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[ Dicionário ] Peças automotivas

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Eric INFK

Eric INFK

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DICIONARIO DE PEÇAS

ABS ---A sigla significa Anti-lock Braking System e se refere ao sistema de freios ABS, que evita o travamento das rodas e ajuda o motorista a manter o controle do veículo.

AC--Abreviatura de correia do ar condicionado

ADMISSAO --Significa uma das quatro fases do ciclo de funcionamento de um motor. Ela começa no momento em que a válvula de admissão se abre e o pistão, depois de eliminar o que sobrou da última queima, começa a descer da parte superior do cilindro para a parte inferior. Conforme o pistão vai descendo, o cilindro vai "admitindo" o ar que, misturado ao combustível, explode com a faísca da vela.

AIR BAG--Trata-se de uma bolsa inflável destinada a proteger os ocupantes do veículo em caso de colisão. Além dos frontais, já existem air bags laterais e de teto.

ALT--Abreviatura de correia do alternador.

ALTERNADOR--Acionado por uma correia ligada ao motor, o alternador é um gerador de corrente elétrica que carrega a bateria e alimenta o sistema elétrico com o motor em funcionamento.

AMORTECEDOR--O amortecedor é um dos elementos principais da suspensão, pois controla a ação das molas, mantendo a aderência do carro ao solo e resultando em menos solavancos. Se as molas não estiverem atuando corretamente, comprometem a estabilidade do veículo, o conforto e a segurança.

ANEIS--Entre o pistão e o cilindro deve haver uma folga para permitir o livre movimento do primeiro e a formação de uma camada de óleo que impede o contato metálico direto entre as superfícies de trabalho. Para que o pistão possa se movimentar, é preciso utilizar alguns elementos anulares que impedem a passagem de gás e de óleo pela folga em questão: são os anéis instalados em cavidades especiais na parte mais alta do pistão, sobre o pino. Trata-se de bandas de ferro com secções que, de acordo com o caso, podem ser retangulares (a geometria mais comum), trapezoidais, em "L", etc.

ASPIRADO--Quando se diz que um motor é aspirado, significa que a mistura ar/combustível que entra nos cilindros é somente aquela que pode ser puxada naturalmente pelos pistões em seus movimentos de subida e descida.

BALANCIM--Componente mecânico com um ou dois braços que oscila sobre um eixo. Em alguns motores, os balancins são usados para comandar as válvulas. Em geral, eles são feitos de aço forjado, mas não faltam exemplos de balancins de lâmina de aço, fundidos em gusa ou de liga de alumínio.

BARRA ESTABILIZADORA--Barra de ligação entre as suspensões de um mesmo eixo, dianteiro ou traseiro, que serve para minimizar a inclinação da carroceria em curvas. Além de aumentar o conforto, melhora a estabilidade diminuindo a tendência à capotagem.

BATERIA--É um verdadeiro reservatório de energia elétrica capaz de fornecer ou reter corrente contínua graças a uma série de reações químicas no seu interior. A bateria é recarregada toda vez que o carro entra funcionamento. O processo se dá através do alternador, que transforma energia mecânica em energia elétrica. Normalmente, as baterias utilizadas em carros são de 12 volts e sua capacidade, indicada em ampères/hora é muito variável.

BICO INJETOR--Usado em carros com injeção eletrônica é o bico injetor que pulveriza o combustível para o motor. Pode ser um só, no coletor de admissão, ou um para cada cilindro (nos carros multiponto).

BIELA--É a peça de ligação entre o pistão e o virabrequim. Trata-se de um dos componentes mais solicitados do motor. As bielas são de aço forjado ou ferro-gusa, fabricadas por fundição.

BLOCO--Componente que abriga em seu interior o virabrequim, as bielas, os cilindros e pistões. Na prática, é a estrutura de suporte do motor. É de ferro-gusa fundido ou de liga de alumínio e apresenta uma série de ranhuras de reforço nos pontos mais críticos. Normalmente o bloco de um motor é fechado por cima pelo cabeçote (onde ficam as válvulas e o comando de válvulas) e por baixo pelo carter (onde fica acumulado o óleo que lubrifica o motor).

BOBINA DE IGNIÇAO--A bobina é o componente do sistema de ignição responsável por gerar a alta tensão necessária para a produção da faísca, iniciando a combustão da mistura ar-gasolina.

BOMBA DE AGUA--Serve para auxiliar o deslocamento da água no sistema, ou seja, recalca o líquido do radiador para o motor, fazendo com que haja uma troca do líquido aquecido pelo resfriado. Sua quebra pode levar ao superaquecimento e fundição do motor

BOMBA DE GASOLINA--Fica alojada dentro do tanque (alguns veículos mais antigos utilizam bombas elétricas fora do tanque) e tem como função mandar a gasolina ou álcool, por meio de mangueiras, para o motor. Nesse caminho, o combustível passa primeiro por um pré-filtro, que faz parte do conjunto da bomba, e depois pelo filtro de linha (combustível).

