primeiro deve-se calcular a área de um dos lados paralelos trapezoidais, depois multiplique pela largura da caixa e depois divida por 1000

Área do trapézio = [ ( base maior + base menor) / 2 ] * Altura

Volume da caixa trapezoidal (litros) = ÁreaDoTrapézio * Largura / 1000

O volume ideal leva em consideração os marâmetros thielle small de cada subwoofer e pode ser calculado com a ajuda de alguns programas de computador.

Veja aqui como calcular o volume ideal bem calcular on-line sua caixa trapezoidal ou retangular

• - Forma: A forma geométrica de uma caixa acústica pode influenciar em sua resposta de frequência e rendimento no interior do carro. Isto ocorre devido à formação de ondas estacionárioas, as quais provocam defasagens e cancelamentos de frequências. Para evitar a formação de ondas estacionárias, devem ser evitadas medidas iguais ou múltiplas para a altura, largura e profundidade (como uma caixa quadrada) e se possível utilizar paredes não paralelas. Podemos citar como exemplo uma caixa do tipo cubo, esta não seria uma boa caixa, já que possui ângulos iguais e paredes paralelas. Já na caixa trapezoidal estaria próxima ao ideal.

• - Reforço: Para funcionamento adequado, as paredes da caixa acústica devem ser rígidas não devendo vibrar devido às altas pressões internas geradas pelo alto-falante O uso de materiais antiruídos e reforços internos unindo painéis opostos ajudam a manter a boa estrutura da caixa. Assim a caixa acústica final deve ser extremamente sólida para não vibrar, assim melhorando-se o rendimento do conjunto caixa/falante

• - Madeira: Recomenda-se utilizar aglomerado de média densidade (MDF, uma madeira que parece ser feito de pó de madeira prenssado com ótima resistencia) ou madeira aglomerada ou compensada com espessura mínima de 15mm. Uma caixa ideal deve ser construída com material que tenha bons níveis de absorção, amortecimento e isolamento acústicos. Caixas moldadas em fibra de vidro ou qualquer outro tipo de resina, além da falta de amortecimento, elas vibram com mais facilidade diminuindo o rendimento do conjunto.

• - Vedação: A vedação da caixa é um dos ítens mais comprometedores para um bom funcionamento da caixa acústica. Para que isso possa ser evitado, deve-se utilizar silicone nos cantos onde possam existir vazamentos. As juntas devem ser colocadas e aparafusadas e deve-se aplicar internamente um filete de borracha de silicone para obter perfeita vedação. Deve-se também utilizar massa de calafetar ou guarnição de espuma de borracha entre o alto-falante e a caixa acústica para evitar vazamentos de ar.

• - Forração interna: Tem como objetivo minimizar reflexões internas do som e ressonâncias, pois estes aumentam o fator de amortecimento da caixa, ela deve ser totalmente revestida em seu interior com lã de vidro de baixa densidade ou espuma de poliéster ou lã de poliéster.

 

A função do revestimento interno é aumentar o fator de amortecimento da caixa, para que não sejam introduzidas colorações e distorções provocadas por ondas estacionárias. O revestimento interno melhora muito a condição de filtro da caixa acústica, para algumas frequências, mas cada sistema acústico possui as suas peculiaridades, quanto ao tipo e quantidade de material fono-absorvente. O revestimento interno também contribui para graves mais perfeitos e timbres mais suaves, mas introduzem perdas de energia acústica.

• - Forração externa: A superfície externa da caixa pode ser pintada ou revestida com carpete (colada com cola de sapateiro, amarelo) ou curvin (couro sintético).

 

• - Dutos: Os dutos devem seguir uma relaçao de comprimento x diâmetro para que atue em uma determinada frequência. O duto pode ser totalmente interno à caixa, parte fora parte dentro da caixa e pode ser curvo (como se fosse um duto reto entortado);

• - Fixação: Devido ao alto peso de alguns alto-falantes, a fixação à caixa acústica deve ser feita com parafusos auto-atarrachantes do tipo philips (imagine se fosse chave de fenda e este escapasse direto pro cone do subwoofer....) de diâmetro e comprimento adequados e em número igual aos furos existentes na carcaça.

