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Chamonix Spyder resgata sensações de guiar um carro da década de 1950

Texto: Carlos Cereijo

Fotos: Larissa Florêncio

Vídeo: Wagner Benedetti Jr

 

Isolamento acústico pesado, vidros que deixam os aromas do lado de fora, teto que tampa o céu azul, suspensão macia, direção assistida que pode ser movida com um dedo, câmbio automático, bancos suaves. Um carro moderno deve isolar seus ocupantes das intempéries e mazelas do trânsito. Isso é ótimo e fruto do desenvolvimento e da evolução da indústria automobilística. No entanto, a busca por esse objetivo causa alguns efeitos colaterais. O dono de um carro moderno fica enclausurado num mundo desconectado do prazer de dirigir. Não há interação entre a estrada e o motorista. Ambos estão muito próximos, mas existem tantos filtros que os dois não se percebem. Tão perto e tão distantes ao mesmo tempo. Porém, existe uma válvula de escape para essa sensação artificial: o Chamonix Spyder 550 S.

 

Este esportivo fabricado em Jarinu, no interior de São Paulo, é uma réplica do Porsche RS Spyder produzido entre 1953 e 1956 e que ficou famoso, na época, por uma tragédia. O ator norteamericano James Dean, que era piloto nas horas vagas, morreu em 1955, vítima de um grave acidente quando levava seu Porsche Spyder até uma corrida em Salinas, na Califórnia, costa oeste dos Estados Unidos. Dean decidiu de última hora guiar o carro para se familiarizar com ele. No caminho, um caminhão cruzou a pista colidindo de frente com o carro do ator. Dean morreu no hospital e o mecânico que viajava com ele foi atirado para fora do veículo, mas sobreviveu.

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Mas chega de história triste. O brasileiro Chamonix pode ter as linhas do Porsche de 1955, mas sua mecânica é mais moderna. Por baixo da carroceria de fibra de vidro há um chassi tubular, igual ao de um carro de corrida. O motor é o Volkswagen AP 1.8 litro, de quatro cilindros, o mesmo bloco usado no sedã Santana. A diferença está na receita que a Chamonix preparou. Agora o propulsor é flex e produz 103 cavalos com gasolina e 106 cv com álcool. Pode não parecer muita potência, mas combine com o peso de 640 quilos do carro e você terá a receita para a diversão. E para segurar este peso leve, foi providenciado um sistema de freios a disco nas quatro rodas.

 

Trabalho braçal

 

A direção não tem assistência; é tudo por conta do motorista. Com carro em movimento até que o volante não é tão pesado. Mas para manobrar em estacionamentos é preciso um esforço maior. O pedal de embreagem é macio e tem curso longo. O câmbio, por sua vez, tem engates precisos. Já o pedal de freio é firme e tem comportamento diferente do de um carro popular, pois é preciso se acostumar rápido para não travar as rodas dianteiras em uma frenagem mais brusca. Nas curvas feitas em velocidade é preciso atenção, pois o peso do Spyder está concentrado atrás. Ele começa a sair de frente, mas o motorista deve equilibrá-lo sem movimentos abruptos, pois a traseira é arisca. Quando ela escapa é preciso força para colocar o Chamonix sob controle. Lembre-se que não há freios com ABS ou controles de tração e de estabilidade.

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Entrar no Spyder é uma lição intensiva de contorcionismo. A técnica que me serviu melhor foi apoiar o pé direito no chassi, entre o volante e a alavanca de câmbio e, em seguida, o pé esquerdo entre o volante e a porta, para depois escorregar carro adentro como quem entra num carrinho de montanha russa. Uma vez acomodado, dá para perceber como era dirigir um desses esportivos na década de 1950. O capô se insinua com suas curvas diante do pequeno para-brisas. As pernas e braços encaixam nos pedais, volante e manopla de câmbio. A posição dirigir é baixa, agressiva e esportiva. O banco é do tipo concha, bem simples. Não há porta-luvas, nem console; apenas um espaço nas tímidas portas em que cabem uma carteira ou um telefone celular.