BOMBA DE OLEO-- Retira o lubrificante do carter e o envia sob pressão ao circuito de lubrificação do motor

BRONZINA--Conhecida também como casquilho, sua função é essencialmente proteger e prolongar a vida dos elementos móveis de maior responsabilidade e custo, como o virabrequim e seu alojamento. A bronzina deve sofrer os danos que, de outro modo, iriam alcançar a outra peça.

BUCHA--Componente mecânico de forma cilíndrica, inserido nos mais diversos locais do carro. A bucha é encontrada no pé da biela, nos câmbios esportivos, na suspensão. Ela serve para unir dois componentes metálicos e amortecer o contato entre eles.

CABEÇOTE-- Componente, normalmente de alumínio, que fecha a parte superior do cilindro e no qual, nos motores de quatro tempos, estão alojadas as válvulas, os balancins, os coletores de admissão e descarga, as câmaras de combustão e a malha de dutos que refrigera o motor, além de um ou dois eixos comando de válvulas. Nos motores a diesel com injeção direta há, ainda, a câmara auxiliar. O componente é cravado acima do bloco de cilindros, normalmente fixado na mesma fundição do bloco do motor por uma série de parafusos; uma guarnição para impedir que entre as duas superfícies de união ocorra um vazamento de gás, água ou óleo.

CAIXA DE DIREÇAO--Dispositivo que transforma o movimento de rotação da direção no movimento de direção das rodas. Esta operação é feita ligando a coluna de direção (que sai do volante) em uma haste dentada, cuja extremidade está ligada ao tirante que gera o movimento das rodas.

CAMBIO--É a peça responsável pela troca de marchas. Contém os anéis sincronizados e engrenagens de diferentes tamanhos. Quando a alavanca é acionada, um eixo central muda para a outra engrenagem. Quanto menor a marcha, maior a engrenagem. Na grande maioria dos automóveis, ele é de velocidade por comando mecânico - o motorista escolhe entre as diferentes relações ou marchas. O número varia de quatro a sete, mas a maioria dos carros tem hoje câmbio de cinco marchas.


CAMBIO AUTOMATICO--Em sua configuração clássica é formado por alguns grupos epicicloidais dispostos em série e alojados dentro de uma caixa de liga de alumínio. A entrada e a saída do movimento ocorrem, portanto, ao longo do mesmo eixo. Entre o motor e o câmbio automático é colocado um conversor de torque, que substitui a embreagem tradicional e diminui o número de relações. O engate das marchas é obtido por meio de fricções multidisco comandadas hidraulicamente e que, de acordo com a necessidade, agem sobre vários elementos de cada grupo epicicloidal. Estes podem tanto serem bloqueados como receber ou transmitir movimento - o funcionamento ocorre segundo as necessidades de rodagem. Nas construções mais modernas, os câmbios automáticos são controlados por central eletrônica.

CAMBIO SEQUENCIAL--É o sistema de câmbio em que a troca das várias marchas ascendentes é feita direcionando-se seguidamente a alavanca ou haste para um lado e as descendentes todas para o outro, em vez das posições fixas dos câmbios comuns.

CAMISA--É o revestimento interno do cilindro, pode ser de ferro-gusa ou de alumínio.

CARBURADOR--Dispositivo que alimenta o motor de mistura ar combustível de forma mecânica. Por ser menos preciso que a injeção eletrônica, que é comandada por uma central eletrônica, o carburador não é mais utilizado em carros de série. Com sua utilização, os carros consumiam e poluíam mais. Em carros de competição, muitas vezes ainda é utilizado uma vez que com a regulagem mecânica, fica mais fácil de enriquecer a "mistura".

CARTER--Reservatório fixado na parte inferior do bloco onde fica contido o óleo que lubrifica o motor. Pode ser do tipo úmido (o que equipa os carros de passeio), ou seco (utilizado nos carros de F-Indy e F-1).

CASTER--Um dos ângulos que compõem a chamada "geometria da direção", e que é responsável pela manutenção do veículo em linha reta e pela volta das rodas dianteiras à posição longitudinal após uma curva. Quando o ângulo é pequeno, esse retorno é mais lento.

