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Duke

Álcool x Gasolina

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Como está em alta aqui a conversão de motores a gasolina para usar álcool como combustível, resolvi escrever este artigo para que se possa ter uma noção dos problemas que podem ocorrer nesta transformação. Acho que a melhor forma de fazer isto é explicar as diferenças entre os combustíveis e o que isto pode acarretar no comportamento de um motor ciclo Otto. Assim, quem quiser converter o motor pode te uma idéia dos problemas que podem ocorrer e por que eles ocorrem.

 

A Gasolina:

 

A gasolina não é uma substância pura: É uma mistura de centenas de hidrocarbonetos que têm entre 3 a 12 carbonos, proveniente de uma faixa da destilação do petróleo. Há componentes mais leves e mais pesados na gasolina. Conforme o tempo passa, os mais leves se evaporam, deixando apenas os mais pesados. Por isso se diz que a gasolina "ficou velha" ou "estragou". Em aproximadamente 2 meses, a gasolina muda sua composição por causa da evaporação dos componentes leves, sobrando os mais pesados, que costumam ter octanagem menor. Por isto é que a gasolina velha pode causar "batidas de pino" no motor. Normalmente, quanto maior o número de carbonos na cadeia (mais pesada a molécula), menor é a octanagem: Por isto o querosene e outros solventes, se misturados à gasolina, fazem o motor "bater pino". Estes componentes mais pesados também têm uma vaporização mais difícil. Quando expostos ao calor em estado líquido, vão se degradando e formam a conhecida "borra" de gasolina. A gasolina vendida no Brasil tem, por lei, 22% de álcool etílico em volume na sua composição, para reduzir a emissão de poluentes. Outra coisa que não se fala (não sei por que...) é que a gasolina, por conter hidrocarbonetos aromáticos (como o benzeno) na sua composição, é cancerígena, especialmente se inalada em excesso. Com certeza não há estudos sobre isto (não "interessa" que haja...), mas a incidência de câncer entre os frentistas, que trabalham expostos aos vapores da gasolina, provavelmente é muito mais alta do que no resto da população.

 

O Álcool:

 

O álcool, ao contrário da gasolina, é uma substância pura (etanol), embora seja encontrado nos postos como sendo uma mistura de 95% de etanol e 5% de água, em volume. É uma molécula cuja fórmula é C2H5OH. Por ter oxigênio na composição, a molécula ganha uma polaridade que faz com que o álcool seja líquido à temperatura ambiente (o etano, C2H6 é um gás) pela maior coesão entre as moléculas. É um combustível que não deixa borras, sendo bem mais "limpo" que a gasolina, ao contrário do que se pensava nos primeiros anos do Proálcool. Tem a desvantagem de ser mais corrosivo no estado líquido que a gasolina, o que demanda um tratamento anticorrosivo nos metais que têm contato com o álcool em sua fase líquida, normalmente através de um revestimento com um metal que não reaja com ele, como o níquel, usado para revestir o Zamak dos carburadores.

 

 

As diferenças entre os combustíveis:

 

-Poder calorífico (capacidade de gerar energia)

 

O álcool, por conter oxigênio na molécula, tem um poder calorífico menor que o da gasolina, uma vez que o oxigênio (34,7% do peso molecular do etanol é oxigênio) aumenta o peso molecular, mas não produz energia. Isto explica a menor km/l de um motor a álcool em relação ao mesmo motor a gasolina. O álcool hidratado (95%) produz a energia de 20,05 MJ/litro, enquanto a nossa alcoosolina (22% de álcool) produz 27,57 MJ/l. Por aí já se vê que a 1 litro de gasolina produz 37,5% mais energia do que 1 litro de álcool: Daí, em um motor com o mesmo rendimento térmico, um motor a gasolina que fizesse 10 km/l iria fazer 7,27 km/l de álcool.

 

Proporção estequiométrica:

 

O álcool tem proporção estequiométrica de 8,4:1 (8,4 partes de ar para cada parte de álcool) em massa, enquanto a gasolina tem 13,5:1. Para a mesma massa de ar, é utilizado 60% a mais de massa de álcool. Em volume, é necessário mais 43% de álcool do que de gasolina. Por isto, bicos para álcool tem que ter uma vazão em torno de 50% maior do que bicos para gasolina. Uma coisa interessante que decorre disto é a seguinte: Apesar de a gasolina fornecer mais 37,5% de energia, o fato de ser necessário 43% a mais de álcool para a mistura faz com que um motor ganhe em torno de 5% de torque e potência só de passar a queimar álcool.