• - Local de fixação: A caixa de um subwoofer pode ser colocada em qualquer lugar do veículo, devido à propriedade não direcional das baixas frequências. No entanto o alto-falante ( ou duto, no caso de caixas vented ou band-pass) deve manter uma distância mínima de 5cm de qualquer material que possa obstruir a passagem de som.

GLOSSÁRIO

Excursão: - Movimentação positiva e negativa do conjunto bobina/cone.

Resposta a Transientes: - Capacidade do alto-falante em retornar a sua posição anterior (em repouso), o mais rápido possível após a interrupção do som.

Thiele-small: - Parâmetros de um alto-falante necessários para a construção de uma caixa acústica. Esse é o nome de duas pessoas que criaram estes parâmetros para alto-falantes, Neville Thielle e Richard H. Small

MDF: - Aglomerado chileno, madeira de composição rígida, formado por pó fino de madeira aglomerada muito rígida.

Ondas Estacionárias: - São ondas que se formam devido ao uso de paredes paralelas e ângulos iguais, as quais causam defasagens e inversões de fase, dentro da caixa acústica.

 

 

 

• BIBLIOGRAFIA

- Artigo Bravox (com permissão para divulgação, 2003)

http://autosom.net/artigos/carbox.htm

http://autosom.net/artigos/carparam.htm

Editado por Bruno Malachini
Postado em

Gostaria de deixar claro que o objetivo do tópico é ajudar aos que não sabem, assim como eu, o que levar em consideração na hora de projetar sua caixa acústica.

 

Muito embora tenha quilos e mais quilos de informações na internet, e neste tópico também, ainda há questões vagas, pois como o Pad citou "Group Delay", há inumeros parâmetros, dos quais não tratei aqui por desconhecê-los. Exatamente sobre estes parâmetros que gostaria que o pessoal falasse...

 

Abraços.

Postado em

Gostaria de deixar claro que o objetivo do tópico é ajudar aos que não sabem, assim como eu, o que levar em consideração na hora de projetar sua caixa acústica.

 

Muito embora tenha quilos e mais quilos de informações na internet, e neste tópico também, ainda há questões vagas, pois como o Pad citou "Group Delay", há inumeros parâmetros, dos quais não tratei aqui por desconhecê-los. Exatamente sobre estes parâmetros que gostaria que o pessoal falasse...

 

Abraços.

 

Bacana sua iniciativa...

Mas como nao entende de caixas acusticas eu faria ela selada, pela resposta ser mais plana e tocar frequencias mais baixas que as caixas dutadas!

Pra SQ ela atende melhor que as famosas dutadas que geram picos na frequencia de sintonia, consequentemente um aumento do SPL na FS.

Outra vantagem é que pode ser aplicada mais potencia no falante sem perda de controle do cone pois a resistencia interna da caixa é constante, pois a caixa dutada permite a entrada/saida de ar fazendo com que o sub perca o controle da excursao nas frequencias muito baixas, necessitando a utilizaçao de um filtro subsonico para evitar a queima do falante!

Espero que ajude!

Postado em

O artigo é bem interessante, mas eu diria que 90% das pessoas que gostam de som optam por passar longe de algo mais técnico assim.

 

Como empresas de porte tem engeheiros que sabem o que estão fazendo, é por isso que acho correto seguir o manual. A não ser que você queria fazer algo diferente do manual. E não uma selada de volume diferente, mas bandpass, infinite baffle, open baffle, transmission line, esses tipos de coisas mais interessantes e muitas vezes inviáveis para carros.

 

O problema é que, para começar a tratar de parâmetros importantes, você precisa ter boas noções de acústica e de audição em si. Qual valor máximo para um group delay bom: até 25ms. Você consegue ver o valor calculado na simulação. Eu inclusive gosto de deixar um pouco menor para ter uma tolerância. Mas porquê o group delay é importante? Por que acima de uma diferença de tempo de 25ms o ouvido humano distingue aquilo como uma outra fonte sonora, e isso não é bom. E por mais plana que seja a curva da sua simulação, se medir no carro vai ficar com "medo" da curva. Aí tem questão de múltiplos subs e vai indo...