CATALIZADOR---No campo automobilístico é também chamado de conversor catalítico; sua principal função é favorecer a oxidação dos hidrocarbonetos presentes nos gases do escape, transformar o óxido de carbono em água e anidrido carbônico, e reduzir o óxido de nitrogênio para oxigênio e nitrogênio. Metais nobres como a platina, o paládio e o ródio são empregados para essa função.
CILINDRADA--É o nome popular para o volume que os pistões deslocam dentro dos cilindros, desde o ponto morto superior, quando estão na sua parte mais alta, até o ponto morto inferior, sua posição mais baixa. Ela pode ser expressa em centímetros cúbicos ou litros. Por exemplo, o novo motor 1.8 da linha Palio desloca um volume próximo de 1.800cm³, mais precisamente 1.795cm³.

CILINDRO--É o componente no interior do qual corre o pistão, que, com o seu movimento retilíneo alternado, resulta nas várias fases do ciclo de funcionamento do motor. Os cilindros dos automóveis modernos são quase sempre moldados diretamente no processo de fusão do bloco do motor.

CILINDRO MESTRE---Também chamado de bomba de freio. Dispositivo gerador da pressão hidráulica em um circuito de freios, mediante acionamento do pedal. Sua parte interna tem a forma de um cilindro com uma ou mais saídas, no qual trabalham os pistões / gaxetas hidráulicas. À medida que o atrito das pastilhas e sapatas se desgasta com a utilização dos freios, torna-se necessário maior volume de fluido de freio no circuito hidráulico.

COLUNA DE DIREÇAO--Liga o volante à caixa de direção do veículo. Atualmente, quase sempre é formada de duas ou mais partes unidas entre si por meio de algumas ligações. Por motivos de segurança, às vezes um dos elementos que a compõe é fabricado propositalmente para ceder após um choque frontal de certa intensidade, reduzindo assim os riscos para o motorista.

CORREIA DENTADA--É responsável por manter o sincronismo e o perfeito funcionamento do motor (entre o Comando de Válvulas e o Virabrequim), garantindo assim uma ótima queima do combustível, torque e potência. A correia dentada trabalha silenciosamente e sem nenhuma lubrificação. Convém evitar que entre em contato com óleo ou graxa.

CORREIA EM V--É responsável por manter em funcionamento os acessórios do veículo, tais como: Alternador, Direção Hidráulica, Ar Condicionado, Bomba D água, entre outros.

CP--Abreviatura de correia do compressor.

CREMALHEIRA--Dispositivo composto da união de uma vareta dentada com movimento retilíneo e de uma engrenagem que age sobre ela.

CUBO DA RODA--É a parte central da roda ou de um componente que gira na qual costumam ficar os rolamentos e os elementos de fixação. Normalmente, é reforçado com ranhuras ou paredes de maior espessura. Em diversos componentes compostos, o cubo constitui uma parte separada, vinculada a outra somente na fase de montagem.

CV--Unidade usada na maior parte dos países para quantificar a potência dos motores. A sigla representa a abreviatura de cavalo-vapor, pois era inicialmente utilizada para medir a potência das máquinas a vapor. O CV equivale a 75 kgm/s, isto é, a força necessária para se erguer um peso de 75 kg a um metro de altura no tempo de um segundo.

DIREÇAO HIDRAULICA --Dispositivo que diminui o esforço do motorista para girar o volante. A direção hidráulica normalmente tem um cilindro hidráulico incorporado no alojamento tubular da haste dentada (caixa de direção). Uma bomba ligada ao motor faz o fluido hidráulico do circuito circular sob pressão. Uma válvula de controle regula a passagem de óleo de um lado ao outro do cilindro hidráulico, em cujo interior há um pistão vinculado à haste dentada, de acordo com a velocidade e o ângulo de rotação do volante de direção. O cilindro é de duplo efeito - o óleo sob pressão pode agir de um ou de outro lado do pistão - e o circuito possui uma série de válvulas hidráulicas do tipo moduladoras, limitadoras de pressão, etc. Por motivo de segurança, a direção hidráulica é construída de tal forma que, na remota eventualidade de falha em seu funcionamento, o motorista pode continuar virando a direção, mesmo que com mais esforço. Existe também a direção eletro-hidráulica. A principal diferença é que esta não é acionada por correia ligada ao motor e sim por um motor elétrico.

DISCO DE FREIO--O Disco de Freio é um componente do sistema de freios geralmente constituído de ferro fundido. O Disco de Freio é montado sobre cubo da roda e deve girar uniformemente, junto com ela e centralizado em relação às pastilhas. Existem dois tipos de Disco de Freio: Ventilado e Sólido. Discos ventilados possuem aletas de ventilação para um resfriamento mais rápido do atrito causado, reduzindo o risco de superaquecimento das pastilhas. Quando você pisa no pedal do freio, o conjunto de freios a disco pressiona as pastilhas contra a superfície do disco em movimento (com as rodas), gerando atrito e, conseqüentemente diminuindo a rotação das rodas.