 

Octanagem

 

O álcool tem um maior poder antidetonante do que a gasolina. Enquanto a gasolina comum tem 85 octanas, o álcool tem o equivalente a 110 octanas. Isto significa que ele consegue suportar maior compressão sem explodir espontaneamente. Isto faz com que um motor a álcool possa ter uma taxa de compressão maior do que um motor a gasolina. Enquanto as taxas para gasolina variam entre 9 e 10,5:1, as taxas para álcool ficam entre 12 e 13,5:1. Como o rendimento térmico de um motor (rendimento térmico é quantos % da energia do combustível é transformada em movimento pelo motor) aumenta conforme aumenta sua taxa de compressão, os motores a álcool tendem a ter um rendimento térmico maior do que um motor a gasolina, compensando parte do menor poder calorífico. Assim, nosso motor não faria apenas 7,27 km/l, faria algo entre 7,5 e 8 km/l, devido ao melhor aproveitamento da energia do combustível. A velocidade da chama do álcool é menor, demandando maiores avanços de ignição.

 

Calor de vaporização

 

O álcool tem um calor de vaporização de 0,744 MJ/l, enquanto a gasolina tem 0,325MJ/l. Isto quer dizer que o álcool necessita de mais do que o dobro de energia para se vaporizar. Esta vaporização acontece dentro do coletor de admissão, nos carros carburados e com injeção monoponto. A energia para vaporizar é conseguida através do calor do motor, que também aquece o coletor. Porém, ao se vaporizar, o combustível diminui a temperatura do coletor, pois está "roubando" energia. Não é difícil concluir que o álcool "rouba" mais que o dobro de energia, diminuindo muito mais a temperatura do coletor. Se a temperatura cair muito, o combustível não se vaporiza mais e caminha em estado líquido pelo coletor, causando uma súbita falta de combustível na mistura, fazendo o motor falhar. Para evitar isto, faz-se passar água do radiador pelo

coletor de admissão, para aquecê-lo. Este aquecimento é muito mais necessário em um motor a álcool, pela sua maior demanda de energia para vaporizar-se.

 

 

Ponto de fulgor

 

Uma explosão é uma reação em cadeia. Quando uma molécula de combustível reage com o oxigênio presente no ar, ela gera energia, que faz com que a molécula vizinha também reaja e por aí vai. O ponto de fulgor é a temperatura a partir da qual pode haver uma quantidade suficiente de combustível vaporizado a ponto de gerar uma reação em cadeia. Bem, o ponto de fulgor do álcool é 13ºC. Isto significa que não é possível haver combustão do álcool abaixo desta temperatura. Isto explica por que

é necessário usar gasolina para a partida a frio em motores a álcool em temperaturas baixas. O ponto de fulgor da gasolina pura é de aproximadamente -40ºC.

 

Estas 2 propriedades acima decorrem do oxigênio presente na molécula do álcool, que a polariza. Isto faz com que a força de coesão entre as moléculas seja maior do que as da gasolina, que se mantém líquida pelo maior peso de suas moléculas, apolares em sua grande maioria. A menor atração molecular da gasolina é que faz com que esta tenha menores calor de vaporização e ponto de fulgor.

 

Resumo:

 

Pelas razões explicadas acima, podemos concluir que, para fazer um motor a gasolina funcionar com álcool, precisam ser feitas as seguintes mudanças:

 

1) Taxa de compressão (para aproveitar a maior octanagem)

2) Proporção de combustível (43% maior, por causa da relação estequiométrica)

3) Curva de avanço de ignição (menor velocidade de chama)

4) Aquecimento do coletor em coletores úmidos (carb. e monoponto) (maior calor de vaporização)

5) Sistema de partida a frio (alto ponto de fulgor)

6) Niquelamento do carburador (em carros carburados)

 

O item 1 pode ser conseguido através da utilização de pistões mais cabeçudos ou rebaixamento do cabeçote. E os itens 2 e 3 são feitos remapeando o chip de injeção ou troca de giclês/distribuidor.

 

 

Autor: Route

Fonte: www.autonewsbr.hpg.ig.com.br

Postado em

no item 1, sera que atravez de um almento da preçao do TURBO no caso para quem quer instalar um turbo, quanto de pressao tem que almentar para o motor ficar com a taxa correta para o alcool? ou nao tem nada aver uma coisa com a outra!

Postado em

Sim... Tem tudo a haver! :legal:

 

É meio complicado pq, num manco sobre-alimentado, existe a chamada taxa de compressão dinâmica ( Tmb aplica-se aos aspro... Mas vamos simplificar. )

 

Esse "princípio" é utilzado largamente por quem quer "turbinar" o manco... Qntas vezes nego não pega um motor a gasolina e turbina ele utilizando álcool??? ;)

 

É por isso que nego usa motores originalmente a gasolina para sobre-alimentar com altas pressões.

 

:legal:

Postado em

Ahhh!!!

 

Curiosidade!

 

A Bosch está desenvolvendo uma central de injeção "tri-fuel" e "TURBO".

 

O motor é um motor a gasolina originalmente...

 

Com gasolina, a central não deixará o turbo ser "acionado"...

 

Com álcool, a central utilizará uma pressão de boost "mediana"...

 

Com GNV a central utilizará uma pressão de boost "alta".

 

Com isso vc consegue extrair muito mais potência do motor, obviamente e consegue ter um motor muito mais eficiente ( Produz mais potência por uma mesma quantidade de combustível queimada ).

 

Para se ter uma idéia, um motor movido a GNV suportaria taxas de compressão de 15:1 "tranquilamente".