 

O acabamento do interior se limita aos carpetes e a fibra de vidro na mesma cor laranja da carroceria. E por falar na cor, este é o diferencial do modelo que estamos testando. Trata-se de uma versão limitada em cinco unidades e que traz esta tonalidade de acabamento, e que inclui a cor grafite aplicada às rodas, santo antonio e bocal do tanque de combustível, além de molduras alaranjadas nos faróis, lanternas e capas dos espelhos retrovisores. A parte mecânica não muda.

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Postado em

O despertar da fera

 

Ao dar a partida, o Spyder 550 S treme como um animal e logo se acalma. O motor gira sem vacilos e produz um som denso. Ao engatar a primeira marcha, o Chamonix sai com força. O escapamento berra enquanto o carro vai engolindo o asfalto. Ao vê-lo desfilando, as crianças puxam as saias das mães e olham com curiosidade. Os pedestres torcem os pescoços e sorriem com o caráter do esportivo laranja. No congestionamento, os passageiros de ônibus colam as testas no vidro para conseguir um ângulo de visão melhor.

 

Este é um carro para quem deseja ser observado. Com um tempo de 0 (zero) a 100 km/h em torno de oito segundos, o Spyder pode não ser o esportivo mais rápido do Brasil. No entanto, o que conta é toda a experiência. O desenho retrô do painel de instrumentos, as formas sensuais da carroceria, o som nervoso do motor AP, o cabelo bagunçado pelo vento. Tudo isso vicia. Por isso dá para relevar a suspensão dura e desconfortável, o banco pouco ergonômico, o aperto da cabine. Nada disso vem à mente quando se esta dentro do Chamonix.

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O preço de um Spyder 550 S fica em torno de R$ 66 mil, a depender das configurações do proprietário. O carro que avaliamos é uma edição limitada em cinco unidades, por este motivo o preço sobe para R$ 70 mil. Certamente é muito dinheiro, mas lembre-se que este carro deve ser usado naquele fim de semana ensolarado. Quando não há pressa nem agenda para cumprir. Se a chuva te surpreender, uma capota dobrável e escondida dentro do capô ajuda a proteger. Porém é preciso força e jeito para colocá-la. Evite passar por este aperto já que o Spyder 550 S foi feito para relaxar, mas com adrenalina no sangue.

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http://www.chamonixcars.com.br

Showrrom: Avenida dos Bandeirantes, 3.501 (esquina com Rua Anapurus) – São Paulo

(11) 5093-6006

 

Ficha técnica Chamonix Spyder 550 S

Motor Central, longitudinal, quatro cilindros em linha, oito válvulas, injeção eletrônica multiponto, flexível

Cilindrada (cm³) 1.781

Potência (cv) 103 (G) e 106 (A) a 5.250 rpm

Torque (kgfm) 15,5 (G) e 16 (A) a 3.000 rpm

Taxa de compressão 11,0:1

Câmbio Manual de cinco marchas

Comprimento (m) 3,70

Largura (m) 1,54

Altura (m) n/d

Entre-eixo (m) 2,18

Porta-mala (l) 150

Suspensão Independente do tipo McPherson, na dianteira, e braços longitudinais barra de torção, na traseira.

Freios Discos sólidos nas quatro rodas

Tanque (l) 44

Aceleração de 0 (zero) a 100 km/h (s) 8,0* (A)

Velocidade final (km/h) 230*

Preço (R$) 70 mil

 

* dados de fábrica

 

Fonte: http://carsale.uol.com.br/opapoecarro/testes/aval_091229.shtml

Postado em

Tinhamos um aqui em casa, vendemos no final do ano passado..

Era uma delicia de dirigir, parecia q vc tava sentado no chao..

No final das contas acabamos pegando algo mais bruto pros fds :rolleyes:

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