DISTRIBUIDOR--Componente que distribui a alta tensão e a corrente elétrica para as velas.

DOHC--Abreviatura de origem inglesa, que significa Double Overhead Camshaft, isto é, duplo comando de válvulas no
cabeçote (02 comandos por cabeçote do motor).

DUPLO COMNADO DE VAVULAS-- O termo indica as distribuições com dois eixos comandos de válvulas. Trata-se de uma solução adotada universalmente nos motores de competição, mas também muito difundida nos motores de série de performance mais agressiva. Permite reduzir ao mínimo as massas dos componentes em movimento alternado, antes do acionamento de cada válvula. É ideal, portanto, nos regimes de rotação muito elevados.

EIXO CARDAN--Tem a função de ligar a saída do câmbio com o diferencial, ou seja, passa a força do motor para as rodas. Só existe em carros de motor dianteiro e tração traseira ou integral

EIXO DO COMANDO DE VALVULAS--É ele que comanda a abertura e o fechamento das válvulas. O comando de válvulas trabalha em sincronia com o virabrequim e está ligado a ele por meio de uma correia. Nos motores mais modernos se localiza no cabeçote, mas pode ser encontrado também no bloco.

EMBREAGEM--Dispositivo que liga o motor ao câmbio e permite ao motorista obter uma transmissão progressiva de torque de um para o outro. Ela coloca o veículo em movimento com um certo deslizamento e separa os dois componentes, tornando independente a rotação de cada um deles, permitindo assim um engate fácil das marchas. Na indústria automobilística emprega-se, universalmente, a embreagem monodisco a seco, formada por um elemento condutor - volante e tampa da fricção - e outro conduzido - disco recoberto por material de atrito em ambos os lados e encaixado ao eixo de entrada do câmbio por meio de um aclopamento escalonado. Quando a embreagem é acionada, os dois elementos se juntam a um prato vinculado em sua rotação à tampa da fricção e que, sob a ação de uma ou mais molas, faz pressão sobre o disco conduzido, comprimido entre este e o volante. Quando se desengata a embreagem, o prato se desloca contra a ação da mola e é separado do disco. Este se torna totalmente independente do volante em sua rotação. Ao se deslocar, o prato fornece uma alavanca especial com um rolamento com mancal, sobre o qual age o dispositivo de comando ligado ao pedal. Em geral há uma única mola, do tipo diafragma, mas não faltam exemplos de embreagens dotadas de uma série de molas helicoidais. Em alguns veículos de competição são utilizadas embreagens dotadas de mais discos.

ESCAPE--Fase do ciclo de funcionamento do motor que vem depois da expansão e na qual os gases combustíveis são expulsos do cilindro

FEIXE DE MOLAS--Tipo de elemento elástico muito usado no passado por sua simplicidade, custo e tamanho reduzido. Em geral os feixes de molas são formados por várias lâminas de aço curvas sobrepostas e de tamanhos diferentes

FILTRO DE AR--É utilizado em todos os veículos, menos nos de competição, para evitar que partículas sólidas presentes no ar, como a poeira em suspensão mesmo nas cidades, sejam aspiradas pelo motor e causem danos internos. Atualmente todos os filtros de ar constituem-se numa carcaça, no interior da qual existe um elemento filtrante, fabricado de papel especial, que deve ser substituído periodicamente. Se não for feito, aumenta a restrição à passagem de ar, o que acarreta perda de potência. Contrariamente ao que se acredita, o consumo não aumenta com filtro sujo. Só acontecia com determinados tipos de carburador, os de aeração externa da cuba.

FILTRO DE COMBUSTIVEL--Nos carros equipados com carburador fica um pouco antes do coletor de admissão, já nos carros com injeção eletrônica, fica logo após a saída do tanque. Sua função é reter sujeira trazida pelo combustível e aquela produzida pelo próprio tanque, como ferrugem, que poderia provocar danos às válvulas de injeção (bicos injetores).

FILTRO DE MICROPOEIRA--Também conhecido por filtro de pólen, fica localizado na entrada do sistema de ventilação de cabine, sendo feito de papel também. É importante por reter poeira que possa trazer bactérias para o interior do veículo.

FILTRO DE OLEO--Retém as partículas sólidas e de carvão que ficam em suspensão no lubrificante e que poderiam ser prejudiciais às peças móveis do motor. É substituído integralmente em intervalos pré-determinados.