 

O pessoal gosta de focar no lado matemático (eletromecânico) da coisa, e esquece que psicoacustica é tão ou mais importante. Depois que ve um carro demo com os tweeteres quase no centro do painel, já olha com aquele preconceito achando que é loucura.

Postado em (editado)

Bom, como o Pad disse, há muitos preconceitos, principalmente para SQ...

Mas na minha singela opinião, o forum está aqui para compartilhar e o que todos gostam de compartilhar e aprender?

Coisas que ainda não sabem... [-]:pirou: kkkkkkkkkkkkkkkk

Brincadeiras a parte, o que quero dizer é que se torna extremamente fácil, simplesmente seguir algo que já está ali, na sua frente, ou no manual, como é o caso...

Ta certo, uma empresa como a Hertz, principalmente nessa que é a linha TOP, provavelmente emprega horas de testes, afim de que o resultado seja o mais satisfatório possível.

Mas a sonoridade, assim como tudo na vida, é opinião, e isso, nem o maior consultor do mundo, aponta para a empresa como ser perfeita...

É exatamente essas impressões e experiências que contam... Logo logo teria uma impressão para passar para vocês..

 

Bom, meu instalador me passou uma configuração que segundo ele ficaria melhor...

Disse que não necessariamente nas medidas sugeridas, e que o duto será de 4 pol. por 63cm...

 

mille30002.png]

 

Mas é como disse antes, é preciso levar muita coisa em consideração..

E ele leva, podem ter certeza..

 

Mais alguém a contribuir??

Abraços

 

Edit: PS.: agora eu entendi o que Group Delay... perceberam a evolução de um ser humano??

Mas ainda estou sedento por informações... Vamo ai galera...

Editado por Bruno Malachini
Postado em

Se o $ permitir, faz a caixa original, faz a caixa do instalador, regula, vê o que você acha, e depois compartilha aqui.

 

 

Eu pensei nisso também, Pad...

Mesmo pq eu pago cerca de 50 dinheiros na placa de MDF de 25mm...

Se eu fizer, economizo bastante, pois até irá sobrar, e não terei de pagar hora do instalador, assim posso fazer mais de uma caixa..

Inclusive, penso em fazer três caixas: A dutada de exemplo acima, e as duas do manual (dutada e selada), para testar junto aos outros componentes do set..

Estou pensando em pegar uma de 25mm para fazer as caixas e mais uma de 15mm para o acabamento...

O grande problema que encontro com o MDF de 25mm é cortá-lo, pois as minhas ferramentas não são profissionais, então...

Mas estarei estudando tudo isso...

 

Mais algum parâmentro interessante, que mereça boa atenção???

Postado em

Realmente fazer testes é a opção mais concreta de todas é muito valido utilizar um software para projetar estas caixas.

E importante ter atençao na hora de confeccionar a caixa para ela ficar bem selada e deixar que o ponto de comunicação com o meio externo seja apenas o duto.

Em principio eu ainda defendo a seladinha...

Rsss

Postado em

Gustavão, não agradeci pelas suas contribuições anteriores, então ai vai: Valeu, brigadão pelas opiniões..

Mas vamos lá.. Não sei, embora seja o que eu acho, se é uma característica do subwoofer em questão, o Hertz ML3000,

mas todas as caixas seladas que calculamos, não ficaram exatamente como esperávamos... um dos melhores

F3 que conseguimos foi em torno de 53hz, enquanto que nesta dutada que ele simulou no BASSBOX, sintonizou em 31hz.

Concluo que não conseguiríamos um resultado tão bom quanto ao da dutada, utilizando uma selada...

Inclusive, a primeira instância, minha solicitação foi a selada, até pela economia de espaço, mas diante algumas

explicações, farei a dutada também, para cortar mais baixo o sub e ver os resultados.

 

Abraços.

Postado em

Sem problemas, se puder ajudar estou a disposição!

 

Mas são dois lados das moedas...

Se vc elaborar o gráfico da selada vai ver que a curva vai bater lá na quina da tela, coisa que com a dutada não acontece, resumindo ela tende a atingir frequencias mais baixas que a dutada, porém com menos SPL, mas ela chega lá!!