 

Podemos afirmar que, mancos que rodam com esses kits de GNV adaptados não aproveitam em quase nada a "potência" permitida pelo GNV, vamos assim dizer.

 

:legal:

Postado em
Sim... Tem tudo a haver! :legal:

 

É meio complicado pq, num manco sobre-alimentado, existe a chamada taxa de compressão dinâmica ( Tmb aplica-se aos aspro... Mas vamos simplificar. )

 

Esse "princípio" é utilzado largamente por quem quer "turbinar" o manco... Qntas vezes nego não pega um motor a gasolina e turbina ele utilizando álcool??? ;)

 

É por isso que nego usa motores originalmente a gasolina para sobre-alimentar com altas pressões.

 

:legal:

soh! valew ae! to muito afim de turbinar minha parati, so que no momento a grana ta curta! pramim o gasto e meio grande! pois talvez tenho que trocar meu BURA que se nao me engano e um TLDZ a gasolina,(parati ano 93) mais sera que se andar com 0,5/bar, e obrigado a passar para alcool e com isso ter que trocar o bura para um 2E ou 3E niquelado?

uns diz que pra rodar com ate 0,5/bar nao compensa... que a melhor e retrabalhar e forjar e isso e aquilo outro, para aproveitar o maximo da turbina! mais eu nao quero ir para pista de arranca, quero so ganhar uns pocotos a mais(140a 150HP) e poder viajar susa, com um motor confiavel sem risco de ficar no meio do caminho.

Postado em
Sim... Tem tudo a haver! :legal:

 

É meio complicado pq, num manco sobre-alimentado, existe a chamada taxa de compressão dinâmica ( Tmb aplica-se aos aspro... Mas vamos simplificar. )

 

Esse "princípio" é utilzado largamente por quem quer "turbinar" o manco... Qntas vezes nego não pega um motor a gasolina e turbina ele utilizando álcool??? ;)

 

É por isso que nego usa motores originalmente a gasolina para sobre-alimentar com altas pressões.

 

:legal:

o meu era turbo na gasolina!!! hehe...

Postado em
soh! valew ae! to muito afim de turbinar minha parati, so que no momento a grana ta curta! pramim o gasto e meio grande! pois talvez  tenho que trocar meu BURA que se nao me engano e um TLDZ a gasolina,(parati ano 93) mais sera que se andar com 0,5/bar, e obrigado a passar para alcool e com isso ter que trocar o bura para um 2E ou 3E niquelado?

uns diz que pra rodar com ate 0,5/bar nao compensa... que a melhor e retrabalhar e forjar e isso e aquilo outro, para aproveitar o maximo da turbina! mais eu nao quero ir para pista de arranca, quero so ganhar uns pocotos a mais(140a 150HP) e poder viajar susa, com um motor confiavel sem risco de ficar no meio do caminho.

Sim... Entendo o que vc quer...

 

Eu fiz isso o que vc almeja, na minha Belina...

 

Seguinte... Com álcool HÁ A POSSIBILIDADE de vc usufruir de uma potência um pouco maior, pois vc pode ter pressões de boosting maiores.

 

Não é que é impeditivo não, viu?

 

Eu, particularmente gosto do álcool como combustível dado algumas propriedades do comb ( não carboniza tão facilmente o motor, permite um ponto um pouco mais avançado que para gasosa, contamina menos o óleo lubrificante, etc... ) e principalmente do preço... Álcool bom na minha região vc encontra a R$1,149. Gasolina tah R$2,299.

 

Eu estou rodando há um ano com a Belina no álcool e só agora o buras "phodeu" por causa do meu constante "abre e fecha" dele... <_<

 

Eu tmb planejei algo em torno dos 140/150cv para a Belina. Só para dar um "fôlego novo" para um carro de "tio"... Huahuahuahuahua... :mac1

 

O kit é bem basicão pro AP. Uma .42/.50 pulsativa soprando 0,8 de pressão.

 

Ficou muito agradável a condução dela... Inclusive deixando alguns "mancos" originalmente mais fortes que ela, bem pra trás... :rolleyes:

 

O miolo original dos AP "carburados", se bem montados, aguentam 0,8~1k de boosting com alguma tranquilidade.

 

O problema de vc utilizar 0,5k de boosting é que, na primeira "bucha" que vc levar, vc vai aumentar a pressão, depois vai de novo, daqui a pouco vc escuta que o miolo do outro tah aguentando 1,8 no álcool e talz...

 

Daqui a pouco vc quebra o motor com essa brincadeira. <_<

 

Utilize uma pressão um pouco mais alta e contente-se. Forjar, só se vc quiser gastar em outros lados para fazer um carro de competição. Mas aí já serão outros quinhentos.

 

:legal:

Postado em

Nada...

 

Para fazer funcionar, só troque os gicleurs e canetas pelas versões dos buras movidas a garapa.

 

Mas se for ver ao certo, pistões "cabeçudos", distribuidor com curvas de avanço diferentes, carburador "tratado", etc...



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