FREIO A DISCO--Os freios a disco substituíram há muito tempo os de tambor nas rodas dianteiras em diversos modelos e nas traseiras também. Um freio a disco é formado por uma pinça, no interior da qual estão localizadas duas pastilhas recobertas por material de atrito. Quando se pisa no freio uma bomba hidráulica gera pressão, o pistão passa esta pressão para as duas pastilhas e estas diminuem a rotação dos discos parando o carro.

FREIO A TAMBOR--O freio a tambor ainda equipa, somente na traseira, os modelos mais leves. Ele é constituído de um componente, o tambor, que gira junto com a roda e tem uma banda anular interna contra a qual, em uma frenagem, são pressionadas duas sapatas recobertas por material de atrito. O alargamento das sapatas é obtido por meio de pequenos cilindros hidráulicos.

FUSIVEL--Elemento usado para proteger um circuito elétrico. O fusível é fabricado de forma que se ocorrer um fluxo de corrente excessivo, seu filamento interno se funde e evita a queima do componente eletrônico.

GIR--A sigla significa correia do virabrequim

HP--Abreviatura de horse power, unidade de medida de potência anglo-saxônica. A tradução literal é   cavalo de força  , mas a unidade é ligeiramente diferente do cavalo-vapor: 1hp é igual a 1,014 cv.

IGNIÇAO--Os motores de ciclo Otto são conhecidos como "motores a combustão" ou por "ignição comandada". Neles a mistura ar-combustível sofre uma pressão considerável para depois ser queimada rapidamente por uma faísca que vibra entre os eletrodos da vela. A faísca deve oscilar sensivelmente antes que o pistão alcance o ponto morto superior, na fase final de compressão. Essa antecipação da ignição, em geral expressa em graus de rotação do eixo da manivela ou, mais raramente, em milímetros de corrida do pistão, é necessária porque a combustão requer um certo tempo para acontecer. Os motores funcionam por ignição espontânea, ou compressão: só ar é comprimido no cilindro. Quando se inicia a injeção, o combustível vaporiza aos poucos, se mistura com o ar e começa a queimar espontaneamente

INJEÇAO DIRETA--É o sistema de alimentação no qual o combustível é jogado por um ou mais jatos precisamente no interior do cilindro. Nesse caso, os injetores, sempre um por cilindro, são mecânicos e a pressão de injeção é maior do que a usada nos motores de injeção indireta.

INTERCOOLER--É um sistema de troca de calor, geralmente do tipo ar-ar. Existe também o intercooler do tipo ar-água, usado para abaixar a temperatura do ar enviado aos cilindros nos motores turbo alimentados, quando se adotam pressões elevadas de alimentação. Trata-se então, de um radiador do turbo.

JUNTA--Conhecida também como guarnição, é uma membrana de vedação colocada entre o bloco do motor e o cabeçote, entre o bloco e o cárter, entre o cabeçote e sua tampa, entre outros. As juntas mais simples são feitas de papel grosso precisamente cortado e furado, mas também se usam borracha sintética, cobre, alumínio, etc. As juntas do cabeçote, que são as mais críticas, quase sempre têm estrutura mais complexa: duas ou mais camadas de diferentes materiais sobrepostas, com bordas de aço margeando o contorno dos cilindros, inserções de borracha em torno das passagens de óleo, entre outros.

JUNTA DA HOMOSSINETA--Localizadas na saída da caixa de marchas e nas pontas de eixo das rodas motrizes, são esferas grandes com ranhuras que dispõem de diversas esferas menores e permite que o movimento do câmbio para as rodas seja transmitido em qualquer ângulo, sem ruídos ou trancos.

KIT DE EMBREAGEM--Geralmente composto por disco, platô e rolamento, componentes necessários à substituição do sistema de embreagem do veículo. O kit de embreagem é montado entre o motor e a caixa de mudanças (câmbio), que quando acoplado, transmite a rotação do motor à caixa de câmbio, que envia o torque ao diferencial e às rodas. Ao ser acionado por um rolamento, quando pressionamos o pedal da embreagem, possibilita a troca de marchas e permite a partida do veículo. A embreagem também amortece as vibrações, diminuindo assim, os ruídos da caixa de transmissão.

SONDA LAMBDA--É o nome de uma sonda que se localiza um pouco antes do catalisador. Ela mede a quantidade de oxigênio nos gases de escape. Se estiver fora dos padrões a sonda lâmbda envia a informação para a central eletrônica, que corrige a queima

LUBRICAÇAO--Consiste essencialmente em separar as superfícies de dois componentes em movimento relativo por meio de uma camada mais ou menos fina de óleo ou graxa, minimizando o atrito e o desgaste. Os rolamentos do motor, devido ao atrito da sede do casquilho e das bielas, exigências muito altas e trabalho em regimes de rotação elevados, são lubrificados por um rico fluxo de óleo sob pressão, necessário também para suportarem o calor e evitar que alcancem temperaturas excessivas, pois a capacidades de trabalho da camada de óleo diminui conforme a temperatura aumenta. Outros tipos de rolamentos têm exigências de lubrificação bem menores - quase sempre um sistema de pulverização é suficiente para mantê-los em bom estado.