 

A diferença que na dutada apesar de não descer tanto, vc consegue sintonizar mais facilmente o duto em uma frequencia mais baixa, com isto terá mais SPL na FS.

 

Mas o que mata mesmo é o delay da dutada que aumenta consideravelmente, mas se tiver um bom conjunto sub+amp, um sub leve, e um amp com damping factor alto, pois desta forma terá um maior controle do excursionamento!

Postado em

Gustavão, não agradeci pelas suas contribuições anteriores, então ai vai: Valeu, brigadão pelas opiniões..

Mas vamos lá.. Não sei, embora seja o que eu acho, se é uma característica do subwoofer em questão, o Hertz ML3000,

mas todas as caixas seladas que calculamos, não ficaram exatamente como esperávamos... um dos melhores

F3 que conseguimos foi em torno de 53hz, enquanto que nesta dutada que ele simulou no BASSBOX, sintonizou em 31hz.

Concluo que não conseguiríamos um resultado tão bom quanto ao da dutada, utilizando uma selada...

Inclusive, a primeira instância, minha solicitação foi a selada, até pela economia de espaço, mas diante algumas

explicações, farei a dutada também, para cortar mais baixo o sub e ver os resultados.

 

Abraços.

 

Esqueci de comentar, existem falantes que se comportam melhor em caixas dutadas, deve ser o caso deste!

Pra vc conseguir descer a FS da caixa selada tem que aumentar a litragem dela!

Mas aumenta com gosto que vc vai ver que ela desce!

Rsss

Poe uns 70 litros e vai testando!

Postado em

Gustavão, não agradeci pelas suas contribuições anteriores, então ai vai: Valeu, brigadão pelas opiniões..

Mas vamos lá.. Não sei, embora seja o que eu acho, se é uma característica do subwoofer em questão, o Hertz ML3000,

mas todas as caixas seladas que calculamos, não ficaram exatamente como esperávamos... um dos melhores

F3 que conseguimos foi em torno de 53hz, enquanto que nesta dutada que ele simulou no BASSBOX, sintonizou em 31hz.

Concluo que não conseguiríamos um resultado tão bom quanto ao da dutada, utilizando uma selada...

Inclusive, a primeira instância, minha solicitação foi a selada, até pela economia de espaço, mas diante algumas

explicações, farei a dutada também, para cortar mais baixo o sub e ver os resultados.

 

Abraços.

 

Esqueci de comentar, existem falantes que se comportam melhor em caixas dutadas, deve ser o caso deste!

Pra vc conseguir descer a FS da caixa selada tem que aumentar a litragem dela!

Mas aumenta com gosto que vc vai ver que ela desce!

Rsss

Poe uns 70 litros e vai testando!

Postado em

Sem problemas, se puder ajudar estou a disposição!

 

Mas são dois lados das moedas...

Se vc elaborar o gráfico da selada vai ver que a curva vai bater lá na quina da tela, coisa que com a dutada não acontece, resumindo ela tende a atingir frequencias mais baixas que a dutada, porém com menos SPL, mas ela chega lá!!

 

A diferença que na dutada apesar de não descer tanto, vc consegue sintonizar mais facilmente o duto em uma frequencia mais baixa, com isto terá mais SPL na FS.

 

Mas o que mata mesmo é o delay da dutada que aumenta consideravelmente, mas se tiver um bom conjunto sub+amp, um sub leve, e um amp com damping factor alto, pois desta forma terá um maior controle do excursionamento!

 

Bom, são coisas a considerar...

Quanto a sub+amp, não sei analizar, mas seráo ML3000 + 5.1k - sei que o amp. tem "Dampingfactor (100Hz@4Ω)SubCh: 86"...

O problema que estou encontrando, o maior deles, é quanto ao layout do PM...

Todos são equipamentos grandes e bem pesados... está realmente complicado colocá-los em uma ordem, onde a instalação, a estética e a funcionalidade sejam favorecidas de modo uniforme... (Audison 5.1k + ML3000 com caixa + MC SSF2.5 + Bateria Auxiliar)

Já pensei inclusive de ficar sem som, até trocar de carro... mas isso vai demorar uns 2 anos, e não vou aguentar ficar sem som até lá...

 

Abraços.. Valeu.

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