MANCAL DO BLOCO--É o vão do bloco no qual está alojado o virabrequim. Nos motores de série normalmente existe um único mancal. Em alguns casos, porém, adotam-se blocos nos quais há vãos distintos para cada cilindro ou dupla de cilindros, resultando, assim, em mais mancais.

MANGA DE EIXO--Componente ao qual é fixado o complexo roda-freio no eixo dianteiro dos veículos de tração traseira. Em cima dele é fixado um eixo e, com a sua rotação comandada por tirantes especiais, permite o esterçamento da roda. Esta é ligada à manga de eixo por meio de dois rolamentos e um cubo de retenção.

MTR--Abreviatura de  motor .

OCTANAGEM--Indica o poder antidetonante de um combustível para os motores modernos. Quanto mais alta a octanagem, maior o poder antidetonante e a taxa de compressão que se pode adotar sem que surja a detonação. Existem dois procedimentos diferentes para determinar a octanagem, sendo que o mais usado é o Research. Atualmente a octanagem das melhores gasolinas é de 95 a 98. No Brasil, fica entre 93 e 96.

OHC--Sigla para Overhead Camshaft, que significa comando de válvulas no cabeçote

OHV--Sigla para Overhead Valves, ou válvulas no cabeçote. Nos países anglo-saxões indica os motores com distribuição com varetas e balancins

OLEO--Lubrificante líquido de fórmulas diferentes usados em motores, caixas de câmbio, entre outros. Os óleos derivados do petróleo por destilação ou refinamento têm base mineral; os ésteres são de base sintética. As características do óleo base são modificadas e melhoradas por meio do acréscimo de aditivos como antiespuma, detergentes e inibidores de corrosão. A viscosidade, ou seja, a capacidade de resistência ao escorrimento ou atrito interno é fundamental para indicar qual óleo deve ser empregado segundo uma escala da SAE. Os óleos univiscosos, por exemplo, têm uma única viscosidade - SAE 30 - que muda após uma variação da temperatura: aumenta consideravelmente no frio e diminui no calor. Já os óleos multiviscosos, que possuem elevado índice de viscosidade, se comportam no frio como um univiscoso mais fluido - um SAE 15W - e no calor como um univiscoso mais viscoso - um SAE 50W. Nesse caso, as variações de viscosidade em função da temperatura são significativamente menores. Isso equivale a dizer que os multiviscosos escorrem muito bem no frio e, ao mesmo tempo, conservam-se bastante viscosos no calor. Por convenção, no caso de óleos muito fluidos emprega-se um sistema de medida de viscosidade SAE diferente do aplicado aos óleos mais viscosos. Para os primeiros, o valor numérico vem seguido da letra W (winter, ou inverno em inglês), que indica que a medida foi feita em baixa temperatura. Outra característica importante dos óleos é sua capacidade de aderir à superfícies metálicas. O nível de qualidade dos óleos vem indicado por uma sigla de duas letras precedida de API (American Petroleum Institute

PASTILHA DE FREIO--É um componente do sistema de freio formado por uma placa metálica de fricção à base de resina, fibras sintéticas e partículas metálicas que, presa à pinça de freio e em contato com os discos, freia o automóvel.
PINÇA DE FREIO--Componente no qual estão alojados pequenos pistões e pastilhas e que, uma vez acionado o circuito hidráulico de comando, permite frear a rotação do disco. O disco é preso ao eixo e roda em conjunto com a roda. Quando se pisa no freio, as pastilhas "abraçam" o disco e diminuem sua velocidade.

PISTAO--Componente móvel, instalado no interior no cilindro e ligado por um pino à biela. É o cilindro que movimenta o virabrequim durante o funcionamento do motor. Quando se dá a explosão da mistura ar-combustível, o pistão é forçado para baixo e, após uma volta do virabrequim, começa a subir expelindo os gases já queimados. Desta forma os pistões e o virabrequim têm que trabalhar em perfeita sincronia para que haja uma queima completa

POLI V --Tem a mesma função da correia em V, mas veio substituí-la com o diferencial da nova tecnologia: capacidade de agregar mais acessórios e trabalhar também com as costas da correia.

PS--A sigla significa correia da direção hidráulica

RADIADOR--Componente que realiza uma troca de calor ar-água ou ar-óleo. Nos modelos de refrigeração a água, é o elemento que dissipa o calor subtraído do líquido de arrefecimento durante sua passagem pelo motor. É constituído de dois recipientes ligados a um pacote radiante, formado por uma série de fileiras de tubulações metálicas, ligadas por aletas transversais, pelas quais passa o ar. Os radiadores podem ser a fluxo vertical ou horizontal. Neste último, os recipientes são dispostos dos dois lados do pacote radiante e não acima e abaixo dele. Os radiadores modernos podem ser de liga de alumínio e os recipientes de plástico

REGULADOR DE PRESSAO--É o responsável pela pressão em todo o circuito de combustível garantindo uma perfeita pulverização das válvulas de injeção nas várias formas de funcionamento do motor.
RETENTOR--É um elemento de suporte que impede a passagem do lubrificante, de outros líquidos ou de gás entre um eixo que roda e o furo do suporte através do qual ele passa.

RETIFICA--Processo pelo qual passa um motor desgastado pelo uso ou que sofreu quebra grave. Na retífica, as paredes dos cilindros do motor são reajustadas e alisadas, e os pistões ganham anéis mais largos para se adaptar ao novo diâmetro.

RODA LIVRE--Permite transmitir movimento a um eixo em um só sentido de rotação ou de um eixo para um componente (engrenagens, rodas) em um único sentido. Alguns carros de tração integral manual têm, no eixo que pode ser desengatado, duas rodas livres que ligam o semi-eixo às rodas. Estas podem ser inseridas ou desativadas, fazendo com que sejam solidárias a esse semi-eixo de modo manual ou automático. Assim, quando somente duas rodas motrizes são usadas, as outras duas não tracionam o semi-eixo, o diferencial nem a árvore de transmissão em rotação.

ROLAMENTO DA RODA--Os rolamentos de rodas dianteiros e traseiros ficam instalados dentro do cubo das rodas e atuam na movimentação das rodas.

SAPATA--Elemento móvel do freio a tambor, em geral fixada em uma extremidade. Tem forma arqueada e revestimento de material de atrito em sua superfície de trabalho. Uma vez empurrado contra a parte externa do cilindro hidráulico, estanca a rotação do tambor.

SEDE DE CASQUILHO--É a parte do bloco onde ficam os suportes do virabrequim, conhecidos como "suportes de sede de casquilho.

SEDE DE TUCHO--Este termo significa o alojamento onde ficam os tuchos das válvulas, empregados nos motores com comandos de válvulas simples ou duplo no cabeçote.

SEDE DE VALVULA--É a superfície de apoio tronco-cônica contra a qual se posicionará a base da válvula, dotada de uma superfície de igual inclinação, quando esta estiver em posição fechada.

SEMI EIXO--É o elemento que liga qualquer uma das rodas motrizes à engrenagem cônica ou cilíndrica de redução final. Nos veículos de tração traseira e eixo rígido, os semi-eixos costumam ser colocados dentro dos braços da caixa do diferencial - em todos os outros casos, ficam do lado de fora. Os semi-eixos têm juntas que permitem o movimento no sentido vertical quando a suspensão é independente. Para garantir o esterçamento das rodas nos veículos de tração dianteira, emprega-se uma junta homocinética para cada semi-eixo, colocado em posição correspondente ao estriado da bandeja.

SENSOR DE DETONAÇAO--Sensor fixado no bloco, capaz de detectar o momento em que a combustão se torna irregular. Sua função é avisar a central de controle da injeção, que intervém atrasando a ignição ou diminuindo o avanço.

SENSOR DE VAZAO--Dispositivo utilizado em muitos sistemas de injeção para medir o volume de ar aspirado pelo motor e fornecer essa informação à central de controle da injeção

SERVO FREIO--Dispositivo que age sobre o cilindro mestre do sistema de freio quando se aciona o pedal, multiplicando a força exercida pelo motorista. O sistema funciona apenas com a chave de ignição no contato. Desta forma, caso o motorista pise no freio sem que a chave esteja no contato, perceberá um esforço muito maior para parar o carro.

SINCRONIZADOR--Componente que facilita o engate das marchas, mesmo quando existe uma diferença grande entre a velocidade de rotação do eixo e da engrenagem. O sincronizador é incorporado ao tubo escalonado de engate das marchas que, deslizando em linha axial ao eixo ao qual é vinculado na rotação, entra em sincronia com as engrenagens adjacentes. O mecanismo não permite a entrada da marcha se a sincronia não estiver completa.
SOHC--Sigla para Single Overhead Camshaft. Significa  simples comando de válvulas , ou seja, 01 comando por cabeçote do motor.

TAMBOR DE FREIO--Sistema de freios utilizado principalmente na traseira dos veículos mais leves e menos potentes. Consiste, como o próprio nome diz, em um tambor e dentro dele roda um eixo. Ao pisar no freio, as sapatas de freio entram em contato com o eixo e diminuem sua velocidade. Antigamente, este sistema era utilizado também nos freios dianteiros.

TENSOR DA CORREIA--É um rolamento, roldana ou roda dentada que guia ou tensiona uma correia ou corrente. Em geral, o tensor vem instalado sobre um eixo excêntrico ou um suporte móvel para facilitar a reposição e tensionar a correia corretamente.

TRAMBULADOR-- Barra metálica, ou conjunto delas, que liga a alavanca de marchas à caixa de câmbio.

TUCHO--Tipo de tucho com um dispositivo telescópico hidráulico incorporado que é alimentado com óleo pressurizado do circuito de lubrificação do motor. O comprimento útil do tucho pode variar em função da necessidade, o que permite recuperar automaticamente o jogo de distribuição. Elimina a exigência de manutenção (regulagem das folgas de válvulas) após alguns milhares de quilômetros e faz com que o motor funcione silenciosamente. Em alguns modelos, esse grupo hidráulico, para a recuperação automática do jogo das válvulas, vem incorporado ao suporte dos balancins

TURBO COMPRESSOR--Equipamento cuja função é aumentar a capacidade de admissão do motor. O turbo é formado pela junção de um compressor centrífugo e uma turbina acionada por gases de escape, fixados em um cárter central. O turbo sobre alimenta o motor de graça, pois utiliza a energia contida nos gases de escape. Para existir uma inércia limitada, assegurando assim uma resposta imediata, os turbos possuem rotores de dimensões reduzidas. Um eixo que atravessa o cárter central em todo o seu comprimento, apoiado por dois rolamentos lubrificados e arrefecidos por óleo sob pressão proveniente do sistema de lubrificação do motor, liga o rotor da turbina diretamente ao rotor do compressor. As dimensões reduzidas, o peso limitado e a grande liberdade de posicionamento tornam os turbo compressores muito adequados ao uso no campo automobilístico, uma vez que a ligação ao motor é feita apenas por tubulações.

V--Indica a disposição dos cilindros. Por exemplo, um motor V6 tem três cilindros para cada lado, alinhados, formando um ângulo que varia de 15 a 120 graus, com os pistões ligados a um mesmo virabrequim. Existem também motores com a configuração em linha (todos os cilindros na mesma linha), os motores boxer (cilindros horizontais contrapostos, como o do Fusca) e até em   W   (por exemplo, W12, quatro bancadas de três cilindros).

VALVULA--Na mecânica, indica um dispositivo que regula o fluxo de um fluido, bloqueando ou permitindo total ou parcialmente a sua passagem. As válvulas podem ter funcionamento automático ou serem controladas por um sistema de comando. São chamadas de unidirecionais aquelas que permitem o fluxo de fluido apenas em um sentido. Nos veículos, as válvulas mais importantes ficam no cabeçote. Podem ser duas, três, quatro ou cinco por cilindro. São elas que controlam a entrada da mistura ar-combustível (admissão) e a saída dos gases já queimados (escape).
VELA--A função da vela de ignição é conduzir a alta voltagem elétrica para o interior da câmara de combustão, convertendo-a em faísca para inflamar a mistura ar/combustível.

VENTOINHA--Ventilador que ativa um fluxo de ar que atravessa o radiador, gerando assim uma vigorosa troca térmica com o líquido contido nele. Desta forma, o líquido que circula pelo motor voltará à temperatura ideal.

VIRABREQUIM--Também chamado de "árvore de manivelas", é um componente mecânico rotatório dotado de uma série de manivelas por meio da qual o movimento das bielas é transmitido ao volante do motor. Os virabrequins são de aço forjado ou ferro-gusa fundido e se apóiam, por meio de bronzinas, nos respectivos suportes do bloco. Os eixos de manivela, aos quais as bielas também se ligam por meio de bronzinas, são unidos aos eixos pelos braços das manivelas. Para girar sem provocar vibrações inadmissíveis, o virabrequim deve ser cuidadosamente calibrado. Para isso, utilizam-se alguns contrapesos colocados junto aos braços das manivelas.

VOLANTE--A rotação do virabrequim não é uniforme porque no cilindro ocorre uma sucessão de fases úteis e fases de repouso. Para torná-la a mais homogênea possível para reduzir a aceleração e a desaceleração, emprega-se o volante do motor - um disco espesso fixado a uma das extremidades do virabrequim. É ele que absorve energia mecânica durante as fases úteis para restituí-la durante as fases passivas.

WP--Abreviação de correia da bomba d água